Travels
segunda-feira, 22 de abril de 2019
3 Dias em Roma
Se há cidade que não podemos falhar em Itália é Roma. Apesar de ter ouvido opiniões distintas sobre a cidade e experiências contraditórias na mesma, sabia que tinha que visitar a cidade de fio a pavio e tirar as minhas próprias conclusões. Assim, num fim-de-semana de Outubro em que alguns amigos tinham vindo visitar, rumámos durante 3 dias à capital do país. Este guião está dividido nos 3 dias distintos e no trajeto que decidimos fazer em cada um dos 3 dias, para que seja mais simples para vocês compreenderem o tempo que cada monumento leva e como podem, também, organizar a vossa viagem.
O primeiro impacto da cidade foi assustador, confesso. A periferia da cidade é descuidada, suja, muito velha e causa logo má impressão àqueles que chegam à cidade de autocarro ou de comboio. O metro não é funcional, é muito velho e sentimos algum receio em andar nesta zona da cidade. No entanto, quanto mais para o centro da cidade nos deslocávamos, mais as coisas tomavam outro rumo.
PRIMEIRO DIA
Este primeiro dia começou cansado - tínhamos passado a noite inteira num autocarro, sem dormir quase nada - mas com um plano bem traçado. O destino do dia? O emblemático Coliseu de Roma. Portanto, e depois de deixarmos tudo no hostel onde ficaríamos hospedados por duas noites, rumámos em direção ao Coliseu para visitarmos tudo aquilo a que tínhamos direito. Quando aqui chegámos, deparámo-nos com uma fila interminável e, depois daquilo que pareceu uma eternidade - e que foram umas duas horas -, tínhamos finalmente os nossos bilhetes para entrar. Por 7 euros e meio, com desconto de estudante, era-nos dado acesso ao interior do Coliseu, ao Palatino e ao Fórum Romano.
As filas para a entrada do Coliseu são intermináveis e com péssima organização - existia apenas uma caixa de bilheteira para aqueles que eram centenas de turistas a querer entrar. Por isso, se poderem, aconselho a que comprem os bilhetes previamente ou cheguem bem cedo, para não perderem tempo como nós nas filas. No entanto, a espera valeu a pena. Se o exterior do Coliseu impressiona pela sua grandiosidade - afinal de contas, é o maior anfiteatro alguma vez construído - e pelo detalhe, o seu interior não lhe fica nada atrás. É incrível imaginar o que aqui já aconteceu e ter a percepção de como a sociedade se alterou ao longo dos anos, sendo hoje em dia impensável colocar duas pessoas em combate entre si da forma que outrora era feito.
Na altura em que lá fomos encontrava-se em reconstrução mas, apesar disto, conseguimos compreender perfeitamente onde eram as bancadas e como estavam organizadas. É verdadeiramente impressionante o estado de conservação deste anfiteatro! Temos acesso aos vários níveis em que as bancadas se encontravam e podemos circundar o Coliseu na sua totalidade, conseguindo ver todos os pormenores e ter uma visão geral de todos os ângulos possíveis e imagináveis. É realmente um monumento que vale a pena visitar e que compensa o valor pago por si só.
Depois de maravilhados com o Coliseu, o Foro Romano e o Palatino deixaram a desejar. Mais uma vez, apesar de impressionante a longevidade das estruturas que aqui se encontram e de ser uma das mais importantes zonas arqueológicas da Europa, senti que o percurso não estava claro, as ruínas não se encontravam devidamente sinalizadas e, por isso, acabávamos por não conseguir compreender da melhor maneira aquilo que estávamos a ver, ficando tudo sinalizado por nós como um aglomerar de pedras históricas.
O cansaço de uma noite mal dormida já começava a dar ares de sua graça e, portanto, decidimos que íamos terminar o dia por ali. No entanto, e como ainda brilhavam sobre a cidade os últimos raios de sol, conseguimos avistar o Monumento a Vittorio Emanuele II, também conhecido como Altare della Patria, acabando este por ser o nosso ponto turístico final do dia. Construído em honra do 1º Rei de Itália Unificada, este monumento foi o meu favorito de todos os pontos turísticos da viagem. Sendo o maior monumento de Roma, conquistou-me pela sua dimensão, pela vista sobre a Piazza Venezia que nos dá, pelo pôr-do-sol que aqui brilhava em tons laranja contra o mármore branco e pelo facto de ser possível vê-lo de qualquer ponto alto da cidade.

