segunda-feira, 30 de abril de 2018

Os melhores casacos para usar na Primavera

As temperaturas ainda não estabilizaram e, se numa hora do dia está um frio de rachar, noutra está um calorzinho digno de esplanada com um fino e um pires de tremoços ao pé de nós. Para combater o frio que se faz sentir a determinadas horas do dia, nada melhor do que vestir algo mais fresco e colocar por cima um casaco mais quente. Seja ele mais ou menos fino, não existe regra desde que estejamos confortáveis com o que estamos a usar.

Existem, no entanto, modelos de casaco mais adequados para as temperaturas amenas e que são essenciais em qualquer armário de Primavera e até de Verão. Entre os casacos de ganga, ideias para utilizar com tons mais claros como tons terra e branco, os impermeáveis, ideais para os dias mais chuvosos que se sentem nestes dias indecisos, ou os trench coats que são sofisticados e muito elegantes, as escolhas são muitas mas existem 6 modelos de casaco aos quais dou especial destaque.

CASACO DE GANGA

O primeiro lugar desta lista tinha que ir para os casacos de ganga por serem uma das peças mais fáceis de conjugar da história. Apesar de não ser grande fã do denim on denim - pelo menos por enquanto -, acho estes casacos perfeitos para utilizar com qualquer roupa que queiramos porque são bastante versáteis. Os meus favoritos são aqueles com um corte mais largo e baggy, que tornam qualquer conjunto mais casual. Costumo utilizá-los com calças com um corte mais clássico ou saias para criar um contraste entre o formal e o casual.

BOMBERS
O bomber é o tipo de casaco mais descontraído e mais indicado para utilizar no nosso dia-a-dia de entre os da lista. Com o seu formato tipicamente mais largo, é ideal para utilizar com peças que sejam mais justas na parte de baixo, de forma a criar um contraste de entre o justo e o largo que seja visualmente apelativo. Pessoalmente, gosto mais de ver este tipo de casaco com calças descontraídas como de ganga, mom jeans ou cullotes porque conjuga na perfeição com a onda mais casual que estas partes de baixo dão aos nossos conjuntos.

BLAZERS

Ai, os blazers! A minha perdição de adolescência e das peças que considero mais elegantes no meio dos imensos formatos de casaco existentes. São de uma sofisticação ímpar e sem dúvida que compõem um conjunto casual num conjunto muito mais chique e formal. Pessoalmente, gosto dos formatos mais largos de blazer, que não cintam tanto a cintura porque se adaptam mais facilmente à nossa rotina casual e são mais confortáveis. Mas, dependendo da ocasião, este tipo de casaco é pau para todas as colheres. É daquelas peças que deve existir no armário de toda a gente!

CASACO DE CABEDAL
Os casacos de cabedal devem ser das peças mais utilizadas pela população em geral. Não existe nada mais versátil - em par com os casacos de ganga - que um bom casaco de cabedal preto, seja qual for o estilo com que te identificas mais. Deixo a confissão de que ainda não tenho nenhum casaco de cabedal no meu armário, em parte porque ainda não encontrei o ideal. Mas, quando encontrar, sei que o utilizarei com tudo - saias, vestidos, calças de ganga ou calças mais formais -, de forma a deixar o meu conjunto com edgyness.

IMPERMEÁVEIS

Abril, águas mil! Apesar de estarmos no fim deste mês que foi bastante chuvoso, avizinham-se alguns dias de chuva e nunca é de mais estar prevenido. Por isso, acho que um dos essenciais para esta estação são os impermeáveis que, apesar de não aquecerem propriamente muito, são perfeitos para não apanharmos uma molha das grandes. Existem modelos bastante bonitos destes casacos e  um tanto ou quanto originais. É aquela peça em que podem arriscar numa cor mais forte para dar um bocadinho de vida aos tons neutros que temos tendência a utilizar no dia-a-dia em dias mais chuvosos.

