domingo, 29 de julho de 2018

Receitas para fazer uma pizza saudável

Pizza e saudável. São duas palavras que, normalmente, não conjugam entre si. Pizza está sempre associada a molho de tomate forte, extra queijo, uma crosta rica e a muitas gorduras extra - olá calorias ingeridas a mais. Parece insensato dizer que existem versões saudáveis deste alimento descrito por muitos como a sua comida favorita, uma vez que, naturalmente, não existe forma de tornar uma refeição tão calórica assim num prato saudável. Pois bem, desenganem-se! Como para qualquer prato em que possamos pensar, existe também uma versão com menos calorias e mais saudável de pizza e que nos deixa a salivar tanto como qualquer outra.

Seja com uma base feita com legumes ou uma base feita com outro tipo de cereal diferente do tradicional - que nos deixe mais saciada e com propriedades mais ricas que os usados normalmente -, existem diversas opções de bases mais amigas da nossa saúde e que nos fazem comer este alimento sem qualquer culpa. Para isso, a quinoa, a couve-flor e a batata doce são as estrelas das receitas.

BASE DE QUINOA

A quinoa é considerada por muitos um dos alimentos mais completos de todos, oferecendo uma panóplia de bons nutrientes à nossa refeição e alimentação. Além disso, acelera o nosso metabolismo, contribuindo para uma diminuição da massa gorda, sendo, por isso, recomendada para quem procura um estilo de vida mais saudável. Por isso, utilizá-la como base da nossa pizza faz todo o sentido. Com uns bons temperos, serve na perfeição para uma base fininha, com um sabor neutro o suficiente para destacar os ingredientes constituintes da nossa pizza

BASE DE COUVE FLOR

A base de couve-flor foi a única que já experimentei, no meio de todas as opções de que vos falo aqui. Como a couve-flor tem um sabor muito subtil e pouco saliente, acaba por funcionar como uma base muito sólida para a pizza, destacando os sabores daquilo que existe acima da mesma, como topping. No entanto, não se deixem enganar. Esta base não fica nem estaladiça nem dura como todas às quais estamos habituados - ou pelo menos não ficou quando testei esta receita. De todas as alternativas, parece-me o substituto mais sensato para a base tradicional.

BASE DE BATATA DOCE

A batata doce é já considerado um hidrato de carbono saudável pelas sua capacidade de prolongar a sensação de saciedade, o que evita que tenhamos fome mais rapidamente. Portanto, parece-me uma opção mais equilibrada do que a simples farinha, utilizada normalmente. O modo de confecção deste tipo de bases baseia-se altera-se de acordo com a receita, podendo acrescentar-se aveia e ovo para tornar a base mais consistente e com uma textura mais semelhante a uma base ou simplesmente utilizar a batata doce bem temperada. Na hora da verdade, a escolha é vossa!

BASE COM OUTROS INGREDIENTES

Chegámos ao ponto em que vale tudo. Qualquer ingrediente que possam pensar pode ser transformado numa base de pizza, se tiverem imaginação para tal. Já experimentei fazer, também, com ovo e, apesar de ter funcionado, não achei que fosse excelente porque faltava o crocante típico de qualquer base. No entanto, podem utilizar-se diversos legumes para o efeito, tal como courgette, abóbora ou até mesmo brócolos - da mesma forma que se utiliza couve flor.

Já fizeram pizza com alguma destas bases mais anormais?

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Séries // The Handmaid's Tale

Mais uma daquelas séries que se encontram no fundo do baú durante muito tempo e que, depois de esgotar a lista de séries de comédia-romântica que existem para ver - e que tenho vergonha de partilhar por serem tão más - se esgotar. The Handmaid's Tale sempre me despertou atenção pela sua fotografia, acima de tudo. Parecia-me uma premissa interessante e, pelas críticas que ia encontrando no caminho, uma série de excelência. E assim, depois de tanto tempo aguardar, acabei por decidir começar a ver a série que a maior parte da população já viu.

Esta história distópica introduz-nos num mundo em que a taxa de natalidade desceu abruptamente e, como consequente do mesmo, impõe-se nos atuais Estados Unidos da América um regime hierárquico, em que se encontram no poder homens que defendem a religião praticada na sociedade. Neste regime, as mulheres são tratadas como o fundo da hierarquia, não tendo qualquer poder dentro na sociedade nem no próprio seio familiar - sendo inclusivamente impedidas de ler. A cada casal infértil é atribuída uma handmaid, responsável por conceber - através de um ritual religioso  - e carregar o feto do casal como uma incubadora humana. No final da gravidez, tem que entregá-lo ao mesmo, partindo para outra família.


Esta foi uma daquelas séries que demorei a digerir. Tive que procurar opiniões entre os meus amigos, explicações daquilo que tinha acabado de ver e dormir sobre o assunto. É uma distopia tão forte, tão crua e tão cruel que nos torce o estômago uma e outra vez. Nunca, na minha vida, pensei que existiria novamente um mundo em que os homens mandavam sobre as mulheres de uma forma tão extrema, fazendo da mulher uma máquina puramente sexual e para disposição da casa - um verdadeiro objeto. Uma premissa tão revoltante que faz com que demoremos a entender a qualidade da série e os horizontes que esta nos permite abrir. Esta aborda o feminismo, a violência de um regime extremista, o fanatismo e os abusos sexuais de uma forma tão diferente das demais séries que vi sobre os assuntos que me faz compreender o porquê de ser tão aclamada e ter sido tão vangloriada - com razão!