SEGUNDO DIA
O segundo dia prometia ser o mais cansativo - e cumpriu a promessa. Na noite anterior tínhamos traçado o plano, sem grande margem para desvios devido ao elevado número de sítios que tínhamos para visitar. No entanto, a caminho do primeiro ponto do dia, tropeçámos numa Basílica que, já a experiência nos tinha ensinado no dia anterior, valeria a pena entrar. E se valeu a pena! A Basílica de Santa Maria Maggiori deixou-nos de queixo caído no momento em que vislumbrámos o seu interior. Com os seus tectos totalmente cobertos de folha de ouro em padrões geométricos e cada bocadinho de parede coberto com um detalhe impressionante, seja ele um fresco religioso ou relevo, trabalhado harmoniosamente com a restante decoração, está no topo de basílicas mais bonitas que alguma vez visitei, sendo apenas destronada pela atração principal do Vaticano.
Contentes com a descoberta que tínhamos feito, seguimos caminho para Villa Borghese, um enorme jardim próximo do centro da cidade onde se encontram diversos museus da cidade como a Galeria Nacional de Arte Contemporânea e Moderna ou a Galeria Borghese. Este é o principal parque da cidade e, apesar de não considerar que Roma seja extremamente citadino, serve de escape para aqueles que habitam na cidade e querem fugir um pouco aos turistas. No entanto, este parque não me conquistou particularmente. Apesar de ser agradável para apanhar um bocadinho de sol ou dar uma caminhada, enquanto turista não achei que tivesse nenhuma característica particularmente apelativa além de uma estufa bonita e um lago no qual podíamos andar de barco a remos. Portanto, caso tenham o tempo na cidade, não recomendo a visita ao mesmo.
Mesmo ao lado da Villa Borghese, encontramos a Piazza Popolo, o nosso próximo destino. Apesar de, aparentemente, não ter nada de especial quando comparativamente com outros locais desta cidade, houve algo nesta praça que me conquistou. Seja pelo facto de existirem senhores a fazerem bolhas de sabão por todo o lado ou pelo facto da praça não estar cheia de turistas, fiquei maravilhada com a mesma e foi aqui que saltei e dancei ao som do artista de rua que tocava Ed Sheeran, enquanto rebentava bolhas como uma criança feliz.
Uma das principais atrações que tinha surgido aquando as minhas pesquisas para criar um roteiro foi a Piazza di Spagna e os seus Spanish Steps. Com um total de 174 degraus, esta escadaria teria potencial para ser impactante. No entanto, acabou por se perder no meio das centenas de turistas que as ocupavam, seja a almoçar, a apanhar sol ou a descansar um pouco as pernas. No entanto, esta zona da praça é bastante bonita nos seus tons terra, verdadeiramente italiana - apesar de ser, supostamente, espanhola - e com algumas lojas de luxo a espreitar as montras, demonstrando que é uma das zonas mais ricas da cidade.
Se na Piazza di Spagna achámos que existiam demasiados turistas, sabíamos que no próximo sítio do nosso roteiro iríamos caminhar como sardinhas enlatadas. E assim foi! É facilmente perceptível o monumento a que me refiro... a Fontana di Trevi. No entanto, sou-vos sincera quando digo que os turistas não me incomodaram nem um bocadinho porque a beleza e a grandiosidade desta fonte é demasiada para nos deixarmos distrair por turistas. Foi dos monumentos que mais me surpreendeu pela positiva, porque esperava uma fonte de um tamanho normal, relativamente maior do que as restantes mas nada de exacerbado. Foi com esta ideia em mente que me deparei com um monstro rodeado de pessoas, branco como a cal e maravilhosamente detalhado. No fundo da fonte podemos ver milhares de moedas daqueles que desejam o amor, dinheiro, saúde ou sucesso para si e para as suas famílias e foi aqui que também eu atirei a minha moeda a desejar sorte para o ano que vinha.
A algumas ruas de distância encontra-se o Pantheon. Este, ao contrário da Fontana, desiludiu-me um pouco. Compreendo e reconheço a sua importância historicamente, uma vez que foi a casa de um antigo templo romano, construído entre 113 e 125 depois de Cristo e considerando as suas condições, é impressionante ver um edifício do género ainda de pé sem quaisquer sinais lesivos. No entanto, não achei o edifício arquitectonicamente interessante nem grandioso quando comparado com os restantes monumentos que tínhamos visto outrora. Vale a visita pela sua importância no contexto da cidade, mas nada mais do que isso. O mesmo se sucedeu com a Piazza Navona, umas das praças centrais da cidade, repleta de lojas e restaurantes típicos italianos e com os tons amarelos, laranjas e vermelhos muito típicos das cidades italianas. Tal como tudo em Roma, é impressionante e de uma beleza extraordinária. No entanto, e como não podemos ter todos os monumentos a ocupar o topo de monumentos favoritos da cidade, esta praça fica fora da corrida.