TRENCH COATS
Se existe alguma peça mais elegante e parisiense, ainda ninguém me avisou qual é. O último lugar da lista vai para os trench coats que, para mim, gritam sofisticação, classe e estilo. Fazem qualquer conjunto parecer mais arranjado do que ele realmente está. Além disso, como não são de um material muito grosso, são ideais para as temperaturas que se fazem sentir nesta altura do ano. Com saias ou até com umas calças de ganga, estes casacos são ideais para aqueles que gostam de andar com um ar mais formal no seu dia-a-dia sem se esforçar para tal.

A verdade é que estes casacos podem ser encontrados em qualquer loja online ou até de fast fashion, porque são modelos realmente muito comuns, versáteis e utilizados pela maioria das pessoas, independentemente da sua idade. No entanto, hoje sugiro-vos a Dresslily, uma loja chinesa online com bastantes opções acessíveis e com uma qualidade que é proporcional aos preços praticados. Aqui encontram-se, por vezes, réplicas dos casacos mais in das lojas físicas a preços bem mais convidativos. Além destas, encontram também peças bastante diferentes do comum e que tornam os vossos conjuntos únicos. Estes quatro que vos apresento em baixo são as minhas sugestões para um conjunto bonito, arranjado e com um toque de cor.

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Esta publicação foi patrocinada pela Dresslily. No entanto, todas as opiniões são pessoais.

Qual é o vosso tipo de casaco favorito para usar nesta estação? Acrescentariam algum à lista?

quinta-feira, 26 de abril de 2018

VANTAGENS DE USAR FATO-DE-BANHO

A era dos biquínis está longe de terminar mas, aos poucos, os fatos-de-banho têm tomado o seu lugar nas lojas de vestuário de praia e, a meu parecer, vieram para ficar. As novas coleções estão repletas de fatos-de-banho com aspectos diferentes entre si, com cortes diferentes e cores para todos os gostos. Aliás, eu própria já tenho alguns modelos sobre olho que me deixaram a suspirar de tão bonitos que são. E, se antes toda a gente torcia o nariz a esta peça de vestuário por ser mais utilizada por senhoras mais velhas, hoje em dia é inegável de que devemos de ter pelo menos uma versão do mesmo no nosso guarda-roupa para alternarmos com o nosso biquíni favorito.

Passei por todas as peças de vestuário balnear que podem imaginar - biquínis, triquínis, fatos-de-banho, calções de homem para mulher, entre outros. E, de todas estas peças, aquela que me deixou mais confortável foram os fatos-de-banho. Desde que os comecei a utilizar que não quero outra coisa. Simples de vestir e despir, confortáveis e bastante bonitos, são a peça-chave dos meus Verões há cerca de 3 anos consecutivos porque permitem que me sinta bem com o meu corpo e que me sinta à vontade para fazer neles tudo aquilo que me apetecer - olá raquetes na praia, passeios à beira-mar ou moches aos amigos! Trago-vos, então, uma lista de vantagens que eu considero que utilizar esta peça balnear traz a qualquer pessoa.


1. É MAIS CONFORTÁVEL
Este é o principal motivo pelo qual utilizo fatos-de-banho em vez de biquínis. Sinto um conforto acrescido, não tenho qualquer receio de correr pela praia porque não existe perigo nenhum das amigas saltarem para fora do fato-de-banho ou de se ver alguma coisa a saltitar fervorosamente porque está tudo bem tapadinho com esta peça. Facilita a movimentação, sem dúvida, tornando muito mais cómoda e descomplicada a ida à praia ou à piscina porque não existe constante necessidade de compor o top ou a cueca.

2. DIFERENCIA-NOS
Apesar de cada vez ser maior o número de pessoas que utiliza fatos-de-banho em vez de biquínis, a grande maioria das pessoas ainda não abdicou dos seus biquínis. E ainda bem para nós, amantes de fatos-de-banho, porque é um trunfo a nosso favor. Isto faz com que nos destaquemos da multidão, dá-nos um aspecto diferente das demais e dá-nos imensa liberdade para brincarmos com diferentes estilos e feitios, mostrando um bocadinho da nossa personalidade através deste pedaço de tecido.