As personagens desta série deram comigo em doida, admito. Conto pelos dedos de uma das minhas mãos as personagens que efetivamente gostei - a Moira, a Janine e a Emily. A personagem principal, June, é uma personagem extremamente inconstante, saltitando entre um estado emocionalmente frágil e pouco desafiador para um estado de revolta e que tem vontade de resistir perante a lei. Esta característica volátil é difícil de entender, pelo menos para mim. O facto desta personagem estar constantemente a alterar entre estes dois estados - como se tivesse um interruptor - faz com que não consiga apreciar a sua forma de ser, por mais vontade que tenha de o fazer - afinal de contas, a sua situação não é a mais simples e seria de esperar sentir uma compaixão brutal por ela. As duas personagens que formam o casal - o Fred e a Serena - também envolvidos na linha principal da história são personagens tão ou mais complexas que a principal. Enquanto que o Fred se apresenta em determinadas cenas como um tirano, fanático pela religião e sem qualquer compaixão, no instante a seguir já demonstra amor, uma enorme fraqueza de carácter e uma tristeza atroz. Quanto à Serena, é  uma personagem de uma inteligência tal que me faz questionar o facto de ter aceite este regime que tanto negligenciava o seu trabalho. - isto deixa-me em dúvida quanto ao seu carácter e à forma como a personagem foi construída.

No entanto, e apesar das personagens criarem em mim um sentimento de irritação profundo, tiro o chapéu ao elenco excelente que a série ostenta. Qualquer personagem é impecavelmente interpretada por aqueles que assumem de corpo e alma a sua vida, sem qualquer excepção. Uma menção honrosa e um aplauso especial para a atriz que interpreta June, a atriz que interpreta Serena e a atriz que interpreta a Tia Lydia com uma brutidade tal que nos faz crer que não são personagens mas sim elas mesmas no nosso ecrã. Confesso que qualquer uma das três me deixa em arrepios de cada vez que entra em cena, de tão forte a sua presença. Para além da interpretação, a fotografia da série é impecável e os efeitos sonoros são utilizados de uma forma sublime. A premissa original, aliada a todos os factores que nomeei acima fazem com que esta série tenha sido o sucesso que foi e faz com que eu a recomende a vocês, para que também possam irritar-se com as personagens e ficarem chocados com o mundo em que poderíamos viver. Esta série só me deixa grata pelo mundo em que vivemos que, apesar de não ser justo em muita coisa e a igualdade ainda não estar assente a cem por cento, caminhamos nesse sentido com força e vigor.

"Nolite te bastardes carborundorum"

Já viram esta série? O que acharam das personagens?

terça-feira, 24 de julho de 2018

O segundo dia de Meo Marés Vivas

Quando vos disse, AQUI, que não era suposto ir a nenhum festival de Verão este ano, acreditava sinceramente que isto iria acontecer. Mas, entretanto, surgiu a ideia de acompanhar a minha irmã a ver a sua banda favorita e, apesar de relutante e de não ter grande vontade de retornar a um festival que em nada me impressionou da primeira vez que o visitei, lá fiz o esforço e rumei, no dia 21 deste mês, a Gaia, para marcar presença no conhecido Meo Marés Vivas.

A minha experiência com o festival nada teve a ver com a anteriormente vivida no festival - e dou graças por isso. Apesar de considerar que o novo recinto é um pouco pequeno para o público que existia - existia interferências entre o som dos diversos palcos por estarem demasiado próximos -, é certamente melhor que o anterior e todas as tendas estão bem organizadas e devidamente sinalizadas. As atrações bastante apelativas e acompanhei um pouco de quase todas as tendas - não visitei a tenda do Digital Stage porque não me despertou o mínimo interesse - e posso dizer que todos os artistas/comediantes foram bem escolhidos. 

VIA & TIAGO NACARATO

Abrimos a sessão de concertos no palco secundário, ao som de Via, uma rapariga que não conhecia mas da qual fiquei fã pela sua voz melódica e ritmos aos quais dá vontade de dançar. Mesmo com um público reduzido e acanhado, fez-se ouvir - e de uma maneira belíssima - e foram uma das mais agradáveis surpresas deste dia. Ao contrário daquilo que aconteceu com a Via, o público do Tiago Nacarato já estava mais recheado mas isso não fez com que este fosse muito energético. Apesar de gostar muito da sua voz e da forma como ele entoa as melodias, confesso que não me convenceu ao vivo. No entanto, gostaria de dar outra tentativa àquele que traz uma vibe de bossa nova - que eu tanto gosto - ao nosso português.

CAROLINA DESLANDES & THE BLACK MAMBA

Os concertos no palco principal abriram, para mim e para a minha irmã, perto das oito da noite quando a Carolina Deslandes subia ao palco e deixava todo o público em furor. Com a melhor presença em palco que vi nesse dia e uma humildade ímpar, fez com que deixasse de ser séptica em relação à sua música para ouvir em replay aquilo que ela canta. Uma voz sem igual, de uma doçura e uma gratidão pelo público que poucos artistas demonstram e muito bonita de se ver! De seguida, e num registo completamente diferente, chegaram os The Black Mamba, uma banda que admiro muito e que já tinha visto ao vivo anteriormente, no NOS Alive. Com uma energia brutal, uma quantidade jeitosa de músicos em palco, a voz incrível do Tatanka e a sua maneira de ser, é a receita para um concerto de qualidade. Uma banda que não é apreciada o suficiente no nosso país e que merecia mais reconhecimento do que aquele que tem.

Houve algo que estes dois grandes nomes da música portuguesa contemporânea disseram e que fez imenso sentido para mim - é de louvar o povo mais novo respeitar e gostar da música portuguesa e mostrar o seu amor por ela, sem qualquer pudor. Apoiem a música portuguesa e mostrem o orgulho que têm na vossa língua e naquilo que é criado no vosso belo país.