Conhecendo os meus roteiros e este tipo de publicação que por aqui faço sempre que viajo, estão fartos de saber que das minhas coisas favoritas de fazer é passear pelas ruas e sentir aquilo que a cidade verdadeiramente é, na sua simplicidade. É por isso que a zona de Trastevere se revelou uma das minhas favoritas. Em tons alaranjados, com plantas por todos os cantos e street art, foi aqui que comemos um gelado - dos baratos e bons, a fugir ao preço de turista - e foi aqui que senti a verdadeira essência italiana pela primeira vez desde que estava em Roma. Por ser uma zona menos turística, ouvia-se a língua italiana a ser cantada pelas ruas, com os gestos e a voz alta que é tão característica deste povo - e que eu adoro!
Além disso, é nesta zona que encontramos a melhor vista panorâmica gratuita sobre a cidade – coisa que não dispenso seja em que cidade for, como sabem – e, portanto, colocámo-nos a caminho de Gianicolo. Dizer-vos que foi uma subida fácil seria estar a mentir-vos. Apesar de ser um caminho curto, a inclinação era de mais de 45 graus o que nos fez sofrer durante uns bons 15 minutos enquanto subíamos pelo monte acima. No entanto, ao chegar ao cimo do monte, esquecemos todo esse sofrimento. A vista que daquele ponto temos é de cortar a respiração! Uma vista sobre a cidade de Roma longínqua, mas onde conseguimos identificar os pontos principais da cidade. Existe um extenso muro onde podemos aproveitar para descansar - coisa que fizemos - enquanto apreciamos a maravilhosa cidade que se desenrola diante de nós. Foi aqui que aproveitámos os últimos raios de sol do dia, enquanto a noite caía e o frio e a chuva começava a tomar conta da cidade. Descemos em direção ao outro lado do rio, passeámos um pouco mais por Trastevere e passámos pela Isla Tiberina, uma pequeníssima ilha muito semelhante à zona de Trastevere no caminho de volta para casa e rumámos àquele que seria o último destino do dia.
O Capitólio tinha-nos escapado da primeira vez que visitámos a Piazza Venezia, o que fez com que tivéssemos que passar nesta zona para visitarmos o seu exterior. Como tudo na cidade, com uma magnitude enorme, este ergue-se no cimo de uma escadaria como uma praça perfeitamente quadrada com 3 edifícios simples e em tons neutros. Estes são as casas de museus da História Romana, onde pudemos encontrar a famosa escultura Lupa Capitolina, uma escultura de bronze desenhada de acordo com a famosa lenda da fundação da Roma Antiga. Não entrámos no museu e, portanto, não vimos o original mas existe uma réplica da escultura nesta praça que dá para ter uma percepção do que é a escultura original. Recomendo, no entanto, que vão a esta praça durante o dia, para que possam ter uma boa vista sobre a zona do Fórum Romano e que o façam em seguimento do Monumento Vitorio Emanuele II, para que não tenham que voltar a esta zona - não que seja uma zona aborrecida, pelo contrário, mas evitam perder tempo e caminhar excessivamente.
E assim, depois de mais de 20 quilómetros percorridos, terminámos o nosso dia no hostel cansados e sem aguentar as pernas, mas com a certeza que tínhamos aproveitado da melhor forma o nosso segundo dia e ansiosos por aquilo que o terceiro dia na cidade nos iria reservar.
TERCEIRO DIAContentes com a descoberta que tínhamos feito, seguimos caminho para Villa Borghese, um enorme jardim próximo do centro da cidade onde se encontram diversos museus da cidade como a Galeria Nacional de Arte Contemporânea e Moderna ou a Galeria Borghese. Este é o principal parque da cidade e, apesar de não considerar que Roma seja extremamente citadino, serve de escape para aqueles que habitam na cidade e querem fugir um pouco aos turistas. No entanto, este parque não me conquistou particularmente. Apesar de ser agradável para apanhar um bocadinho de sol ou dar uma caminhada, enquanto turista não achei que tivesse nenhuma característica particularmente apelativa além de uma estufa bonita e um lago no qual podíamos andar de barco a remos. Portanto, caso tenham o tempo na cidade, não recomendo a visita ao mesmo.
