quinta-feira, 19 de abril de 2018

POR TRÁS DE UMA PUBLICAÇÃO

Vi recentemente uma entrevista da Catarina, do Dias de uma Princesa para a SIC em que a mesma falava do retorno de ser blogger e de como não é assim tão simples esta ser a nossa profissão. Com uma duração de 20 minutos, achei a entrevista super completa e bastante informativa para aqueles que se encontram fora do mundo digital. Portanto, e já após visualizar toda a entrevista, qual foi o meu espanto quando me deparo com comentários com teor pejorativo relativamente àquilo que ela tinha dito. "Se fosses trabalhar é que era", "Queria ver-te a receber o salário mínimo" e "Mas isso é uma profissão?" foram alguns dos muitos comentários que se podiam ler, todos com este tom depreciativo e a desvalorizar completamente o trabalho de uma blogger.

Acho que está mais do que na altura de falar desta realidade que me é muito próxima e que a maior parte das pessoas não entende - o esforço e o trabalho que está por trás de uma publicação. Ao contrário do que a maioria da população tende a fazer parecer, as publicações não surgem do ar. É preciso pensar na ideia - e acreditem, só este pequeno passo é muito exigente porque os bloqueios criativos são constantes -, executá-la da melhor forma possível, reler para ver se não nos enganámos em nenhuma informação ou se queremos acrescentar algo e voltar a escrever, caso tal aconteça. Depois do processo de escrita, temos que escolher as imagens certas para o conteúdo certo, pesquisar bastante e, por vezes, preparar cenário, roupa e câmara para tirar algumas fotografias - quando queremos utilizar fotografias da nossa autoria. No meu caso, escrever uma publicação que fale de um conjunto que utilizei no meu dia-a-dia implica implorar durante duas horas aos meus familiares para me tirarem fotografias e, se tiver num dia de muita sorte, conseguir uma sessão de 10 minutos impacientes no sítio mais próximo de casa possível, sem qualquer hipótese de repetição das mesmas. Ou ficam bem, ou não tenho publicação.


A criação da publicação em si é a parte mais demorada mas aquela que dá mais gozo a qualquer blogger. Arrisco-me a dizer que, se não gostarmos desta parte, podemos abandonar o barco, porque é a parte principal do nosso dia-a-dia enquanto criadora de conteúdo. Mas nem todo o trabalho se resume a isto - quem nos dera que fosse apenas isto! Crescer uma comunidade de seguidores fiel que goste do nosso conteúdo é bastante complicado. Num mundo em que aquilo que interessa é o número de seguidores que temos, o follow for follow é uma constante e o jogo de seguir e deixar de seguir também o é. Pessoas que necessitam de aprovação, que não se conformam com o facto de nem sempre retribuirmos o follow delas, que fazem comentários sem qualquer fundamento apenas para terem um comentário de volta são uma constante e existem tantos outros problemas que, se fossem numerados, dariam uma publicação por si só - e das compridas.

É necessário trabalhar diariamente na interação com outras bloggers e com a comunidade em geral. É preciso estar sempre em cima do acontecimento, procurar saber aquilo que agrada mais aos nossos leitores e ir de acordo com aquilo que eles pretendem de nós. Partilhar as nossas publicações em todas as redes sociais que temos como o Facebook ou o Instagram na tentativa de captarmos novos leitores e de relembrar os velhos leitores que não saímos do jogo e transmitirmos a um número maior de pessoas aquilo que escrevemos. Além disso, é necessário criar conteúdo exclusivo para estas redes sociais de forma a que elas subsistam por si só, para que as pessoas não percam o interesse nas mesmas - até porque a atenção de um cybernauta é equivalente à atenção de uma criança bebé e, portanto, é necessária conteúdo bastante interativo, assim como constante inovação no mesmo.

E no meio disto tudo, de todo este trabalho, é preciso sermos fiéis a nós próprios. Escrevermos sobre o que nos apaixona, sobre o que gostamos e sobre aquilo que faz o nosso coração saltar um batimento  - mas só um batimento, não mais - de tão contente que está, até porque não faz sentido de outra forma. Temos que garantir que abordamos o assunto da melhor maneira que conseguimos e de forma a que as outras pessoas se consigam relacionar com aquilo que escrevemos - ou seja, temos que pensar simultaneamente em nós próprios e naqueles que nos estarão a ler. Temos que ter o dom da palavra - ou que, pelo menos, esforçarmo-nos para o ter. Ser únicos naquilo que escrevemos e fazemos, naquilo que pensamos e digitamos, mesmo que a publicação seja sobre algo que já foi falado umas 30 vezes apenas no último mês. Saber quando a lançar, na hora perfeita e no momento perfeito.

Se, depois desta descrição exaustiva daquilo que é o trabalho de um blogger, ainda existe alguém desse lado do ecrã a franzir o sobrolho e a dizer Ah, não parece nada de especial! lanço o desafio - tornem-se bloggers, publiquem com regularidade e aí falaremos. Aposto que aquilo que acham fácil se tornaria difícil à velocidade da luz. Até porque nem tudo são eventos bonitos ou roupas glamorosas e, para chegar a esse patamar, até chegar esse reconhecimento, temos que suar muito e trabalhar durante o dia e durante algumas noites nos nossos tempos livres, sem nunca deixar os nossos estudos, trabalhos e a nossa vida pessoal e social para trás. Até tal acontecer, temos que ouvir muitas propostas ridículas de lojas que procuram trabalho de escravo em troca de publicidade, que nos desvalorizam e que nos ridicularizam. Até tal acontecer, temos que recusar muito poucas vezes e ser recusadas uma centena de vezes porque o nosso trabalho não é suficiente.