KODALINE & DAVID GUETTA


Chega, por fim, a banda que ansiávamos chegar a noite inteira - os Kodaline. Já sou fã desta banda há algum tempo porque as suas músicas vão de encontro com aquilo que aprecio numa banda - ritmos calmos e harmoniosos e um poder vocal bom. No entanto, tinha algum receio que as minhas expectativas não fossem atingidas e que ficasse desiludida com o concerto. Suspiro de alívio ao escrever-vos que as expectativas foram atingidas e superadas. Uma banda energética, bonita em palco, com uma emoção e carinho pelo público português notória e com um reportório maravilhoso. Sendo suspeita, posso dizer-vos que estas músicas deixam-me sempre a suspirar e as suas versões ao vivo, com o público a delirar, a minha irmã a chorar de emoção e a entoar em plenos pulmões as suas baladas favoritas, são ainda mais deliciosas.

Para fechar este dia de festival em grande, e nada de encontro com aquilo que vímos ao longo do dia - procura-se congruência no alinhamento -, chegou o David Guetta, uma pessoa que dispensa apresentações. Lembro-me de ter os meus 13 anos e dançar pela casa ao som das músicas que ele produzia em conjunto com grandes artistas do momento e, apesar de nunca ter sido um artista que eu admirasse, não posso negar que conhecia de fio a pavio a maior parte das suas letras. Portanto, quando chegou a altura de cantar ao som da Memories ou da Titanium, gritei com todos os pulmões as letras que acompanharam a minha adolescência e aclamei o DJ pelo qual não dava nada mas que acabou por me fazer saltar e dançar até não ter mais energia - e até chegar a hora de ir embora, a meio do seu concerto. Se pensei que nunca iria ver gostar de ver este estilo musical ao vivo, enganei-me.

Gostam de algum destes artistas? Já foram ao Meo Marés Vivas?

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Recapitulando Maio, Junho & Julho

Os últimos meses têm sido meses de aprendizagem, reconciliação comigo mesma e pouca inspiração. Tudo começou em Maio, um mês que começa com a Queima das Fitas que, todos os anos, me consome imensa energia positiva. É sempre complicado mantermo-nos produtivos nesta semana de festa e passamos a seguinte a tentar recuperar toda a energia que perdemos. O problema foi que toda essa energia que outrora tinha ficou um pouco perdida nessa semana. Seguiram-se semanas de frequências, exames e trabalhos e uma reta final muito pouco promissora.

Por isso, estes três meses, o blog tem estado a meio gás porque também eu tenho estado a meio gás. Sem energia, sem vontade e sem motivação. E isto, meus amigos, é uma coisa que é muito complicada de trazer de volta aos níveis normais. É preciso uma grande batalha interna e um grande esforço para me convencer de que tenho que fazer alguma coisa e de que tenho que ser produtiva. Até porque o bichinho da procrastinação, de quem já vos falei por cá, está a atacar mais do que nunca antes atacou. Aliado à falta de energia faz muitos dados, acreditem.


Mas espero escrever isto para vos dizer que estou de volta, de vez. Aos poucos, com vontade de crescer e de partilhar convosco um pouco mais de como vejo o mundo e tudo o que me inspira. Mas antes, um recapitular de tudo aquilo que aconteceu de bom nos últimos meses - porque uma vida não se rege só de dramatismos - e que ficou registado no meu diário de bordo, o Instagram.

A Queima das Fitas foi um dos pontos altos destes três meses como uma celebração daquilo que é ser estudante, das amizades que fui criando no meio académico e a festa merecida após um semestre stressante. Trouxe com ela visitas de familiares, o meu primeiro jogo da Académica, momentos de convívio e quilos de massa com atum. Depois da mesma, as visitas diárias às várias bibliotecas da universidade deixaram pouco espaço para passeios, sobrando pouco tempo para aproveitar aquilo que Coimbra tem para nos dar. Ainda assim, a Baixa, o Jardim Botânico e a Praça da República foram fiéis companheiras nesta altura complicada, para espairecer e apanhar um bocadinho de ar.


A nível gastronómico, estes três meses foram marcados pela minha estreia no mundo do sushi. O Kyoto House abriu as portas à minha curiosidade, ao meu apetite e à vontade de experimentar tudo aquilo a que tinha direito. Tanto que acabei por passar 3 horas no restaurante entre conversa, comida e amizades. Também experimentei, pela primeira vez, o Talho Burger que me providenciou uma refeição agradável mas não memorável. Voltei a ir comer Ramen e apaixonei-me, de novo, pela comida oriental.

Recordo como momentos muito felizes o casamento de uma prima a quem tenho uma estima muito grande - mostrei-vos o meu conjunto por aqui - e da festa que foi reunir a família toda para um dia muito bem passado com aqueles que me querem sempre bem, independentemente de tudo o que possa acontecer na minha vida. Ver O Despertar da Primavera, interpretado pelos alunos do curso de Teatro e Educação da ESEC também foi algo que me marcou, uma vez que um grande amigo fazia parte de um elenco muito promissor e que terminava, da melhor forma, a sua licenciatura. Uma peça chocante para a época em que foi escrita e com temas muito actuais como a violação, o aborto e o suicídio entre adolescentes.


O regresso a casa dos meus pais, neste mês de Julho, foi uma decisão simples de tomar, uma vez que recebi a confirmação de uma das coisas que tanto ansiava para este ano - a minha candidatura a Erasmus foi aceite. Em breve, podem contar com diários sobre a experiência assim como sobre a cidade que me vai acolher nos seus braços - buongiorno Milano! A abertura dos bailaricos de Verão das aldeias perto da minha vila, as horas passadas na minha varanda entre estudos e pensamentos e as festinhas à minha cadela têm ocupado este mês que vai a meio gás, ainda, mas que tem potencial para aumentar a velocidade.