Mesmo ao lado da Villa Borghese, encontramos a Piazza Popolo, o nosso próximo destino. Apesar de, aparentemente, não ter nada de especial quando comparativamente com outros locais desta cidade, houve algo nesta praça que me conquistou. Seja pelo facto de existirem senhores a fazerem bolhas de sabão por todo o lado ou pelo facto da praça não estar cheia de turistas, fiquei maravilhada com a mesma e foi aqui que saltei e dancei ao som do artista de rua que tocava Ed Sheeran, enquanto rebentava bolhas como uma criança feliz.
Uma das principais atrações que tinha surgido aquando as minhas pesquisas para criar um roteiro foi a Piazza di Spagna e os seus Spanish Steps. Com um total de 174 degraus, esta escadaria teria potencial para ser impactante. No entanto, acabou por se perder no meio das centenas de turistas que as ocupavam, seja a almoçar, a apanhar sol ou a descansar um pouco as pernas. No entanto, esta zona da praça é bastante bonita nos seus tons terra, verdadeiramente italiana - apesar de ser, supostamente, espanhola - e com algumas lojas de luxo a espreitar as montras, demonstrando que é uma das zonas mais ricas da cidade.
Se na Piazza di Spagna achámos que existiam demasiados turistas, sabíamos que no próximo sítio do nosso roteiro iríamos caminhar como sardinhas enlatadas. E assim foi! É facilmente perceptível o monumento a que me refiro... a Fontana di Trevi. No entanto, sou-vos sincera quando digo que os turistas não me incomodaram nem um bocadinho porque a beleza e a grandiosidade desta fonte é demasiada para nos deixarmos distrair por turistas. Foi dos monumentos que mais me surpreendeu pela positiva, porque esperava uma fonte de um tamanho normal, relativamente maior do que as restantes mas nada de exacerbado. Foi com esta ideia em mente que me deparei com um monstro rodeado de pessoas, branco como a cal e maravilhosamente detalhado. No fundo da fonte podemos ver milhares de moedas daqueles que desejam o amor, dinheiro, saúde ou sucesso para si e para as suas famílias e foi aqui que também eu atirei a minha moeda a desejar sorte para o ano que vinha.
A algumas ruas de distância encontra-se o Pantheon. Este, ao contrário da Fontana, desiludiu-me um pouco. Compreendo e reconheço a sua importância historicamente, uma vez que foi a casa de um antigo templo romano, construído entre 113 e 125 depois de Cristo e considerando as suas condições, é impressionante ver um edifício do género ainda de pé sem quaisquer sinais lesivos. No entanto, não achei o edifício arquitectonicamente interessante nem grandioso quando comparado com os restantes monumentos que tínhamos visto outrora. Vale a visita pela sua importância no contexto da cidade, mas nada mais do que isso. O mesmo se sucedeu com a Piazza Navona, umas das praças centrais da cidade, repleta de lojas e restaurantes típicos italianos e com os tons amarelos, laranjas e vermelhos muito típicos das cidades italianas. Tal como tudo em Roma, é impressionante e de uma beleza extraordinária. No entanto, e como não podemos ter todos os monumentos a ocupar o topo de monumentos favoritos da cidade, esta praça fica fora da corrida.
Conhecendo os meus roteiros e este tipo de publicação que por aqui faço sempre que viajo, estão fartos de saber que das minhas coisas favoritas de fazer é passear pelas ruas e sentir aquilo que a cidade verdadeiramente é, na sua simplicidade. É por isso que a zona de Trastevere se revelou uma das minhas favoritas. Em tons alaranjados, com plantas por todos os cantos e street art, foi aqui que comemos um gelado - dos baratos e bons, a fugir ao preço de turista - e foi aqui que senti a verdadeira essência italiana pela primeira vez desde que estava em Roma. Por ser uma zona menos turística, ouvia-se a língua italiana a ser cantada pelas ruas, com os gestos e a voz alta que é tão característica deste povo - e que eu adoro!