3. ESCONDE A GORDURA INDESEJADA
Este não deve ser, de todo, o motivo principal para utilizarmos esta peça. No entanto, é mais do que sabido que os fatos-de-banho são uma forma fácil de escondermos alguma parte do corpo com a qual não nos sintamos tão à vontade, uma vez que estamos menos expostas com os mesmos. Seja alguma gordura localizada na zona da barriga ou até mesmo um peito mais avantajado - as duas um problema constante na minha vida -, este tipo de peça acaba por disfarçar estes traços que não gostamos mais, salientando aqueles que mais nos interessam.

4. ALONGA A NOSSA SILHUETA
Este tipo de peça, porque cobrem o nosso tronco todo, criam a ilusão de que o nosso tronco é mais alto do que aquilo que ele realmente é, fazendo parecer que somos mais altas do que aquilo que somos na realidade. Isto acontece porque não existe uma quebra de tecido na zona da barriga, o que faz com que a nossa silhueta se alongue um pouco mais. O mesmo acontece com as partes de baixo de biquíni de cintura subida - é criada uma falsa ilusão de que somos mais compridas do que aquilo que somos realmente.

5. FAZ-NOS PARECER MAIS JEITOSAS
Digam o que disserem, não existe peça balnear mais elegante do que os fatos-de-banho. Trazem algum mistério quando ao corpo da pessoa que o utiliza, para além de exibirem os seus melhores traços físicos. Além disso, ajudam a definir a zona do rabiosque, uma vez que este é puxado um pouco para cima com a ajuda do fato-de-banho, criando a ilusão de que o nosso traseiro é maior do que aquilo que ele realmente é.

Onde se pode comprar fatos-de-banho?, é a questão que se impõe. Apesar de ser arriscado comprar este tipo de artigo online porque esta peça tem mesmo que ser ajustada ao nosso corpo, existem inúmeras lojas que vendem este tipo de peças na internet, sendo uma delas a Rosegal. Esta loja tem artigos diferentes daqueles que podemos encontrar nas lojas a um preço bastante convidativo. Apresenta, para além disso, soluções para todos os tipos de corpos. A secção de fatos-de-banho deles é bastante completa e tem bastantes opções para todos os gostos e feitios que desejarem. São exemplo os 5 fatos-de-banho que vos mostro de seguida, muito diferentes entre si - tirando o decote em V, que adoro e ao qual não consigo resistir - mas que usaria sem pensar duas vezes.


O que importa, acima de tudo, é que vocês se sintam o mais confortável possível na vossa pele e que utilizem qualquer peça de vestuário balnear com o orgulho que devem sentir por estarem a mostrar o vosso corpo. Afinal de contas, todos os corpos são bonitos, não existe um corpo mais bonito do que o outro e todos merecem ser exibidos na praia ou na piscina se vocês assim o entenderem. A peça balnear que funciona melhor para mim é o fato-de-banho, mas isso não quer dizer que para vocês deva ser o mesmo! Experimentam, escolham a vossa peça ideal e usem e abusem dela em todos os feitios e formatos diferentes.

Esta publicação foi patrocinada pela Rosegal. No entanto, todas as opiniões são pessoais. 

E vocês, gostam mais de usar fatos-de-banho ou biquínis?

segunda-feira, 23 de abril de 2018

7 LIVROS QUE...

Desde pequena que fui habituada a ler todos os dias uma ou duas páginas de um livro que goste. A minha mãe -. devoradora profissional de livros - costumava ler-me histórias quando eu ainda não sabia ler e, quando comecei a juntar as letras e a atribuir-lhes um som, incentivava-me a pegar no livro e tentar ler sozinha todas as noites, estando sempre do meu lado caso alguma palavra falhasse. O vício pegou e, desde então, leio sempre uma, duas ou até uma dúzia de páginas antes de dormir, tenha muito ou pouco sono. Uma tradição que se tornou um hábito e que me acompanhará, certamente, ao longo dos anos, até porque considero imprescindível cultivar a leitura tanto aos mais pequenos como aos mais graúdos, como forma de crescimento e também conhecimento.