Aconteceu alguma coisa boa nestes três meses na vossa vida?

terça-feira, 3 de julho de 2018

Stuttgart & Tubingen

Contei-vos AQUI que fiz uma viagem à Alemanha no início de Fevereiro, para celebrar o final dos exames e visitar a minha madrinha de praxe, que esteve a fazer Erasmus por lá durante o semestre. Fomos sem itinerário marcado, sabendo que a nossa guia se encarregaria de nos levar aos sítios mais bonitos que poderíamos encontrar.

O primeiro dia de viagens propriamente dito, uma vez aterradas e com uma boa noite de sono em cima começou da pior forma - o comboio que tínhamos planeado apanhar foi suprimido e, como todas as informações estavam em alemão, nenhuma de nós se apercebeu da situação. Foi só depois de uma boa hora que, com a ajuda de uma senhora que se apercebeu da nossa inquietação, descobrimos que estávamos à espera de algo que nunca viria. Aí, e já com os planos todos atrasados, rumámos àquele que deveria de ser o segundo destino do dia mas que passou a primeiro lugar rapidamente - Stuttgart.


A primeira impressão que tivemos com a cidade foi mesmo no coração da mesma, em Palace Square ou Schlossplatz. Uma praça bonita e arranjada, constituída por pedaços de relva e flores organizados geometricamente ao longo da praça de forma a evidenciar a estátua central da mesma, em homenagem à deusa Concordia. Aquilo que impressiona mais na praça é mesmo a sua dimensão, sendo das maiores que já vi. É um sítio agradável para descansar um pouco nos seus bancos mas tempo era o que não tínhamos.

Por isso, e por ser muito próximo dessa grande praça, rumámos a Altes Schloss, um antigo castelo que, hoje em dia, alberga o Wuerttember State Museum, onde é possível visitar algumas exposições gratuitas que vão variando de acordo com a época do ano em que o visitam. No nosso caso, visitámos uma exposição sobre a evolução da espécie humana com bastante interacção. No entanto, o facto da maior parte das legendas serem exclusivamente em alemão foi um pouco limitante para a compreensão do mesmo e, apesar de interessante, não foi algo que considere memorável nesta visita.




As igrejas protestantes são uma constante ao longo da nossa viagem, sendo que em cada canto existe uma nova igreja onde podíamos entrar, e na qual aproveitávamos tanto para nos aquecermos como para visitarmos. O que me surpreendeu mais em todas as igrejas em que entrámos foi o facto destas serem muito mais modestas do que as igrejas católicas, apresentando uma simplicidade mas um sentimento de conforto tal que me deixou a questionar até que ponto é necessária tanta luxúria num espaço onde devemos ser o mais puros e sem preconceitos possível. 

O sítio mais bonito de entre aqueles que visitei na cidade chegou pouco tempo antes de nos dirigirmos à estação, onde terminámos a nossa visita. Em frente ao The Staatstheater Stuttgart, um espaço dedicado às três artes performativas de grande impacto - ópera, ballet e teatro -, encontra-se uma espécie de lago artificial muito bonito, chamado Eckensee, assim como algumas esculturas que apelam ao romance e à relação entre o homem e a mulher, formando um bonito jardim que, na minha opinião, supera muito facilmente o famoso Palace Square.

Ficaram por conhecer o Museu da Mercedes-Benz, excelente para os amantes de carros, ou a Stadtbibliothek, uma biblioteca espantosa que promete surpreender pela sua dimensão e pelo seu toque moderno. Ainda assim, acho que vi o suficiente da cidade para dizer que não me impressionou propriamente. É uma cidade bonita, sim, mas, tal como disse anteriormente, pouco memorável, ao contrário da cidade para onde rumámos de seguida.



Tubingen revelou-se a surpresa de toda a viagem. Fomos a esta cidade apenas porque não encontrámos outra cidade que agradasse a todas e que parecesse interessante. No entanto, não esperávamos que fosse nada de outro mundo  - até planeámos dedicar-lhe muito pouco tempo - e, portanto, as nossas expectativas estavam muito em baixo. E excederam-se, por muito.

Esta cidade tem uma atmosfera muito característica, muito própria. Sendo uma cidade universitária, é muito pequena e vê-se por entre as ruas dela muitas pessoas mais novas, principalmente estudantes na sua rotina diária. Dirigimo-nos ao único ponto que conhecíamos e sabíamos que queríamos ver - a ponte sobre o rio Neckar, com as casas tipicamente alemãs com as madeiras expostas, bastante coloridas, perfeitamente alinhadas à beira-rio. Este sítio foi dos mais bonitos que vi ao longo da viagem pela arquitectura das casas, pela luz já fraca com que deparámos e que deu uma atmosfera mais romântica a um sítio já bonito por si só.


Passeámos pelas suas ruas, cheias de casas e casinhas, cada uma mais bonita que a anterior e perdemo-nos pelas mesmas. Com o tempo limitado, não conseguimos desfrutar aquilo que queríamos nesta cidade que nos fez perder de amores e que tinha tanto para ver, mesmo sendo tão pequena. De tudo aquilo que vimos a cidade, destaco o MarktPlatz, um edifício com o qual nos deparámos com um aspecto bastante distinto dos demais - uma arquitectura muito detalhada, com inspirações orientais - que oferecia um contraste muito forte com os edifícios circundantes. Acabámos a nossa visita num ponto alto da cidade, junto a um dos pólos da Universidade, com uma vista sob a mesma incrível. O melhor? Estava a escurecer por isso pudemos ver a luz a descer lentamente, enquanto nos despedíamos desta cidade encantada.


Para todas as viagens de comboio comprámos um passe diário de comboio que nos dava acesso à região de Baden-Wurttemberg e que, para além de muito em conta comparativamente com o que gastaríamos em qualquer outro meio de transporte, também é bastante cómodo. Acho que são uma boa dupla para visitarem num dia apenas, sendo que, se não tivéssemos estado  tanto tempo dentro do museu acabaríamos por ter aproveitado melhor tanto Stuttgart como Tubingen, porque teríamos apanhado um comboio mais cedo para lá. Portanto não percam tempo com aquilo que não vos desperta tanto interesse e aproveitem para explorar as cidades a pé, pelas suas ruas. Só assim conseguem perceber a magia da cidade e a envolvência da mesma.