É muito difícil para mim expressar tudo aquilo que sinto de cada vez que vejo este tipo de comentário atirado para o ar de qualquer maneira, sem qualquer conhecimento de todo o trabalho que isto dá - uma mistura de raiva com angústia e um sentimento de incompreensão enorme. É o meu trabalho que está a ser desacreditado, é o meu trabalho ao qual estão a tirar valor e isso eu não consigo aceitar.  Recuso-me a viver num país em que o trabalho do outro é desprezado porque não existe informação suficiente sobre aquilo que ele faz. Só porque a aparência desse trabalho parece muito simples. Se todos os trabalhos são merecedores de respeito, porque é que este não o deverá merecer também?Aquilo que espero é que, com o surgimento desta nova geração de bloggers e digital influencers, que exista um maior respeito pelo trabalho desenvolvido tanto pelas maiores do ramo como por aquelas que estão apenas a começar e que ter um blog seja algo que possamos dizer com orgulho, sem medo de acusações ou de ter dedos apontados a nós.

Numa escala de 1 a 10, como definiriam o trabalho que vos dá cada publicação que escrevem?

sábado, 7 de abril de 2018

COMO ORGANIZAR UM ARMÁRIO PEQUENO

O pequeno pesadelo de qualquer pessoa passa por um armário pequeno onde não caiba toda a roupa que têm. Se isto parece um problema fútil à primeira vista, quando nos vemos confrontados com uma situação semelhante a coisa não parece tão simples assim. Nem todos podemos ter um walking closet e, quando estamos limitados àquilo que a casa tem, a coisa torna-se mais complicada.

Não considero que tenha imensa roupa. Acho que tenho a quantidade normal para me vestir de forma diferente pelo menos durante uma semana ou duas  - claro que isto nem sempre acontece, porque temos peças que gostamos mais do que outras. Mas, quando mudei para a minha primeira casa de faculdade, deparei-me com um armário pequeno. Se, na altura em que decidi mudar-me para o quarto isso não parecia um problema, rapidamente virou algo dramático. Não sabia onde enfiar a minha roupa toda e, só depois de muita pesquisa e de muitas tentativas desesperadas de organizar a roupa sem que esta parecesse um monte é que consegui ter um armário minimamente organizado e com espaço - ainda que limitado.


1. Faz uma limpeza de 3 em 3 meses
Podes estar a questionar-te se realmente valerá a pena limpar tão regularmente - e eu digo-vos que sim, sem pensar duas vezes. Existe sempre uma peça ou outra à qual voltam a dar uma oportunidade e que acaba por não ser utilizada. O facto de limparem o armário regularmente e livrarem-se daquilo que não utilizam faz com que, para além de ganharem espaço adicional, consigam coordenar as vossas peças bastante melhor e que não estejam sempre com a sensação de não terem nada para vestir.

2. Arranja divisórias para pores no fundo do armário
As divisórias permitem que consigas organizar a tua roupa muito melhor e que os vários montes de roupa não se misturem. Além disso, cria uma estrutura mais sólida para que consigas enrolar as camisolas ou calças de forma a que economizes bastante espaço. Idealmente, estas divisórias deverão ser transparentes, para que consigas ver aquilo que tens dentro das mesmas.

3. Utiliza cabides finos
Isto é um truque que parece absurdo mas que realmente resulta bastante bem. Eu costumava utilizar aqueles cabides de madeira que têm um volume gigante. Mas, como precisei de novos cabides fui comprar à Primark uns quantos anti-derrapantes. Isto fez com que me apercebesse que estes são os cabides ideais para um armário mais pequeno, uma vez que fazem com que a roupa ocupe muito menos espaço pendurada porque não tem a largura extra do cabide.

4. Compra uma arara
Se o vosso armário for pequeno mas o vosso quarto não for assim tão pequeno, a vossa melhor opção é simples - comprarem uma arara, que funciona como uma espécie de armário apenas com uma fila para colocarem as vossas coisas. Aqui, aquilo que aconselho a porem será aquelas peças que utilizam mais no vosso dia-a-dia - de forma a que não ganhem pó e que não se sujem tão facilmente. Colocar os casacos aqui também é uma boa opção, uma vez que são peças que ocupam um grande volume e, ao tirá-las do armário, teremos muito mais espaço livre no mesmo.


5. Mantém apenas a roupa da presente estação no armário
Esta dica parece elementar mas muita gente acaba por acumular a roupa dentro do armário por ter preguiça de trocar, de 6 em 6 meses, a roupa do armário. Se querem ganhar espaço e diminuir o tempo no processo da escolha da roupa, tirem a roupa de Inverno quando for Verão e vice-versa. Estará, assim, muito mais visível a roupa que querem encontrar.

6. Utiliza prateleiras de pano
Se não sabem o que são aquelas divisórias de pano, então não estão a viver a vida de organizadora compulsiva - ou, pelo menos, a esforçar-se por organizar o vosso armário. Estas pequenas divisórias permitem que organizem as vossas camisolas ou calças de uma forma mais bonita e eficaz dentro do vosso armário. Além disso, acabam por vos poupar espaço no fundo do armário para outro tipo de coisas. Isto é algo que eu não deixo que falte no meu armário exactamente por ser muito mais simples encontrar aquilo que preciso com um organizador deste género.

7. Utiliza mais do que uma peça em cada um dos cabides
Por fim, a dica que menos gosto. Apesar de aumentar o espaço no nosso armário colocarmos as peças no mesmo cabide, diminui a visibilidade e faz com que percamos a noção daquilo que temos disponível para utilizar. O melhor será aplicar esta técnica a saias ou calças que precisem de estar penduradas, porque neste tipo de peça, como não ficam sobrepostas mas sim lado a lado conseguimos ter uma percepção de que lá estão enquanto poupamos espaço.