Portanto, tendo uma ligação tão forte com a literatura e tirando tanto prazer desta forma de arte, fazia todo o sentido embarcar no desafio que a Sofia do A Sofia World me propõe, que é, nada mais, nada menos, do que a celebração do Dia Mundial do Livro hoje, dia 23 de Abril. Este desafio consiste em partilhar um livro diferente para cada um dos temas sugeridos para ela, sendo estes temas bastante generalistas - não se restringem apenas a um género literário ou a uma autora em particular - e que levarão a escolhas muito pessoais de cada um dos participantes.


O LIVRO QUE TENHO HÁ MAIS TEMPO 
Quando era mais nova - com os meus 13 e 14 anos -, o meu género literário favorito passava pelas histórias verídicas, chocantes e que me deixavam enjoada durante semanas pelo detalhe com que relatavam experiências vividas por pessoas da minha idade ou mais novas ainda. Este tipo de escrita deixava-me acordada horas a fio a folhear páginas e a ler compulsivamente. Ainda hoje gosto de uma boa história chocante, com um je ne se quais de drama e realismo. Decidi trazer um primeiros livros que li deste género, o Apavorada da Sharon McGovern.

O LIVRO QUE TENHO HÁ MENOS TEMPO
Os livros do Pedro Chagas Freitas nunca me chamaram a atenção por as opiniões serem tão dispares sobre os mesmos - se uns estão apaixonados pelo mesmo, outros acham demasiado lamechas e um tanto ou quanto repetitivos. Quando me ofereceram, este Natal, o Ou é Tudo ou não Vale Nada, fiquei contente, apesar de tudo. Finalmente poderei tirar as minhas próprias conclusões e definir a minha opinião sobre aquele que é um dos autores portugueses mais badalados da década.

O LIVRO QUE LI MAIS VEZES
O The Perks of being a Wallflower, de Stephen Chbosky, é o meu livro favorito de sempre sem qualquer perigo de concorrência. A história do Charlie marcou-me de tal forma que, sempre que me sinto de mal com a vida, que acho que as coisas não me estão a correr ou quando não me apetece ler mais nada, viro-me para este livro com uma velocidade que se pode igualar à velocidade da luz. Com o balanço ideal entre o pesado e o leve, é um livro que trata imensos temas de interesse - a homossexualidade, a violência, o abuso, a amizade e as relações interpessoais.


O LIVRO QUE EMPRESTEI E NÃO VOLTEI A VER
Fiz uma pequena batota neste tópico - eu nunca emprestei um livro que não voltasse a ver. Aliás, se tivesse que me classificar, não seria a pessoa que empresta mas sim aquela a quem emprestam. Portanto, quando pensei nesta categoria, só me consegui lembrar de um dos livros que emprestei mais recentemente por gostar tanto do mesmo. Uma Questão de Atração do David Nichols, um livro simples daqueles que o autor já escreveu, leve mas muito interessante.

O LIVRO QUE JÁ DEVIA TER LIDO
O Jane Eyre, da Charlotte Bronte, é um livro que está encostado na minha prateleira há alguns anos e que ainda não viu a luz do dia. Apesar de ser uma obra que me desperta bastante curiosidade, o facto de ter a obra em inglês deixa-me reticente uma vez que, sendo uma obra um tanto ou quanto antiga, está escrita com um inglês bastante arcaico. E, apesar de não considerar que o meu inglês tenha muitas falhas, existem sempre certas palavras que me falham e às quais não consigo atribuir qualquer significado. É uma das obras que, por enquanto, se manterá na prateleira mas que, quando o tempo certo chegar, sairá de lá para encantar o meu coração.