Gostaram das fotografias? Das entre as duas, qual é a vossa cidade preferida?

sexta-feira, 29 de junho de 2018

I don't wanna be you anymore

Gosto de casamentos, galas e cerimónias em que tenhamos que nos vestir de uma forma mais composta. É engraçado ver a forma como as pessoas se alteram de um dia-a-dia descontraído para uma figura formal e mais arranjada, principalmente aquelas pessoas que nos são mais próximas. Além disso, qualquer desculpa para comprar uma nova peça de roupa é bem vinda, uma vez que, naturalmente, não compro peças mais vistosas para o dia-a-dia por não se encaixarem com a rotina que levo nem se adequarem ao meu estilo pessoal.

Neste tipo de cerimónia não costumo fugir do mesmo estilo de peça - os macacões. Práticos, super elegantes e vistosos, são a minha peça de eleição para um dia mais formal. No entanto, as escolhas começam a ser apertadas porque os modelos pouco variam entre si e, portanto, parecer que me esforcei para mudar de silhueta é uma tarefa complicada. Este macacão da ASOS, que me deixou a suspirar por ele, fala por si só. É muito diferente daquilo que se vê normalmente, com uma cor bem berrante e um formato único mas bastante favorecedor. Juntei-lhe uns sapatos também com uma cor chamativa e uns brincos simples da Zaful e estava pronta para um dia feliz, muito feliz. 

Vestido da ASOS // Sapatos da Stradivarius // Brincos c/o Zaful

Podem encontrar mais modelos de macacões de mulher AQUI.

Gostaram do meu macacão? Também acham engraçado ver os vossos amigos ou parentes arranjados?

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Literatura // One Day

Não costumo de gostar de ler livros depois de ver o filme que lhe dá forma. Não gosto de saber aquilo que vai acontecer e não gosto, definitivamente, de comprovar que o filme está muito aquém daquilo que o livro é - fico triste por não se conseguir reproduzir visualmente aquilo que é tão belo por palavras. No entanto, o One Day do David Nicholls foi excepção. Quando vi o filme, que passou diretamente para a minha lista de favoritos, sabia que tinha que ler o livro que tinha dado origem àquela maravilha para, mais uma vez, comprovar essa regra e apaixonar-me pela escrita deste autor.

No entanto, deixei na prateleira este livro durante longos anos após mo oferecerem. Por saber o que ia acontecer no decorrer da história, por saber que me ia apertar o coração novamente e por saber que me iria apaixonar novamente pelas personagens principais, resolvi esperar que fosse o momento certo para o ler... e esse momento finalmente chegou.

Fotografia por: @themreadsbooks

One Day conta a história de Emma e Dexter, duas pessoas que se conhecem no dia da sua formatura e, após passarem uma longa noite juntos de conversa sobre os mais variados temas, se tornam grandes amigos. Durante o livro acompanhamos a evolução destas personagens com o decorrer do tempo e a forma como a sua amizade prevalece sempre, independentemente das circunstâncias diferentes em que os dois estão inseridos.

Tal como é de prever logo no início do livro, existirá uma relação próxima entre os dois. No entanto, não se deixem enganar quando pensam que isto irá tornar-se uma relação amorosa num ápice, sem quaisquer dificuldades e atribulações pelo meio. Este livro é do mais real possível. Fala de amores não correspondidos, do problema que a possibilidade de arruinar uma amizade em prol de um romance fugaz, os dissabores da vida, a morte de parentes, uma amizade que, apesar de forte, toma rumos diferentes, entre outros temas. Não pinta o mundo de cor-de-rosa mas mostra-o de uma forma simples, real e bastante crua.

As personagens principais são capazes de nos levar a um extremo de sensações. Se nos apaixonamos intuitivamente pela inteligência e humor da Emma, odiamos a faceta de pinga-amor do Dexter e desejamos que ele abra os olhos para a realidade. Simultaneamente a isso, sentimos empatia por aquilo que ele passou ao longo da sua vida e desejamos que a Emma abra os olhos e não pense tanto em si mesma. Conseguimos ver tanto defeitos como qualidades em ambas as personagens, sendo por isso fácil compreendermos a sua maneira de pensar e saber aquilo que os levou a tomar determinada ação. No entanto, e apesar de ter gostado das duas personagens, o Dexter por vezes me levou a momentos de raiva perante as suas atitude e só me deixou apaixonar-me por ele nas últimas páginas do livro, confesso.

Tenho também que confessar que gostei tanto do filme como gostei do livro. Está bastante fiel à obra original, sendo que, claramente, é mais detalhada a história das duas personagens na versão literária. O facto de acompanharmos o crescimento e amadurecimento destas duas personagens torna a leitura interessante e faz com que tenhamos curiosidade de ver como se desenvolvem as mesmas. É uma leitura simples e relativamente rápida para uma espécie de romance bastante realista. Preparem-se para ficarem com os corações bem apertados pelas escolhas do Dexter e da Emma e por verem esta amizade sofrer alterações ao longo dos anos que não esperavam.

Já tinham ouvido falar deste livro? Já viram o filme ou leram o livro?

sexta-feira, 15 de junho de 2018

As minhas inspirações de estilo no Instagram

Inspiração. Aquilo que nos faz suspirar, desejar e querer ser mais e melhor. Tenho diversas pessoas em quem me inspiro no meu dia-a-dia para conseguir tornar-me uma pessoa melhor a todos os níveis da minha vida. No entanto, quando falamos de roupa e noção de estilo, as inspirações são maioritariamente online. O Instagram - já me seguem por lá, AQUI? - está cheio de pessoas com roupa gira, fotografias giras e um estilo impecável que eu ambiciono ter também.