Além disso, é nesta zona que encontramos a melhor vista panorâmica gratuita sobre a cidade – coisa que não dispenso seja em que cidade for, como sabem – e, portanto, colocámo-nos a caminho de Gianicolo. Dizer-vos que foi uma subida fácil seria estar a mentir-vos. Apesar de ser um caminho curto, a inclinação era de mais de 45 graus o que nos fez sofrer durante uns bons 15 minutos enquanto subíamos pelo monte acima. No entanto, ao chegar ao cimo do monte, esquecemos todo esse sofrimento. A vista que daquele ponto temos é de cortar a respiração! Uma vista sobre a cidade de Roma longínqua, mas onde conseguimos identificar os pontos principais da cidade. Existe um extenso muro onde podemos aproveitar para descansar - coisa que fizemos - enquanto apreciamos a maravilhosa cidade que se desenrola diante de nós. Foi aqui que aproveitámos os últimos raios de sol do dia, enquanto a noite caía e o frio e a chuva começava a tomar conta da cidade. Descemos em direção ao outro lado do rio, passeámos um pouco mais por Trastevere e passámos pela Isla Tiberina, uma pequeníssima ilha muito semelhante à zona de Trastevere no caminho de volta para casa e rumámos àquele que seria o último destino do dia.
O Capitólio tinha-nos escapado da primeira vez que visitámos a Piazza Venezia, o que fez com que tivéssemos que passar nesta zona para visitarmos o seu exterior. Como tudo na cidade, com uma magnitude enorme, este ergue-se no cimo de uma escadaria como uma praça perfeitamente quadrada com 3 edifícios simples e em tons neutros. Estes são as casas de museus da História Romana, onde pudemos encontrar a famosa escultura Lupa Capitolina, uma escultura de bronze desenhada de acordo com a famosa lenda da fundação da Roma Antiga. Não entrámos no museu e, portanto, não vimos o original mas existe uma réplica da escultura nesta praça que dá para ter uma percepção do que é a escultura original. Recomendo, no entanto, que vão a esta praça durante o dia, para que possam ter uma boa vista sobre a zona do Fórum Romano e que o façam em seguimento do Monumento Vitorio Emanuele II, para que não tenham que voltar a esta zona - não que seja uma zona aborrecida, pelo contrário, mas evitam perder tempo e caminhar excessivamente.
E assim, depois de mais de 20 quilómetros percorridos, terminámos o nosso dia no hostel cansados e sem aguentar as pernas, mas com a certeza que tínhamos aproveitado da melhor forma o nosso segundo dia e ansiosos por aquilo que o terceiro dia na cidade nos iria reservar.
O terceiro, e último dia na cidade, foi totalmente dedicado ao Vaticano, a cidade-estado independente de Itália e conhecido como o país alto da religião católica. Uma vez que escolhemos o primeiro domingo do mês para fazer a nossa visita, tínhamos a oportunidade de visitar os Museus do Vaticano gratuitamente durante a manhã. Além disso, o Papa estaria também presente na sua janela para o discurso habitual de cada domingo, o ângelus. No entanto, os dois horários sobrepunham-se e, por causa disso, decidi que seria uma melhor opção tentar ver o Museu o mais rapidamente possível para conseguir apanhar um pouco do discurso. O tiro saiu pela culatra e acabei sem ver o Museu como deve ser e sem ver o Papa, que acabou o seu discurso pouco tempo antes de eu chegar ao recinto.
No entanto, e apesar de ter visto o Museu a uma velocidade equiparável a um carro de Fórmula 1, posso dizer-vos que, apesar de ter uns tetos incríveis, muito trabalhados, não acrescenta imenso quando comparado com tudo o que tínhamos visto no dia anterior. Além disso, a Cappella Sistina, dentro deste museu e emblemática como só ela, deixou muito a desejar. Com uma dimensão mais pequena do que aquilo que esperava e com demasiados turistas dentro dela, marca apenas pelo fresco d’A Criação de Adão, por Michaelangelo que, apesar de mais pequeno do que imaginava, é impressionante pela notoriedade do mesmo.
No entanto, e apesar de ter visto o Museu a uma velocidade equiparável a um carro de Fórmula 1, posso dizer-vos que, apesar de ter uns tetos incríveis, muito trabalhados, não acrescenta imenso quando comparado com tudo o que tínhamos visto no dia anterior. Além disso, a Cappella Sistina, dentro deste museu e emblemática como só ela, deixou muito a desejar. Com uma dimensão mais pequena do que aquilo que esperava e com demasiados turistas dentro dela, marca apenas pelo fresco d’A Criação de Adão, por Michaelangelo que, apesar de mais pequeno do que imaginava, é impressionante pela notoriedade do mesmo.