O LIVRO COM MAIS VALOR SENTIMENTAL
O Licenciei-me e Agora?, da Catarina Alves de Sousa, é um dos livros com maior valor sentimental para mim por uma simples razão - foi a minha primeira e única parceria literária, estabelecida diretamente com a autora do livro. Admiro muito o trabalho da Catarina, sempre gostei imenso do blog dela e inclusive partilhei convosco este meu gosto AQUI. Portanto, quando fui contactada pela mesma para ler a sua primeira obra, fiquei extremamente comovida com o gesto e com o facto dela gostar e confiar no meu trabalho para me entregar uma cópia da sua preciosa obra, um guia prático sobre aquilo que devemos fazer quando terminamos o nosso percurso académico. Podem ler mais sobre o livro na review que escrevi sobre o mesmo, AQUI.

O LIVRO QUE FOI UMA AUTÊNTICA PECHINCHA LITERÁRIA
Comprei o Pride and Prejudice, da Jane Austen, depois de ter lido a obra, por tanto ter gostado dela. É uma obra apaixonada, que mostra uma realidade completamente distinta daquela que vivemos nos romances de hoje em dia e que nos deixa a suspirar por um Mr. Darcy só para nós - apesar de ele parecer extremamente casmurro e frio durante a maior parte do livro. Quando vi a obra por 4 euros e meio na FNAC na sua língua original, sabia que tinha que o comprar para manter comigo aquele que tinha sido um dos meus livros favoritos - e que se mantém até agora no pódio.


As meninas que estão a participar comigo nesta festa da literatura:

quinta-feira, 19 de abril de 2018

POR TRÁS DE UMA PUBLICAÇÃO

Vi recentemente uma entrevista da Catarina, do Dias de uma Princesa para a SIC em que a mesma falava do retorno de ser blogger e de como não é assim tão simples esta ser a nossa profissão. Com uma duração de 20 minutos, achei a entrevista super completa e bastante informativa para aqueles que se encontram fora do mundo digital. Portanto, e já após visualizar toda a entrevista, qual foi o meu espanto quando me deparo com comentários com teor pejorativo relativamente àquilo que ela tinha dito. "Se fosses trabalhar é que era", "Queria ver-te a receber o salário mínimo" e "Mas isso é uma profissão?" foram alguns dos muitos comentários que se podiam ler, todos com este tom depreciativo e a desvalorizar completamente o trabalho de uma blogger.

Acho que está mais do que na altura de falar desta realidade que me é muito próxima e que a maior parte das pessoas não entende - o esforço e o trabalho que está por trás de uma publicação. Ao contrário do que a maioria da população tende a fazer parecer, as publicações não surgem do ar. É preciso pensar na ideia - e acreditem, só este pequeno passo é muito exigente porque os bloqueios criativos são constantes -, executá-la da melhor forma possível, reler para ver se não nos enganámos em nenhuma informação ou se queremos acrescentar algo e voltar a escrever, caso tal aconteça. Depois do processo de escrita, temos que escolher as imagens certas para o conteúdo certo, pesquisar bastante e, por vezes, preparar cenário, roupa e câmara para tirar algumas fotografias - quando queremos utilizar fotografias da nossa autoria. No meu caso, escrever uma publicação que fale de um conjunto que utilizei no meu dia-a-dia implica implorar durante duas horas aos meus familiares para me tirarem fotografias e, se tiver num dia de muita sorte, conseguir uma sessão de 10 minutos impacientes no sítio mais próximo de casa possível, sem qualquer hipótese de repetição das mesmas. Ou ficam bem, ou não tenho publicação.


A criação da publicação em si é a parte mais demorada mas aquela que dá mais gozo a qualquer blogger. Arrisco-me a dizer que, se não gostarmos desta parte, podemos abandonar o barco, porque é a parte principal do nosso dia-a-dia enquanto criadora de conteúdo. Mas nem todo o trabalho se resume a isto - quem nos dera que fosse apenas isto! Crescer uma comunidade de seguidores fiel que goste do nosso conteúdo é bastante complicado. Num mundo em que aquilo que interessa é o número de seguidores que temos, o follow for follow é uma constante e o jogo de seguir e deixar de seguir também o é. Pessoas que necessitam de aprovação, que não se conformam com o facto de nem sempre retribuirmos o follow delas, que fazem comentários sem qualquer fundamento apenas para terem um comentário de volta são uma constante e existem tantos outros problemas que, se fossem numerados, dariam uma publicação por si só - e das compridas.