Consideram o vosso armário grande ou pequeno? Seguem estas dicas? O que acrescentariam?

terça-feira, 3 de abril de 2018

SÉRIES // BLACK MIRROR

Existem séries às quais é impossível escapar. Ou porque o hype em torno das mesmas é gigante, ou porque nos são recomendadas por todos os seres humanos deste planeta que já as viram ou porque simplesmente, seja ou não destino, passam a vida a cruzar as nossas pesquisas - este é o caso de Black Mirror. Esteve uma eternidade na minha watchlist e, finalmente, depois de longos meses, decidi envergar por este mundo tecnológico criado na série.

Esta série não tem uma linha de história fixa, pelo que se torna difícil de explicar a sua storyline. Cada episódio funciona de forma isolada e tem as suas próprias personagens e a sua própria trama - ou pelo menos somos levados a acreditar nisso, uma vez que existem ligações subtis entre todos os episódios. Cada história é bastante diferente, variando até no género, sendo algumas mais drama/ação e outras mais romance dramático mas têm todas um elemento comum - o avanço tecnológica, a tecnologia e os seus perigos inerentes.


Esta série saltou do patamar de série nova para o meu top de séries de eleição num ápice - bastou-me ver o primeiro episódio para ficar encantada pela mesma. A produção desta série é elaborada, o elenco para cada episódio de uma excelência incrível - apesar de não serem, na sua maioria, atores muito conhecidos - e uma narrativa de uma originalidade e qualidade que não consigo descrever. Cada episódio faz-nos sentir que estamos a ver filmes de curta duração com acontecimentos rápidos, chocantes e mais atuais do que aquilo que queremos acreditar. 

É uma daquelas séries que nos deixa a pensar imenso, depois de cada episódio. A tecnologia apresentada nesta série é realmente assustadora, na sua maioria, e deixa-me com vontade de recusar qualquer tecnologia e ir viver para o meio do monte - ou, pelo menos, com vontade de utilizar menos dispositivos tecnológicos. A verdade é que esta série é um espelho daquilo para que caminhamos e os perigos da tecnologia são maiores do que aquilo que nos apercebemos.  É uma série que nos deixa a refletir naquilo que o ser humano se está a tornar. Estamos demasiado conectados ao virtual e existe uma constante necessidade de aprovação por parte de desconhecidos, como se aquilo que estamos a fazer apenas fosse validado pela exposição na internet.

Acho mais do que óbvio que recomendo esta série. É muito mais do que uma série de ficção científica, tecnológica. Mostra, entre tantos outros assuntos, a emoção humana, mostra o lado negro do ser humano, trata assuntos como a solidão, a morte, a necessidade de atenção, a homossexualidade. Já me ri com esta série, já chorei com esta série e já me assustei com esta série - sendo este último uma constante. Uma vez que não segue uma linha histórica, podem ver qualquer episódio que vos pareça mais interessante, mas eu aconselho a que vejam tudo seguido para poderem acompanhar as várias conexões entre episódios e os pequenos detalhes que se repetem ao longo da narrativa de cada episódio. 

"I don't want to like anyone. So you've been just... totally fucking incovinient."

Também se assustam com os avanços tecnológicos? Já viram Black Mirror?

sexta-feira, 30 de março de 2018

9 HORAS EM ESTRASBURGO

Se não me seguem no Instagram, não sabem que passei as primeiras semanas de Fevereiro na minha primeira grande viagem de amigas. O destino foi simples de decidir - uma delas encontrou-se no passado semestre de Erasmus na Alemanha e, portanto, a vontade de viajar aliada à vontade de nos reencontrarmos tornou o norte da Alemanha no destino ideal para o início deste 2018 recheado de viagens.

Se se estão a perguntar Mas porque é que ela foi a Estrasburgo, se não é na Alemanha? a resposta é simples. A cidade onde nos encontrávamos alojadas era relativamente perto da fronteira entre a França e a Alemanha e, consequentemente, perto da cidade. Portanto, era a oportunidade perfeita para conhecer Estrasburgo, uma cidade situada no leste de França que outrora pertencera à Alemanha e que prometia deixar-nos de boca aberta.

Apanhámos um Flixbus em direção a Estrasburgo bem cedo - ai, o que me custou levantar às 5h30 da manhã! - e partimos à aventura. Chegámos por volta das 10h30 e soubemos de imediato qual o primeiro destino, que era aquele com que todas andávamos a sonhar depois de pesquisarmos um pouco sobre a cidade - a bela Catedral de Notre Dame, a 6ª catedral mais alta do mundo com uma arquitectura tipicamente gótica. Roubando o spotlight a qualquer outro monumento da cidade, esta catedral é majestosa, super pormenorizada, imponente e complexa ao olhar.

O interior da Catedral de Notre Dame, surpreendentemente, é de livre acesso. No entanto, para subirem a torre e terem uma vista sobre a cidade têm que pagar - não me recordo do preço, mas sei que não era muito significativo. Aquilo que faz com que a Catedral sobressaia no seu interior são os vitrais incríveis, super coloridos e detalhados que podemos encontrar ao longo de todo o comprimento da mesma. Além disso, podemos encontrar o Relógio Astronómico no seu interior - que se encontrava, na altura, em reparações -, que é igualmente bonito.


Passámos uma boa hora dentro desta Catedral, a apreciar todos os detalhes e a absorver toda a magia  - e calor! - deste espaço realmente encantador no seu interior. De seguida, deslocámo-nos ao Posto de Turismo mais próximo para termos um mapa da cidade e ser mais simples encontrarmos os principais pontos turísticos da mesma. Passámos pela Praça de Gutemberg, com uma estátua do próprio no centro da mesma, na Igreja Protestante de St. Thomas, que estava a ter uma cerimónia de caridade quando entrámos por lá. Tudo isto enquanto estávamos a caminho do próximo destino...