Aquilo que acabou por me marcar dentro do Vaticano e que, para mim, é a grande estrela entre todas as capelas, igrejas e basílicas que tive a oportunidade de visitar, é a Basilica di San Pietro. De entrada gratuita, é uma das maiores e mais bonitas basílicas que já vi, apesar de não aparentar pelo seu exterior. Com detalhes em dourado, mármore em rosas, pretos e cinzentos e frescos em tons azulados, misturados de uma forma muito natural, cria a perfeita harmonia ao local e deixa-nos a suspirar em cada esquina e nova divisão. Cada detalhe é pensado ao pormenor para ir de encontro à estética geral mas é muito próprio daquele local, sendo uma lufada de ar fresco a cada divisão em que entramos. É muito difícil encontrar palavras para descrever esta basílica e aquilo que sentimos quando entramos na mesma, sendo ou não praticantes da religião católica.
Além da Basílica, a Piazza San Pietro é também impressionante tanto pela sua magnitude como pela quantidade de pessoas que aqui se reúnem pela mesma fé e com o mesmo propósito. Seja pelas suas fontes, enormes colunas ou por ser a primeira impressão que temos desta cidade-estado, é sem dúvida um marco importante em qualquer roteiro por Roma. Atrás da mesma, podem encontrar a Via della Conciliazione, uma rua de comércio local muito conhecida e movimentada pela sua vista privilegiada para a Basílica e por ser a rua principal de ligação entre Roma e o Vaticano. Aqui existem dezenas de gift shops nas quais podem comprar as vossas recordações da cidade, os terços ou até réplicas das figuras mais importantes da religião católica.
Depois da chuva torrencial que apanhámos na manhã, enquanto esperávamos por entrar no museu, o tempo decidiu dar-nos tréguas e voltámos a Roma. Não deixámos, no entanto, de passar pelo Castel Sant'Angelo, outrora castelo utilizado como habitação pelo imperador, posteriormente pelo Papa e que hoje em dia é a casa de um museu que visa dar a conhecer o seu interior e a história da sua criação, assim como daqueles que por lá habitaram. Apesar de soar muito importante, o castelo não é tão imponente quanto seria de esperar e, portanto, não me impressionou especialmente. Vale a pena espreitar se estivermos de passagem por lá, mas deslocarmo-nos propositadamente para ver o seu exterior não é, de todo, proveitoso.
Depois da chuva torrencial que apanhámos na manhã, enquanto esperávamos por entrar no museu, o tempo decidiu dar-nos tréguas e voltámos a Roma. Não deixámos, no entanto, de passar pelo Castel Sant'Angelo, outrora castelo utilizado como habitação pelo imperador, posteriormente pelo Papa e que hoje em dia é a casa de um museu que visa dar a conhecer o seu interior e a história da sua criação, assim como daqueles que por lá habitaram. Apesar de soar muito importante, o castelo não é tão imponente quanto seria de esperar e, portanto, não me impressionou especialmente. Vale a pena espreitar se estivermos de passagem por lá, mas deslocarmo-nos propositadamente para ver o seu exterior não é, de todo, proveitoso.
Eu sei que este guia ficou um pouco grande, mas sinto que esta cidade tem tanto para oferecer e tanto para visitar que sinto que é importante referir tudo aquilo que visitei para também terem uma opinião, na primeira pessoa, de como as coisas são e daquilo que realmente vale a pena visitar na cidade.
Já alguma vez visitaram alguma cidade italiana? Ficaram curiosos em visitar Roma?
quarta-feira, 14 de novembro de 2018
10 Sítios a não perder em Budapeste
A minha primeira grande viagem para fora de Itália desde que estou por aqui foi planeada em cima do joelho e comprada por impulso. A verdade é que já tinha imensa curiosidade em visitar Budapeste, a capital da Hungria, há imensos anos e quando surgiu a oportunidade para tal não consegui dizer que não – e não podia estar mais contente com a minha escolha.
Esta cidade encantada divide-se em dois lados muito distintos entre si. Buda, o lado montanhoso, romântico e histórico da cidade – e, diga-se de passagem, o meu favorito –, e Peste, o lado citadino, plano e mais vivo da cidade. É fascinante observar duas realidades tão contrastantes mas que se complementam na perfeição. O melhor de tudo é ser tão simples apaixonarmo-nos por ambos os lados por serem tão únicos, tornando Budapeste a cidade mais dinâmica que já visitei por esta magia que se sente no ar. Nesta publicação, trago-vos então os meus 10 sítios favoritos em Budapeste – ou 10 coisas que têm que fazer em Budapeste, sem qualquer ordem específica –, que devem fazer parte da lista de todos aqueles que visitam esta cidade pela primeira vez.