É necessário trabalhar diariamente na interação com outras bloggers e com a comunidade em geral. É preciso estar sempre em cima do acontecimento, procurar saber aquilo que agrada mais aos nossos leitores e ir de acordo com aquilo que eles pretendem de nós. Partilhar as nossas publicações em todas as redes sociais que temos como o Facebook ou o Instagram na tentativa de captarmos novos leitores e de relembrar os velhos leitores que não saímos do jogo e transmitirmos a um número maior de pessoas aquilo que escrevemos. Além disso, é necessário criar conteúdo exclusivo para estas redes sociais de forma a que elas subsistam por si só, para que as pessoas não percam o interesse nas mesmas - até porque a atenção de um cybernauta é equivalente à atenção de uma criança bebé e, portanto, é necessária conteúdo bastante interativo, assim como constante inovação no mesmo.

E no meio disto tudo, de todo este trabalho, é preciso sermos fiéis a nós próprios. Escrevermos sobre o que nos apaixona, sobre o que gostamos e sobre aquilo que faz o nosso coração saltar um batimento  - mas só um batimento, não mais - de tão contente que está, até porque não faz sentido de outra forma. Temos que garantir que abordamos o assunto da melhor maneira que conseguimos e de forma a que as outras pessoas se consigam relacionar com aquilo que escrevemos - ou seja, temos que pensar simultaneamente em nós próprios e naqueles que nos estarão a ler. Temos que ter o dom da palavra - ou que, pelo menos, esforçarmo-nos para o ter. Ser únicos naquilo que escrevemos e fazemos, naquilo que pensamos e digitamos, mesmo que a publicação seja sobre algo que já foi falado umas 30 vezes apenas no último mês. Saber quando a lançar, na hora perfeita e no momento perfeito.

Se, depois desta descrição exaustiva daquilo que é o trabalho de um blogger, ainda existe alguém desse lado do ecrã a franzir o sobrolho e a dizer Ah, não parece nada de especial! lanço o desafio - tornem-se bloggers, publiquem com regularidade e aí falaremos. Aposto que aquilo que acham fácil se tornaria difícil à velocidade da luz. Até porque nem tudo são eventos bonitos ou roupas glamorosas e, para chegar a esse patamar, até chegar esse reconhecimento, temos que suar muito e trabalhar durante o dia e durante algumas noites nos nossos tempos livres, sem nunca deixar os nossos estudos, trabalhos e a nossa vida pessoal e social para trás. Até tal acontecer, temos que ouvir muitas propostas ridículas de lojas que procuram trabalho de escravo em troca de publicidade, que nos desvalorizam e que nos ridicularizam. Até tal acontecer, temos que recusar muito poucas vezes e ser recusadas uma centena de vezes porque o nosso trabalho não é suficiente.

É muito difícil para mim expressar tudo aquilo que sinto de cada vez que vejo este tipo de comentário atirado para o ar de qualquer maneira, sem qualquer conhecimento de todo o trabalho que isto dá - uma mistura de raiva com angústia e um sentimento de incompreensão enorme. É o meu trabalho que está a ser desacreditado, é o meu trabalho ao qual estão a tirar valor e isso eu não consigo aceitar.  Recuso-me a viver num país em que o trabalho do outro é desprezado porque não existe informação suficiente sobre aquilo que ele faz. Só porque a aparência desse trabalho parece muito simples. Se todos os trabalhos são merecedores de respeito, porque é que este não o deverá merecer também?Aquilo que espero é que, com o surgimento desta nova geração de bloggers e digital influencers, que exista um maior respeito pelo trabalho desenvolvido tanto pelas maiores do ramo como por aquelas que estão apenas a começar e que ter um blog seja algo que possamos dizer com orgulho, sem medo de acusações ou de ter dedos apontados a nós.