No entanto, o estilo comum e visto em 90% das contas não é aquele que me agrada mais. Gosto do diferente, do fora da caixa. Daquelas raparigas que brincam com diferentes cores, feitios, padrões sem qualquer problema e com uma habilidade de invejar. Mas também gosto de simplicidade, de ser capaz de utilizar uma peça normal e, ainda assim, ter um toque estiloso, coisa que poucas conseguem ter. Hoje, falo-vos das 3 contas portuguesas que mais me inspiram a nível de estilo que sigo - e admiro - pelo Instagram


A Vanessa, ou Peggy Heart, sempre foi uma das minhas maiores inspirações. Já tinha falado sobre ela anteriormente por aqui, quando ela tinha o seu blog ativo e sempre achei que a noção de estilo era tão natural para ela como respirar. Hoje, e alguns anos depois dessa publicação, dou por mim a suspirar pela facilidade com que ela conjuga cores que, à partida, nada se assemelham entre si. Os seus padrões muito chamativos, a forma como utiliza todas as cores do arco-íris e as peças diferentes que compõem o seu armário fazem dela a pessoa que eu quero ser quando for grande, quando falamos de estilo.


A Mariana, cujo canal do Youtube é de assistência obrigatória por tão calmo, bonito e pessoal que é - podem encontrar mais sobre o seu trabalho AQUI -, tem um estilo muito próprio e, tal como ela caracterizaria, muito vintage mom. Ou seja, ela não se rege pelas tendências ou por aquilo que favorece mais o seu corpo, usando peças diferentes, com feitios únicos e muito descontraídas. As conjugações de roupa são tão despreocupadas que transpiram estilo naturalmente. Mas não é um estilo que se encaixa numa caixa ou num determinado padrão. É  uma noção que transcende a caixa e que é muito própria dela.


Tal como a Mariana, também a Alice tem um canal no Youtube onde partilha bocados do seu dia-a-dia e algumas dicas relacionadas com beleza - podem encontrar mais do seu trabalho AQUI. No entanto, a sua forma de vestir nada se relaciona com as duas meninas de quem vos falo anteriormente. Simplicidade e conforto são as palavras de ordem na forma de vestir da Alice e a sua aposta em peças básicas, com cores sólidas e padrões pouco extravagantes são a fórmula de sucesso para ela. É uma pessoa a seguir para aqueles que gostam de utilizar básicos mas com muita pinta.

Quais são as vossas maiores inspirações de estilo?

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Os melhores acessórios para este Verão

Tal como costumo dizer por aqui, os acessórios transformam qualquer conjunto. Seja num conjunto mais casual ou num conjunto mais elegante, é sempre importante adicionar estes elementos ao nosso conjunto para o tornar mais composto. No entanto, acho que a estação em que eles são mais precisos é no Verão. Afinal de contas, brincar com camadas no Verão não é uma opção e as roupas que conseguimos utilizar são mais limitadas para dar asas à nossa imaginação e a diferentes conjugações. É aqui que entram os acessórios originais, chamativos e que façam com que uma pessoa olhe para nós duas vezes. As tendências para o Verão deste ano trazem alguns acessórios que já vimos em temporadas passadas e algumas novidades.

Em parceria com a Dresslily, uma loja chinesa online conhecida pelos seus produtos diferentes daquilo que é vendido nas lojas físicas pela originalidade e pelos seus preços bastante apelativos, trago-vos as tendências para a estação que ainda não deu o ar de sua graça. Entre os brincos bastante chamativos, as malas de palha ou as transparências que passam das roupas para os acessórios, são muitas as escolhas existentes e que passam por todos os gostos.

BRINCOS STATEMENT

Sou a apaixonada dos brincos, como muitos de vocês sabem. Portanto não existe tendência que me deixe mais feliz do que os brincos gigantes, vistosos e bastante originais para utilizar com os nossos conjuntos mais simples e os tornar outros. É, para mim, a melhor tendência para utilizar no Verão com uma t-shirt simples e uns calções de ganga ou um vestido com uma cor neutra.

COWBOY BOOTS
Parece díspar, eu sei. Utilizar botas no Verão não é, de todo, aquilo que nos imaginamos a fazer mas  a verdade é que as botas de cowboy são uma grande tendência para esta estação. São facilmente conjugáveis com vestidos ou calções para um conjunto muito casual e festivaleiro. É uma excelente opção para aqueles dias em que sabem que vão caminhar mais e querem um calçado mais confortável do que um par de sandálias ou para uma saída à noite, em que o tempo vos parece indeciso.

MALAS DE PALHA


Não é segredo para ninguém que as malas de palha são o must have desta estação. Tendo um toque tipicamente português, é das tendências que mais gosto e estimo porque são super simples mas bonitas e facilmente conjugáveis com qualquer roupa que utilizem pelas suas cores neutras. É uma aposta que podem fazer porque, mesmo que saia de moda para a próxima estação, é uma mala versátil e à qual podem dar muito uso.

ACESSÓRIOS TRANSPARENTES
Já vos tinha dito AQUI que as transparências eram uma grande tendência para a Primavera e o Verão. Aquilo que não sabia é que também os acessórios transparentes são uma grande tendência para a estação e que são para utilizar tanto nas malas - deixando toda a gente ver aquilo que levamos na nossa carteira - como na joalharia - com os brincos de um material transparente semi-brilhante para ofuscar qualquer pessoa na rua.

ÓCULOS PEQUENOS
Os óculos pequenos não funcionam para qualquer formato de cara, é certo. As caras mais redondas nem sempre conseguem utilizar este tipo de óculos mas, para aquelas que conseguem utilizar este tipo de armação, usem e abusem porque esta é a estação para tal! As cores extravagantes e os formatos diferentes do costume - bicudos, super redondos ou até com corações - são a fórmula para fazerem sucesso nesta estação.