... La Petite France! Considerado o centro histórico da cidade, esta zona é composta por imensas casas velhas tipicamente alemãs, com cores diversas e feitios semelhantes entre si - uma espécie de fotocópias uma das outras. No meio destas estruturas atravessa o rio III sobre o qual podemos caminhar através das inúmeras pontes que se encontram num curto espaço. A arquitectura das casas aliada com a familiaridade que este local transmite tornou-o muito agradável e diferente dos demais visitados até então. É um dos locais onde vale a pena perdermo-nos pelas diferentes ruelas, sem destino - coisa que fizémos, com todo o gosto.


De seguida, e estando a aproximar-nos da hora marcada para a nossa próxima aventura planeada, dirigimo-nos em direção à Catedral, ponto de começo, para embarcarmos - literalmente - nos pontos mais turísticos desta cidade. Como não podia deixar de ser, perdemo-nos por todas as ruas e ruelas que havia e conhecemos um pouco mais esta cidade francesa. Mas antes, e porque o nosso corpo gritava por café, parámos num espaço que nos pareceu muito agradável à primeira vista - o Pur etc. Um espaço moderno, com imensos produtos animal friendly e com uma vibe bastante descontraída. Mas, amigos, não se deixem enganar! Pagámos, e bem, por produtos que não eram nada de especial. É um sítio giro, mas que não recomendaria pela qualidade. De volta à estrada e com a carteira mais leve, seguimos caminho.


Algo que sabíamos que iríamos fazer nesta visita, por recomendação da mãe de duas das minhas colegas, era uma visita de barco pela cidade. A visita durou cerca de uma hora, passando pelos principais pontos da cidade tal como o Parlamento Europeu - que apenas vimos da janela do barco -, as várias catedrais, a barragem Vauban, imponente por si só, o Palais Rohan, residência de bispos e cardeais da casa de Rohan, enorme, alguns dos pontos que já tínhamos visitado a pé. A diferença? Tínhamos direito a uma explicação de todos os pontos na nossa língua mãe que tornou a viagem mais dinâmica e, sem dúvida, muito mais interessante. Ao contrário do que seria de esperar, esta viagem foi extremamente interessante e deu para aprendermos algumas coisas sobre os vários pontos principais da cidade que não saberíamos de outra forma. Tudo por um preço que, na minha opinião, não foi exagerado - 12 euros por adulto.


Por fim, e porque a hora de irmos embora estava quase a chegar, decidimos visitar alguns pontos dos quais tomámos tomámos conhecimento da sua existência por causa da visita de barco. Pusémo-nos, então, a caminho da zona mais citadina da cidade, que faz um grande contraste com a parte mais histórica da mesma. Apesar dos edifícios bastante elaborados e linhas semelhantes às anteriores, existe uma clara distinção entre as típicas casas alemãs com bonitos trabalhados em madeira e as casas francesas mais recentes. Visitámos ainda a Igreja de São Paulo, que estava fechada mas que tinha uma bonita entrada, semelhante às anteriores.


O tempo começou a ficar apertado e fizémos o mesmo percurso no sentido contrário. Passámos uma última vez pela maravilhosa Catedral, para nos despedirmos e rumarmos em direção a Mannheim, do qual vos falarei noutro dia diferente. Ficaram ainda alguns locais por visitar mais ao pormenor, como os inúmeros museus que a cidade acolhe, o Parlamento Europeu, a Universidade de Estrasburgo e ainda o Observatório. Mas o tempo estava a escassear e sinto que, mesmo faltando estes pontos, conseguimos ver os principais da cidade nesta visita curta, mas incrível.

Final thoughts? É uma cidade muito bonita, pela qual não dava nada - aliás, fiquei de pé atrás quando soube que íamos lá - mas que fiquei a adorar. Sem dúvida que vale a pena o pequeno desvio e que representa na perfeição França e Alemanha num só sítio, em simultâneo. O melhor - sendo eu miss forreta - é que para a visitar como deve ser não é preciso gastar-se imenso dinheiro, uma vez que as principais atrações não são de entrada paga - a não ser pelo barco, não paguei para entrar em qualquer outra Catedral ou espaço.

Alguma vez visitaram Estrasburgo? Ficaram curiosos?

segunda-feira, 26 de março de 2018

DEIXA DE USAR CALÇAS DE GANGA DE VEZ

É universalmente aceite que a moda é cíclica e o nosso gosto varia muito com o passar dos anos - mas nem sempre para melhor. Já houve fases em que vivia única e exclusivamente de calças de ganga justas, outras em que queria usar saias e vestidos todos os dias e outras em que não tinha nada que servisse no meu armário para vestir. A verdade é que, com o passar dos anos, as calças de ganga têm sido cada vez mais colocadas de parte pelas grandes influencers e, se antes entrávamos numa loja e só víamos calças de ganga, hoje o quadro pintado é muito distinto.

Já não existe grandes desculpas quando tentamos deixar de utilizar calças de ganga, até porque as opções são ilimitadas e, portanto, as escolhas também o são. Apercebi-me, ao tentar fazer uma recolha abrangente de todas as opções que temos ao nosso dispor, que realmente é um erro quando recorremos à ganga como opção de salvação. Sim, é prática. Sim, é confortável. Mas será assim tão mais prática e confortável do que umas calças pretas de linho, ou umas collants?

SAIAS & VESTIDOS

As saias e os vestidos são a escolha mais óbvia  para a maioria das pessoas quando tentamos fugir às calças de ganga. Se as saias conferem uma enorme feminidade e uma versatilidade quase tão grande como este modelo de calça, os vestidos são das coisas mais práticas que podemos escolher em cima da hora - é só vestir e estamos automaticamente preparadas. Elegantes, com pinta e dando um ar girly no conjunto mais descontraído de todos, são uma excelente opção para variar um pouco.