Numa escala de 1 a 10, como definiriam o trabalho que vos dá cada publicação que escrevem?

sábado, 7 de abril de 2018

COMO ORGANIZAR UM ARMÁRIO PEQUENO

O pequeno pesadelo de qualquer pessoa passa por um armário pequeno onde não caiba toda a roupa que têm. Se isto parece um problema fútil à primeira vista, quando nos vemos confrontados com uma situação semelhante a coisa não parece tão simples assim. Nem todos podemos ter um walking closet e, quando estamos limitados àquilo que a casa tem, a coisa torna-se mais complicada.

Não considero que tenha imensa roupa. Acho que tenho a quantidade normal para me vestir de forma diferente pelo menos durante uma semana ou duas  - claro que isto nem sempre acontece, porque temos peças que gostamos mais do que outras. Mas, quando mudei para a minha primeira casa de faculdade, deparei-me com um armário pequeno. Se, na altura em que decidi mudar-me para o quarto isso não parecia um problema, rapidamente virou algo dramático. Não sabia onde enfiar a minha roupa toda e, só depois de muita pesquisa e de muitas tentativas desesperadas de organizar a roupa sem que esta parecesse um monte é que consegui ter um armário minimamente organizado e com espaço - ainda que limitado.


1. Faz uma limpeza de 3 em 3 meses
Podes estar a questionar-te se realmente valerá a pena limpar tão regularmente - e eu digo-vos que sim, sem pensar duas vezes. Existe sempre uma peça ou outra à qual voltam a dar uma oportunidade e que acaba por não ser utilizada. O facto de limparem o armário regularmente e livrarem-se daquilo que não utilizam faz com que, para além de ganharem espaço adicional, consigam coordenar as vossas peças bastante melhor e que não estejam sempre com a sensação de não terem nada para vestir.

2. Arranja divisórias para pores no fundo do armário
As divisórias permitem que consigas organizar a tua roupa muito melhor e que os vários montes de roupa não se misturem. Além disso, cria uma estrutura mais sólida para que consigas enrolar as camisolas ou calças de forma a que economizes bastante espaço. Idealmente, estas divisórias deverão ser transparentes, para que consigas ver aquilo que tens dentro das mesmas.

3. Utiliza cabides finos
Isto é um truque que parece absurdo mas que realmente resulta bastante bem. Eu costumava utilizar aqueles cabides de madeira que têm um volume gigante. Mas, como precisei de novos cabides fui comprar à Primark uns quantos anti-derrapantes. Isto fez com que me apercebesse que estes são os cabides ideais para um armário mais pequeno, uma vez que fazem com que a roupa ocupe muito menos espaço pendurada porque não tem a largura extra do cabide.

4. Compra uma arara
Se o vosso armário for pequeno mas o vosso quarto não for assim tão pequeno, a vossa melhor opção é simples - comprarem uma arara, que funciona como uma espécie de armário apenas com uma fila para colocarem as vossas coisas. Aqui, aquilo que aconselho a porem será aquelas peças que utilizam mais no vosso dia-a-dia - de forma a que não ganhem pó e que não se sujem tão facilmente. Colocar os casacos aqui também é uma boa opção, uma vez que são peças que ocupam um grande volume e, ao tirá-las do armário, teremos muito mais espaço livre no mesmo.


5. Mantém apenas a roupa da presente estação no armário
Esta dica parece elementar mas muita gente acaba por acumular a roupa dentro do armário por ter preguiça de trocar, de 6 em 6 meses, a roupa do armário. Se querem ganhar espaço e diminuir o tempo no processo da escolha da roupa, tirem a roupa de Inverno quando for Verão e vice-versa. Estará, assim, muito mais visível a roupa que querem encontrar.

6. Utiliza prateleiras de pano
Se não sabem o que são aquelas divisórias de pano, então não estão a viver a vida de organizadora compulsiva - ou, pelo menos, a esforçar-se por organizar o vosso armário. Estas pequenas divisórias permitem que organizem as vossas camisolas ou calças de uma forma mais bonita e eficaz dentro do vosso armário. Além disso, acabam por vos poupar espaço no fundo do armário para outro tipo de coisas. Isto é algo que eu não deixo que falte no meu armário exactamente por ser muito mais simples encontrar aquilo que preciso com um organizador deste género.