CHAPÉUS XXL
Tal como acontece nas malas, os chapéus de palha vieram para ficar. No entanto, não são em tamanho normal. Os tamanhos extra para este tipo de chapéu são imperativos se queremos estar dentro das tendências e, simultaneamente, parecer uma senhora de meia-idade. Apesar de não ter coragem de utilizar este tipo de chapéus no meu dia-a-dia, acho que funcionam muito bem na praia ou na piscina, para nos proteger do sol - mas sempre com estilo!

Esta publicação foi patrocinada pela Dresslily. No entanto, todas as opiniões são pessoais.

Qual é a tendência que mais gostam?

quinta-feira, 24 de maio de 2018

O que levar para um Festival de Verão

A época dos festivais está quase a chegar e a vontade de tirar o pé do chão a dançar ao som das nossas bandas favoritas vem com ela. Confesso que este ano não tenho planeado ir a nenhum festival de Verão - porque ando a poupar dinheiro para outras conversas. No entanto, aplaudo os excelentes cartazes que se compõem para as proximidades e para os vários gostos musicais, tanto num registo mais pop com o Rock In Rio como um registo mais alternativo como o grande Vodafone Paredes de Coura ou o Super Bock Super Rock

Já fui a 3 edições do agora NOS Alive - das quais vos falei nas publicações de 2013 AQUI, 2014 AQUI e 2015 AQUI - e também ao MEO Marés Vivas e, apesar de não achar que isto faça de mim uma experiente na matéria, acho que já tenho algum conhecimento para partilhar com aqueles que nunca foram a um Festival de Verão sobre alguns dos essenciais na vossa mochila.


COMIDA
Esta dica está em primeiro lugar propositadamente porque acho que, de todas, é a mais importante. A não ser que tenham algum dinheiro extra que queiram gastar em comida excessivamente cara para a qualidade - que não me parece ser uma opção para ninguém -, levem algumas sandes para comerem ao longo do dia. Sempre que fui a este tipo de Festival levei as minhas sandes e, quando toda a gente estava a sair do seu sítio e a perder os concertos por estar em filas intermináveis, eu estava a aproveitar os concertos. Mas atenção, informem-se sobre a possibilidade de levarem comida, uma vez que, por exemplo, no MEO Marés Vivas vi toneladas de comida a ser posta em caixotes do lixo porque a organização tinha dado informações incorretas sobre aquilo que se podia levar ou não para o recinto do festival. Ainda hoje condeno a organização pela atitude incorreta ao desperdiçar uma quantidade tão grande de comida sem olhar duas vezes.

CASACO OU CAMISOLA
Durante o dia, tudo bem. Está sol, está calor. Durante os concertos também não temos frio nenhum porque uma mistura de êxtase, histeria e felicidade percorre as nossas artérias e veias e dançamos, saltamos e cantamos como se não houvesse amanhã. Além disso, estando no meio de milhares de pessoas estamos bem quentes. Mas, quando tudo acaba e estamos à espera da nossa vez no autocarro ou até mesmo a caminhar em direção ao nosso carro é quando o frio aperta. Afinal de contas, as noites de Verão nem sempre são agradáveis e há sempre um vento gélido tipicamente português pronto a atacar quando menos esperamos. Estar prevenidos e ter um casaco que não seja muito pesado na nossa mochila é uma mais valia.

GARRAFA DE ÁGUA
Esta dica tem um truque. Como muitos de vocês sabem, não se podem entrar com garrafas dentro deste tipo de recinto porque são potenciais armas de arremesso contra o palco e, portanto, consideradas perigosas. No entanto, e como não tenho más intenções mas não quero pagar 2 euros por uma água de 33cl, escondo sempre a tampa numa zona em que os seguranças não se apercebam que possa estar - no aro do soutien, na zona do cinto ou na sapatilha, por exemplo - e, assim que entro no recinto e me encontro numa zona protegida tampo a minha garrafa e ponho na minha mochila. Mais uma vez, poupo tempo nas filas sem fim e pouco também dinheiro. Um dois em um poderoso!

PROTETOR SOLAR
A única dica desta lista que não segui - porque sou demasiado despreocupada quando toca aos meus cuidados pessoais e de pele - mas que acho imprescindível nos festivais em que as temperaturas atingem valores muito elevados. Passar antes de ir para o recinto, em casa, é de uma importância extrema porque teremos diversas horas de exposição solar à nossa espera e, como as sombras são escassas, não existe grande forma de evitar a mesma exposição. Não sei qual a política da maior parte dos festivais em relação aos protetores solares - uma vez que podem também ser considerados perigosos por possibilidade de se atirar pelo ar e ferir alguém -, mas, caso seja possível levarem, levem aquelas versões de viagem que são pequenas, não pesam nada e assim garantem que não ganham um escaldão. Acreditem, a maioria das pessoas que se vêem neste tipo de festival tem as costas vermelhas como lagostas e, por mais divertida que seja a noite, o dia seguinte não o será, certamente.

CHAPÉU
Não têm que necessariamente levar uma vez que a maioria dos festivais tem como brinde principal um chapéu publicitário - e, normalmente, bem giros! -, mas caso não gostes de arriscar é algo que te aconselho a levares. Mais uma vez, a exposição solar é grande e não queremos que te sintas mal pelo calor e desmaies, perdendo o festival inteiro. Arranja um chapéu daqueles giros e usa e abusa dele. Quando te fartares dele ou já tiver de noite, sempre podes pô-lo para dentro da tua mochila e não te preocupares mais com ele.