PAPERBAG PANTS
Já fiz uma publicação exclusivamente dedicada a estas meninas, que podem ler AQUI. Portanto, e não me alongando muito, é um excelente modelo para utilizar com uma parte de cima mais justa e brincar um pouco com os vários tamanhos, vincando a cintura e favorecendo a anca de qualquer mulher. Além disso, dão sempre um ar elegante aos vossos conjuntos e de que realmente se esforçaram - mesmo não o tendo feito.

PANTALONES PANTS

O tipo de calças que caracteriza o Verão da maior parte das pessoas. Estas calças são, tradicionalmente, mais utilizadas nesta estação porque são bastante frescas e, como são largas, acabam por ser mais confortáveis nos dias mais abrasadores. O corte deste tipo de calça segue uma certa lógica - as calças marcam a cintura da mulher e alargam ao longo da perna. Alonga as nossas pernas, fazendo-nos parecer mais altas e, quando utilizadas num padrão mais sóbrio, podem tornar o nosso conjunto bastante elegante. Se brincarmos com os padrões a conversa é outra, tornando o nosso conjunto divertido e descontraído.

FLARE PANTS
Tal como o próprio nome indica, estas calças são calças direitas. Ou seja, seguem a nossa silhueta até ao joelho onde abrem numa boca de sino. Extremamente favorecedoras e vindas diretamente do século passado para os dias de hoje, este tipo de calças não é para todos os gostos - ou se odeiam, ou se adoram. Cá eu aprendi a gostar delas e a utilizá-las de uma forma elegante. Só existe uma forma destas meninas funcionarem para qualquer pessoa - utilizá-las com um salto. Não precisa de ser muito alto, mas algo que nos alongue a perna e proporcione a ilusão de sermos mais esguios. Se querem parecer mais magras, já sabem quem escolher!

CIGARETTE PANTS

Estas calças são consideradas as elegantes do grupo. Utilizadas tipicamente para os fatos femininos ou coordenados empresariais, este corte de calça transpira formalismo, elegância e fineza. Mas isto não significa que não possam ser utilizadas no dia-a-dia por qualquer uma de nós. Desde que sejam combinadas com uma t-shirt ou com uma camisa menos formal, conseguimos o tão ambicionado casual-chic digno de qualquer passadeira vermelha. Além disso, este tipo de calças favorece qualquer corpo porque se adaptam muito bem às nossas curvas, realçando-as onde devemos. 

JARDINEIRAS & MACACÕES
Já vos falei do quanto gosto de jardineiras por aqui, também - podem encontrar a publicação AQUI - e é verdade que as jardineiras continuam a ser das peças mais descontraídas mas estilosas, simultaneamente. Já os macacões são a peça que mais utilizo em cerimónias por me sentir extremamente elegante com eles. Não existe como errar com eles, e, tal como com os vestidos, são uma peça rápida para aqueles dias em que não sabemos o que vestir - afinal de contas, é só escolher, pôr no corpo e já está. Uma solução fácil, rápida e bastante estilosa.

CALÇÕES

Tal como as saias e os vestidos, acho que uma substituição lógica para as calças de ganga são os calções. Existem tantos formatos distintos de calções que favorecem os diferentes tipos de corpo e, claro, que se adequam às diversas estações. Pessoalmente não gosto de me ver de calções - ou pelo menos nunca encontrei um par que me assentasse de uma forma bonita -, mas compreendo o quão confortáveis estes são. Frescos, leves e bastante bonitos, são perfeitos para os dias mais quentes e para deixar a pernoca apanhar um pouco de sol.

CULOTTES
Desde que chegaram às lojas, há alguns anos atrás, que não abandonaram o topo das tendências. Estas calças, cortadas a meio da nossa perna de forma a mostrar o fundo da perna e o tornozelo são o meu go to na estação mais quente do ano porque são giras, frescas e bastante confortáveis. Descontraídas quanto basta, são meninas para todo o tipo de conjuntos - desde os mais formais aos mais banais -, desde que conjugados de diferentes formas.

Gostam de usar calças de ganga? Tentam variar nas vossas escolhas ou tendem a ir sempre para o mesmo?

quinta-feira, 22 de março de 2018

O MEDO DE FALAR EM PÚBLICO

Deparei-me no mês de Janeiro com uma situação que me deixou fora da minha zona de conforto e achei que já era mais do que tempo de falar convosco sobre a mesma, que se baseia nada mais nada menos do que no meu medo de falar em público.

Aquilo que vocês provavelmente estão a pensar agora será "Então mas como podes ter medo de falar em público se adoras teatro e te auto-proclamas como atriz?". Pois bem, aqui é que começa a parte descabida da situação. Enquanto outra personagem, não há qualquer problema em falar em público. Claro que fico sempre nervosa, com um frio na barriga e uma adrenalina a percorrer-me da ponta dos cabelos aos pés. Mas falo coerentemente - se a personagem assim o exigir - e sem qualquer problema, até porque tenho um texto completamente trabalhado e preparado para o momento. Agora quando é alguma apresentação de trabalho universitário ou alguma situação em que tenho que me expor enquanto Marli Neves, enquanto eu mesma, aí está o verdadeiro problema.


Não sei de onde vem esta dificuldade de me expressar em público. Sou trapalhona nas palavras desde que me conheço, gaguejo ligeiramente e como letras como quem respira. Falo rápido, expressivamente e sou uma bola de energia porque mexo-me imenso a falar. Além disso, tenho um sotaque que não é nem de Viseu nem de qualquer outro lado - é uma mistura de nacionalidades, expressões e formas de falar. Além disso, o meu cérebro parece um pouco desconectado da minha voz porque, apesar de pensar nas coisas de forma estruturada, quando chega a hora de as dizer sai tudo de trás para a frente e com cortes informativos que não me permitem ter o melhor poder de argumentação.