FISHERMAN’S BASTION
Com uma vista incrível sobre a cidade de Peste, por entre as suas janelas, o Fisherman’s Bastion - nome que se deve aos pescadores que outrora aí defenderam a cidade - é conhecido pelos instagrammers como o sítio a tirar fotografias pela sua vista panorâmica sobre o lado de Peste. No entanto, é muito mais do que um monumento bonito. Aliás, ultrapassa isso e todas as expectativas que possam criar sobre o mesmo. Uma estrutura em tons de bege, muito suave e muito agradável ao olhar pela ilusão de espiral que cria ao nosso olhar, composto por inúmeras janelas onde podemos sentar-nos e apreciar a vista.
BUDA CASTLE
Com umas dimensões extraordinárias, este castelo surpreende não pela sua estrutura - que, apesar de bonita, não impressiona quando comparada com outros monumentos da cidade - mas pelo facto de aí se encontrarem exposições temporárias sobre os mais variados temas. Além disso, a área circundante ao castelo é muito bonita para dar um bom passeio e apreciar o verdadeiro romantismo que se faz sentir por todo o lado em Buda.
UMA CERVEJA NO SZIMPLA
Qualquer pessoa que vá a Budapeste sabe que uma das paragens obrigatórias nesta visita são os Ruin Bars. Tal como o nome indica, estes são espaços de convívio e lazer que aproveitam os edifícios destruídos na 2º Guerra Mundial para a construção de bares muito fora da caixa. O único que visitei foi o mais conhecido, o Szimpla, um edifício composto por muitos bares diferentes de tudo aquilo que já vi. Tendo cada um a sua decoração, muito própria e muito pouco convencional, é um excelente sítio para relaxar depois de uma boa tarde de passeio ou até para ir tomar um copo durante a noite. Aproveitei para repor energias aqui, com uma caneca de cidra numa mão e a máquina na outra, a absorver todos os detalhes daquele que é o espaço mais cool que já vi na minha vida – e duvido seriamente que seja superado.
ESPETÁCULO DE LUZES NA MARGARET ISLAND
A visita à Margaret Island deu-se no meu último dia em Budapeste e não podia ter culminado esta viagem de melhor forma. Esta ilha é basicamente um parque, com imensas atrações distintas – um jardim japonês, um campo de flores, alguns cafés ou bares para relaxar -, sendo a principal uma fonte luminosa que está, continuamente, a proporcionar a por quem lá passa belíssimos espetáculos de água. Se durante o dia já é um bom espetáculo para assistir, de noite é que a magia acontece. Em horários específicos do dia, acontecem espetáculos de luzes que combinam música, luz e efeitos aquáticos de uma maneira incrível e que nos deixam maravilhados. O melhor de tudo é que este espetáculo é totalmente grátis e existem inúmeras repetições do mesmo ao longo do dia.
PARLAMENTO
O parlamento é a figura que ilustra todos os postais de Budapeste. Imponente, com longos metros de comprimento, este edifício é, de longe, dos mais bonitos que já vi. Construído com um detalhe ímpar, como o estilo gótico assim o exige, deixa-nos boquiabertos ao caminharmos em torno do mesmo e ficamos perplexos por aquele não ser um edifício de outro cariz – mais religioso ou cultural. Afinal de contas, até dá gosto falar de política com aquele edifício como pano de fundo. Um local que é imperdível para qualquer pessoa que visite a cidade e que é impossível não adorar, seja pela sua escultura detalhada, pelos seus tons esbranquiçados ou por estar a ornamentar o lado de Peste da melhor forma possível.
EXPERIMENTAR GOULASH
Se havia alguma coisa que queria experimentar na minha viagem a Budapeste, era goulash. Para quem não sabe, esta é uma sopa típica destes países constituída por alimentos muito consistentes como carne, batata e cenoura. Uma espécie de estufado bem temperado, com muito molho e um pouco picante, se me perguntarem. Comi o meu no restaurante Kék Rózsa e não poderia ter escolhido um sítio melhor. Por pouco mais de 2 euros, experimentei este prato típico na sua melhor forma e adorei. Recomendo sem dúvida que experimentem porque é um prato bastante saciante e que vos deixará com energia para continuar a vossa jornada.