7. Utiliza mais do que uma peça em cada um dos cabides
Por fim, a dica que menos gosto. Apesar de aumentar o espaço no nosso armário colocarmos as peças no mesmo cabide, diminui a visibilidade e faz com que percamos a noção daquilo que temos disponível para utilizar. O melhor será aplicar esta técnica a saias ou calças que precisem de estar penduradas, porque neste tipo de peça, como não ficam sobrepostas mas sim lado a lado conseguimos ter uma percepção de que lá estão enquanto poupamos espaço.

Consideram o vosso armário grande ou pequeno? Seguem estas dicas? O que acrescentariam?

terça-feira, 3 de abril de 2018

SÉRIES // BLACK MIRROR

Existem séries às quais é impossível escapar. Ou porque o hype em torno das mesmas é gigante, ou porque nos são recomendadas por todos os seres humanos deste planeta que já as viram ou porque simplesmente, seja ou não destino, passam a vida a cruzar as nossas pesquisas - este é o caso de Black Mirror. Esteve uma eternidade na minha watchlist e, finalmente, depois de longos meses, decidi envergar por este mundo tecnológico criado na série.

Esta série não tem uma linha de história fixa, pelo que se torna difícil de explicar a sua storyline. Cada episódio funciona de forma isolada e tem as suas próprias personagens e a sua própria trama - ou pelo menos somos levados a acreditar nisso, uma vez que existem ligações subtis entre todos os episódios. Cada história é bastante diferente, variando até no género, sendo algumas mais drama/ação e outras mais romance dramático mas têm todas um elemento comum - o avanço tecnológica, a tecnologia e os seus perigos inerentes.


Esta série saltou do patamar de série nova para o meu top de séries de eleição num ápice - bastou-me ver o primeiro episódio para ficar encantada pela mesma. A produção desta série é elaborada, o elenco para cada episódio de uma excelência incrível - apesar de não serem, na sua maioria, atores muito conhecidos - e uma narrativa de uma originalidade e qualidade que não consigo descrever. Cada episódio faz-nos sentir que estamos a ver filmes de curta duração com acontecimentos rápidos, chocantes e mais atuais do que aquilo que queremos acreditar. 

É uma daquelas séries que nos deixa a pensar imenso, depois de cada episódio. A tecnologia apresentada nesta série é realmente assustadora, na sua maioria, e deixa-me com vontade de recusar qualquer tecnologia e ir viver para o meio do monte - ou, pelo menos, com vontade de utilizar menos dispositivos tecnológicos. A verdade é que esta série é um espelho daquilo para que caminhamos e os perigos da tecnologia são maiores do que aquilo que nos apercebemos.  É uma série que nos deixa a refletir naquilo que o ser humano se está a tornar. Estamos demasiado conectados ao virtual e existe uma constante necessidade de aprovação por parte de desconhecidos, como se aquilo que estamos a fazer apenas fosse validado pela exposição na internet.

Acho mais do que óbvio que recomendo esta série. É muito mais do que uma série de ficção científica, tecnológica. Mostra, entre tantos outros assuntos, a emoção humana, mostra o lado negro do ser humano, trata assuntos como a solidão, a morte, a necessidade de atenção, a homossexualidade. Já me ri com esta série, já chorei com esta série e já me assustei com esta série - sendo este último uma constante. Uma vez que não segue uma linha histórica, podem ver qualquer episódio que vos pareça mais interessante, mas eu aconselho a que vejam tudo seguido para poderem acompanhar as várias conexões entre episódios e os pequenos detalhes que se repetem ao longo da narrativa de cada episódio. 

"I don't want to like anyone. So you've been just... totally fucking incovinient."

Também se assustam com os avanços tecnológicos? Já viram Black Mirror?
Com tecnologia do Blogger.
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