Este é um receio que me assombra desde criança e que, com o tempo, se tem vindo a intensificar. Desde mais nova que sempre tive imensas dificuldades em lembrar-me de determinadas coisas - efeito memória de Dory - e, aquando as minhas apresentações na escola, ficava extremamente nervosa com o facto de me ir esquecer de algum pormenor ou de me ir engasgar. Com o tempo, esse medo continuou a crescer de uma forma inexplicável e, se me encontrava bem preparada para a apresentação, era a minha aparência que fazia com que a voz da minha cabeça não me deixasse dormir à noite dizendo que "As pessoas vão gozar com o teu pneu a mais, com a tua maneira de falar ou com o teu sotaque". Esta falta de auto-estima tão característica na minha pessoa levou a que desenvolvesse um grave problema de comunicação em grandes audiências - com grandes quero dizer 10 gatos pingados ou mais! - e que o medo de gaguejar, de falar demasiado rápido ou de não dizer o que devo sejam mais fortes do que aquilo que deveriam de ser.

Hoje em dia, as apresentações na faculdade são um tormento e o acto de ter que falar para mais do que um grupo de 10 pessoas deixa-me num estado nervoso tal que as minhas bochechas mudam de um tom rosado para 50 tons mais avermelhadas - qual 50 sombras de grey! Ter que apresentar um projeto, seja em contexto académico ou associativo, custa-me imenso e, apesar de nunca ninguém ter dito que eu falava mal - antes pelo contrário - existe sempre uma parte de mim que se sente retraída e sem qualquer vontade de comunicar.

Portanto, e quando surgiu o convite para participar num Programa da Rádio Jornal do Centro, os meus sentimentos perante o mesmo ficaram divididos entre o êxtase do que aquilo que o convite representava - um voto de confiança e na qualidade que o blog apresenta - mas o medo de ter que comunicar para dezenas de pessoas sem qualquer fio condutor. Uma incerteza se deveria aceitar ou não este convite percorreu o meu cérebro e, depois de muita deliberação, decidi aceitar. Afinal de contas, porque é que haveria de prejudicar o meu trabalho enquanto blogger por um medo irracional? Porque é que não deveria de me desafiar, de me colocar no limite e ir contra aquilo que o meu cérebro tanto temia?


Acho que não somos nada se não nos colocarmos fora da nossa zona de conforto por vezes, porque só assim é que podemos ter espaço para melhorar, para aprender com os nossos erros e para nos desafiarmos a nós próprios. Se não fosse isso, ficaríamos para sempre estagnados no mesmo ponto da nossa vida, seja no trabalho, na vida académica ou nos vossos hobbies. A nossa vida é uma sucessão de experiências e sentimentos bons e maus e, se não fizermos por as experimentar, ficaremos sempre com uma dúvida no canto do nosso cérebro - e se tivesse arriscado? -. Este é um conselho super generalista mas pelo qual defendo que devemos de reger a nossa vida. E, como tal, saltei para fora da minha zona de conforto, tremi de medo até à entrevista terminar e ainda depois, com suposições irracionais. Mas nada me tira a sensação de dever cumprido, de felicidade e o pico de adrenalina que senti durante a entrevista e o sentimento de valorização e reconhecimento.

Queria agradecer, então, ao Carlos por me por fora da minha zona de conforto e puxar mais por mim. Para além disso, agradeço à Rádio Jornal do Centro por me ter recebido tão bem e por demonstrar interesse nesta área que só no último ano é que começou a ganhar mais destaque na sociedade portuguesa. Caso tenham ficado curiosos com a minha ida à rádio, podem ver um bocadinho da minha entrevista para o Jornal do Centro, com gaguejos, sorrisos nervosos e muita trapalhice, AQUI.

Sentem-se confortáveis a falar em público? O que acharam da minha entrevista?

domingo, 18 de março de 2018

TV COM PINTA // FRIENDS

Se tivesse que eleger a minha série de comédia favorita de todos os tempos, diria sem pensar duas vezes Friends. Aliás, tenho a certeza que esta série ocupa o meu top 3 de tão boa que foi e da sensação boa com que nos deixa a vê-la. Mas, para além do guião, das personagens e de toda a atmosfera que Friends cria, é impossível não reparar na roupa que eles utilizam - afinal de contas, a forma como uma personagem se apresenta é essencial para ser credível e para complementar a sua história - e na forma como a moda que outrora era considerada como tendência, hoje em dia está a ser utilizada da mesma forma pelas maiores it girls do mundo. Só comprova que a moda é cíclica e que o que hoje está na moda, amanhã poderá deixar de o estar - daí defender sempre que devemos de ser fiéis a nós próprios e não às tendências do momento.

Em parceria com a Zaful, uma loja bem conhecida na blogosfera por apresentar produtos tendência a preços bastante apelativos e que já colaborou inúmeras vezes com o blogue, trago-vos a segunda publicação do TV com Pinta que, secretamente, originou toda a rubrica, com as três personagens principais femininas da série como protagonistas da mesma.

RACHEL GREEN
Acho que faz todo o sentido começar pela personagem que é, oficialmente, a maior fã de moda nesta série. Com um estilo cuidado e bastante elegante, a Rachel é a personificação de que a moda é cíclica e que aquilo que outrora se utilizou está de volta para ser tendência. Os calções de cintura subida, as saias em A-line com um padrão tartan e as camisolas neutras mas cropped são algumas das peças mais utilizadas por esta personagem, que me deixava a suspirar a cada conjunto diferente que apresentava. 

MONICA GELLER
Minimalismo é a chave no estilo da Monica, assim como na vida dela - não fosse ela obsessiva compulsiva com as limpezas e com todos os aspectos da sua vida. Apesar de achar que o seu estilo se assemelha ao de Rachel diversas vezes, é ligeiramente mais descontraído e menos elegante. Passa, acima de tudo, pela utilização de peças que nos dão uma sensação de conforto como as mom jeans, as camisolas justas qb e cores sólidas - não existe grandes loucuras a nível de padrões.