MATTHIA’S CHURCH
Se acham que uma igreja é só mais uma igreja, devem de espreitar a igreja de Matthia. Apesar de não ter visitado o seu interior, é possível observar, através do seu telhado adornado com telhas de diferentes cores a criar uma espécie de padrão tribal ou todos os recortes na própria estrutura, muito semelhantes ao que podemos ver no Parlamento, que esta é uma igreja diferente das demais e que vale certamente a visita de todos. Além disso, está mesmo ao lado do Fisherman’s Bastion, o que faz com que este seja um dois em um perfeito para todos os turistas.
SUBIR À CITADEL PARA UMA VISTA SOBRE PESTE
A subida pela Gellert Hill em direção à Citadel foi das primeiras coisas que fiz na cidade, para uma vista panorâmica do sítio onde iria passar os próximos 3 dias. A subida é íngreme, complicada para quem não está muito habituado a exercitar-se mas vale muito a pena. Ao longo da subida conseguem ter uma vista sobre o lado de Peste da cidade de cortar a respiração, o que vos encoraja para os metros que ainda faltam. Chegando ao topo, encontram-se numa praça consideravelmente grande onde existem algumas barracas com souvenirs e comidas tipicamente húngaras como os famosos chimney cakes – um bolo em forma de tubo coberto de açúcar que, se me permitem a descrição, sabe a diabetes.
VAJDAHUNYAD CASTLE
Bem longe do centro da cidade encontramos a Heroes Square, uma praça dedicada aos heróis da antiguidade. Mas, se continuarem a caminhar em direção ao parque da cidade, podem encontrar aquela que foi uma das maiores surpresas da minha viagem. Inserido no parque da cidade encontra-se o Castelo Vajdahunyad, rodeado por um lago e pelo verde da natureza. Todo feito em pedra e com detalhes trabalhados ao pormenor, é a casa de alguns artistas de rua que por lá trabalham e que animam o seu interior com música ou caricaturas feitas na hora. Também existem aqui algumas exposições sobre a história de Budapeste, com conteúdo interessante e formativo – caso não levem guia, é uma boa opção para saberem um pouco mais sobre a cidade. É impossível não nos apaixonarmos por este castelo e pelo parque circundante onde aconselho a passarem algum tempo a passear, a fotografar ou até a almoçar – que foi aquilo que eu fiz.
SAPATOS NO DANUBE BANK
Os sapatos em metal ao longo da calçada, perto do Parlamento são das coisas mais emblemáticas da cidade e que não pode faltar no vosso guia. Esta homenagem a todas as vítimas judaicas que perderam a sua vida na 2ª Guerra Mundial - eles eram obrigados a descalçarem-se antes de serem executados sem qualquer piedade - aperta-nos o coração de uma forma que nunca antes tinha sentido. Não me esqueço de uma senhora que, assim que avistou os sapatos pela primeira vez, começou a chorar silenciosamente por todos aqueles que tinham perdido a vida sem qualquer motivo para tal. Sem dúvida que nos deixa a refletir sobre o quão mau o ser humano pode ser e sobre o que de pior aconteceu na história do nosso mundo.
Para além de todos os sítios que enumerei e que foram aquilo que mais gostei de ver, aconselho a visita à Basílica de São Estevão, uma passagem pela segunda maior Sinagoga da Europa – a Dohány Street Synagogue –, os banhos termais na Széchenyi - muito conhecidos e com preços que não vão muito fora do habitual para este tipo de atividade – ou um passeio de barco pelo rio, uma vez que existem inúmeras opções a preços bastante apelativos também. Estas últimas duas atividades não tive oportunidade de fazer mas, no entanto, considero que valham a pena pelos relatos de outros turistas que por Budapeste passaram. Recomendo, também, como sempre, passearem pelas ruas e deixarem-se perder nelas. Não há melhor forma de conhecer uma cidade do que nas suas ruas e ruelas, nos caminhos sem saída e nos seus detalhes menos turísticos. Sublinho ainda que dois dias a três chegam para ver a cidade de fio a pavio e que, apesar de não ter sugerido muitos restaurantes – o meu tipo de viagem consiste em sandes a todas as refeições –, existem diversas comidas típicas que podem experimentar e os preços praticados por uma refeição completa em zonas turísticas rondam os 8 a 12 euros.
Não posso deixar de agradecer à Daniela, do Another Lovely Blog!, por todas as dicas que me deu quanto à cidade e àquilo que deveria de fazer na mesma. Visitem o trabalho dela AQUI.
Já visitaram Budapeste? Têm curiosidade em visitar?
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