PHOEBE BUFFAY
Por fim, a personagem que apresenta um maior desafio na classificação de estilo. Não é, de todo, aquilo que estamos habituados a ver no nosso dia-a-dia, por passar por uma onda muito descontraída, muito boho e muito hippie. Na realidade, parece que ela estava sempre com pressa para sair de casa e, portanto, pegava numa série de roupas aleatoriamente e as conjugava entre si. O mais estranho de tudo é que isto realmente funcionava e tínhamos, assim, a personagem mais excêntrica de toda a série - a sua personalidade reflete-se na perfeição na forma como se veste. Como essenciais no seu armário, temos os vestidos compridos, os padrões tribais e os colares longos. Além disso, as combat boots são uma constante e os casacos de pêlo um amor de perdição - mas sempre falso, atenção.

Esta publicação é patrocinada. No entanto, todas as opiniões expressadas são pessoais.

Conhecem Friends? Qual é a vossa personagem favorita em termos de estilo?

quarta-feira, 14 de março de 2018

SÉRIES // TRANSPARENT

Sou uma seguidora atenta de cerimónias de premiação como os Óscares, os Globos de Ouro ou os Emmys. Gosto de saber quem são os actores que os críticos consideram melhores e ver os filmes e as séries que estão no auge para poder ter a minha própria opinião sobre as mesmas. Transparent foi uma das séries que encontrei nomeada recorrentemente ao longo dos anos como melhor série de comédia. Isso foi o suficiente para me deixar com alguma vontade de ver o que tratava e, assim, um pouco às cegas, liguei o computador e comecei a ver o que me reservava esta menina.

Esta série conta a história de Morton Pfefferman, um homem que, durante toda a sua vida, se identificou como mulher e que, apenas nos seus 60 anos decide assumir-se enquanto Maura à sua família e perante o mundo, passando a ser a mulher que sempre acreditou ser. Durante o desenrolar da série podemos acompanhar Maura no processo de transformação e a reação da sua família a esta mudança drástica.


Quando comecei a ver esta série, fiquei surpreendida com o quão cedo é revelada esta identidade de Maura, uma vez que poderia ter sido perdurada ao longo da série para aumentar a expectativa. Os três filhos desta personagem principal ficam a saber a poucos episódios do início da 1ª temporada e é extraordinário observar as diferentes reações àquilo que é um assunto pouco falado - a transexualidade. As pessoas muitas vezes não levam estes assuntos com a naturalidade que merecem porque não é algo que seja muito comum e que não é falado regularmente e, portanto, acho sempre de louvar quando uma série toca num assunto pouco trabalhado e pouco explorado.

As personagens desta história são emocionalmente cruas, ou seja, são transparentes - conjugando na perfeição com o título da série. Mostram os seus piores defeitos ao espectador desde o primeiro momento que aparecem no ecrã, o que torna esta uma das séries mais honestas que eu já assisti. À semelhança de Girls - série da qual vos falei AQUI -, é uma série que me deixa a odiar as personagens de uma forma inexplicável. O facto de estas serem tão egoístas, tão egocêntricas e tão frias dá-me comichões das fortes e deixa-me a questionar a humanidade - será que existem realmente pessoas assim no mundo? Posto isto, tenho que elogiar o facto de serem personagens construídas de uma forma impressionante e com uma complexidade admirável, com peculiaridades que fazem parte da sociedade de hoje em dia e que, muitas vezes, são escondidas pelas personagens criadas para serem perfeitas.

O facto das personagens serem tão diferentes entre si em conjugação com o guião brilhante fazem desta série uma excelente produção. A banda sonora e a qualidade de imagem são dois dos pontos que também tenho que destacar porque complementam na perfeição a aura relaxada e pouco dramática que a série tenta passar - apesar de tratar um assunto tabu -, com músicas maioritariamente acústicas, melodiosas e tons com menos contraste e mais suaves. Para além disso, a abertura e diversidade de assuntos tratados na mesma - para além da transsexualidade, trata temas como a homossexualidade, a solidão e o feminismo - fazem com que seja uma série que nos abre os olhos para a realidade de hoje em dia. Nem tudo é um mar de rosas e pessoas que aparentemente são felizes nem sempre o são - nunca sabemos o que está por detrás da máscara que usam todos os dias.

"I see you completely as I've never seen you before"

Já conheciam esta série? Acham importante as séries abordarem estas temáticas?

sábado, 10 de março de 2018

SPRING TRENDS FOR 2018

Mais uma voltinha, mais uma moedinha. Esta publicação já começa a ser um costume aqui pelo blog e, honestamente, adoro informar-me sobre todas as tendências da estação não só para vos passar a informação mas para uso próprio também. Apesar de não ser das pessoas que seguem as tendências mais regularmente porque não acho que devamos de gastar dinheiro em coisas que são passageiras mas sim em coisas que realmente gostamos e com as quais nos identificamos - e claro que na moda a filosofia é a mesma.

Portanto, e em parceria com a Zaful, decidi reunir algumas das tendências que mais gosto nesta Primavera. A escolha é variada e muito adequada a variados estilos e por entre a mistura de padrões diferentes, os folhos, as cores fortes, o cetim como tecido de eleição e as franjas consegui escolher 6 tendências que, para mim, serão as mais badaladas da estação.

BOLD COLOURS TO STAND OUT
Já falei e tornei a falar de como utilizar cores em dias mais frescos mas, este ano, tenho mais razões ainda para falar delas. Nesta Primavera todas as cores são válidas e bem-vindas - o amarelo forte, o laranja, o vermelho amado de toda a gente ou o verde esperança - e podemos usar e abusar delas, misturando-as ou, se não formos tão ousados, utilizando uma delas com um tom neutro como o preto ou o azul escuro. Podem ver como utilizá-las da melhor forma NESTA publicação.

SHINE ALL DAY LONG
Se pensas que os brilhantes são apenas para ocasiões especiais, podes tirar o cavalinho da chuva! Tirem os vossos vestidos da Passagem de Ano do armário porque as lantejoulas são um must nesta estação e é para usares e abusares delas. Seja de uma forma mais discreta - apenas alguns apontamentos brilhantes - ou sem qualquer receio - com camisolas repletas delas ou saias super brilhantes -, vão brilhar em qualquer canto por onde passem - nem que seja pelo sol incidir nas mesmas.

PASTEL COLORS TO MAKE YOU LOOK SWEET
As cores pastéis têm entrado e saído das tendências sem nunca desaparecerem do nosso armário e parece que este ano podemos repescar aquela camisola que comprámos por impulso há 3 anos atrás elas estão de voltas. Discretas, femininas e uma excelente forma de adicionar um bocadinho de cor aos nossos conjuntos sem que fiquemos desconfortáveis por tal.

OVERSIZED PARKAS
Se na estação passada os bombers assaltaram as lojas e dominaram os armários de toda a gente, esta estação as parkas vieram para ficar com um tamanho maior do que aquele a que estamos acostumados. Super práticas e confortáveis para o dia-a-dia, são sem dúvida o casaco ideal para os dias mais frescos de Primavera em que não sabemos o que devemos de vestir. E, se aliarmos a estes modelos outra tendência como os tons pastéis ou as cores fortes, temos o segredo para o sucesso.

SHEER FABRICS FOR THEM TO PEAK
As transparências são das tendências mais controversas no mundo da moda. Se uns acreditam que devemos de mostrar o nosso corpo sem qualquer receio, outros acreditam que isto nos expõe demasiado. Tenham uma posição ou outra, podem utilizar esta tendência! Utilizando um top de cor sólida por baixo de forma a sentirem-se mais confortáveis ou não utilizando nada, saibam que esta é a estação para abusar das transparências.

Camisola Preta com Folhos ~ Sheer Swimwear ~ Brallete ~ Saia Floral ~ Top Floral ~ Here

RUFFLES RUFFLES RUFFLES
Os folhos são a última tendência desta lista e é das que mais gosto. São tão femininos, tão bonitos e tão airosos que não há como resistir a eles. As mangas bem soltas e leves ou até as saias com camada sobre camada deixam-me a suspirar. Apesar de existir sempre o medo que este tipo de corte nos faça mais largas, isso é, sem dúvida, um mito. Os folhos ficam bem em qualquer pessoa desde que saibam as características que devem realçar.

Esta publicação foi patrocinada. No entanto, todas as opiniões são pessoais.

Qual foi a vossa tendência favorita?

terça-feira, 6 de março de 2018

LITERATURA // A RAPARIGA DE ISTAMBUL

De volta às leituras rotineiras e para preencher o tempo com qualidade, vi-me sem grande escolha - a preguiça de me levantar e ir à biblioteca em época de férias é gigante - o que me levou a que fosse vasculhar nas prateleiras da minha irmã por um livro para ler. Por entre livros que já li e livros que não são, de todo, nada interessantes - na minha perspectiva, pelo menos -, acabei por me deparar com este que despertou a minha atenção. A Rapariga de Istambul, de Nicole Dweck, apesar de não ter a capa esteticamente mais apelativa, prometia cruzar gerações, épocas e ser um romance bonito e pouco convencional.


Este livro começa por contar a história da família de D. Antónia, uma viúva rica que tem a seu encargo o sobrinho órfão e a sua única filha. Vivem os três em Lisboa, numa casa luxuosa e que esconde um segredo de família chocante. Quando convidada pela rainha para casar a sua filha com um nobre, vê-se obrigada a fugir para Istambul, onde tem contacto com o sultão Solimão, o Magnífico, que lhes oferece protecção. É aqui, em Istambul, com as próximas gerações deste trio que a trama se desenrola e que se dá uma história de amor proibido que atravessa gerações - e até séculos.

As personagens desta trama são muito ricas, desenvolvidas de uma forma muito caricata e muito adequada à época em que se encontram. Para além disso, a ligação entre os traços da personalidade das personagens ao longo da trama, através das várias épocas tratadas, é muito bonita de se observar. Existem pequenas nuances semelhantes nas personalidades de personagens que se cruzam ao longo dos anos e que tornam a cruzar-se, séculos depois. Seja por serem da mesma família ou por ser uma forma de recordarmos as gerações anteriores, foi uma escolha inteligente da autora e que deu uma riqueza superior ao desenrolar da trama. 



O facto de existirem constantemente personagens novas na trama leva a que exista um dinamismo e uma leveza a cada página que folheamos que, possivelmente, não existiria se mantivéssemos o trio original ao longo da história. Isto torna a leitura, sem dúvida, mais agradável e interessante.

Este livro foi um daqueles casos literários em que não criei qualquer expectativa - uma vez que era um livro que não tinha particular interesse em ler - mas que me surpreendeu a cada página que virava. Com imensas reviravoltas na história, algumas mais previsíveis que as anteriores mas com um final que, na minha opinião, não foi, de todo, espectável. Escrito de uma forma simples, com poucos artifícios mas de uma forma inteligente, lê-se rapidamente porque temos vontade de saber o que acontece a estas personagens que estão sempre a surgir. É um livro que recomendo, sem dúvida, para quem gosta de um romance pouco convencional e, claro, de um livro um pouco mais histórico.

Já tinham ouvido falar deste livro? Gostam deste tipo de histórias?
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