PACOTE DE LENÇOS
Enganaram-me na minha primeira edição do NOS Alive a que fui, em 2013 e era ingénua. Quando chegou a altura de ir a uma das casas de banho portáteis disposta pelo recinto, arrependi o dia em que não levei lenços e jurei nunca mais me esquecer. Lembro-me como se fosse hoje de me virar para trás na fila e pedir, por favor, para me emprestarem um lenço - e, curiosamente, quem acabou por me dar um foi uma blogger que na altura seguia e de quem gostava bastante. Seja para a casa de banho ou para qualquer eventualidade que pode surgir - existe cerveja a voar pelo ar, pó no ar, pessoas pouco cívicas e até para limpar o suor depois de um concerto intenso -, são mais do que imprescindíveis na vossa mochila de festival.

SAPATOS E ROUPA CONFORTÁVEIS
Malta, esta dica é aquela que quero sublinhar com mais ênfase. Os conjuntos do Coachella são muito bonitos e bastante inspiradores para a restante temporada, não digo que não. Mas para conseguirmos aproveitar um festival com tudo aquilo a que temos direito - muita dança, muita cantoria e muita animação -, é impossível estarmos com roupa que não seja confortável. Roupa e sapatos confortáveis são um essencial, uma necessidade neste tipo de festival e, portanto, escolham o conforto em vez da beleza. Não digo que não seja possível conjugar os dois - aliás, é bem possível e surgem conjuntos bastante inspiradores a partir da descontração natural de muitas pessoas que passam pelos festivais -, mas pensem primeiro no vosso bem-estar e depois no quão bonitas ficarão nas fotografias do Instagram na roupa que estão a utilizar. 

BOA DISPOSIÇÃO
Por fim, mas certamente não menos importante. Têm que levar boa disposição! Sem ela não se faz nada nem se vivem bons momentos junto dos nossos amigos/familiares - ou até mesmo sozinhos, para os solitários nos concertos. Vontade de se divertirem, sem qualquer inibição nem vergonha de sacudir o esqueleto ao máximo e entoarem aos berros as vossas canções favoritas - sendo elas guilty pleasures ou não. Façam de tudo para que aquele dia seja o melhor dia das vossas vidas, ou pelo menos um dos melhores. Só assim vão sentir que valeu a pena e que o dinheiro que gastaram naquele bilhete valeu cada cêntimo. Nunca me arrependi de nenhum concerto a que fui porque, para além de admirar todos os artistas que já vi ao vivo, vivi intensamente aquele momento como se fosse a última oportunidade de o viver.

Algumas sugestões de mochilas/malas que poderão levar para os vossos festivais favoritos.

Quais são os vossos essenciais para levar para os festivais? Já foram a algum? Qual?

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Séries // RuPaul's Drag Race

Não sou de programas de talentos. Ou melhor, adoro um bom programa de talentos musical para passar horas e horas de procrastinação a ouvir audições. No entanto, acabo por me cansar porque não gosto propriamente de acompanhar competições - para além de ficar triste por aqueles que saem, muitas vezes acho as eliminações um pouco injustas e demasiado regidas pela popularidade de determinado concorrente. Mas toda a minha opinião sobre este tipo de programas mudou quando, por curiosidade, comecei a ver o anteriormente badalado RuPaul's Drag Race.

Tal como o próprio nome indica, a premissa é simples - os concorrentes da competição são todos drag queens e o principal objetivo é ser coroado o vencedor da competição. Para isso, os concorrentes são submetidos a uma data de provas que comprovam as suas capacidades enquanto performers, artistas, costureiros e designers. Uma competição que não se restringe apenas a um talento em concreto mas a uma coleção deles, sendo procurados o talento, a autenticidade, empenho e carisma nos concorrentes.


Dizer que estou viciada neste programa é pouco. Desde que comecei a ver esta competição, muito recentemente, que já vi 10 das 13 temporadas disponíveis e, para piorar a situação, não consigo ver apenas um episódio isolado. Não é que este programa tenha uma história ou que os episódios estejam relacionados, uma vez que são episódios isolados com desafios distintos e diferentes entre si. Mas o facto de ser uma competição leva a que tenha uma vontade extra de continuar a ver para saber quem se torna a próxima vencedora. Além disso, aquilo que mais me cativa neste programa é todo o drama subjacente a cada episódio. No meu dia-a-dia não sou, de todo, uma pessoa conflituosa. No entanto, adoro um bom drama de rapariga e nesta competição isso é o pão nosso de cada dia.

Semelhante a America's Next Top Model na forma como os episódios são criados e como a competição desenvolve, em RuPaul's Drag Race todas as semanas uma queen é eliminada após uma difícil prova de lip-syncing contra a sua oponente, posicionada no fundo da tabela de pontuações. Ao contrário do que aquilo que a maioria do público pensa - as drag queens têm algum talento para além de se vestirem de mulher? -, existe muito por trás de qualquer drag queen. Desde a maquilhagem, que demora normalmente mais de 2 horas a ser terminada, à roupa pensada meticulosamente para a ocasião, passando pela performance ensaiada durante horas a fio, com muito suor, dedicação e esforço, são tudo características avaliadas nesta competição. O facto de serem postos à prova diversos talentos bastante distintos entre si faz com que a mesma não se torne tão maçadora e que seja um pouco menos previsível, até porque ninguém é bom em todas as áreas a concurso e, portanto, nunca se sabe quando um dos favoritos à coroa tem uma semana menos boa.

Acima de tudo, admiro a coragem destes homens em assumirem a sua paixão e não terem vergonha de serem como são, sem quaisquer constrangimentos. Tal como digo sempre, cada um é como é, gosta daquilo que gosta e, acima de tudo, tem direito a fazer aquilo que entende com a sua vida profissional e pessoal. E se ser performer enquanto mulher é aquilo que estes homens gostam, então quem somos nós para dizermos que não podem fazê-lo? Portanto, se procuram um talent show com uma dose extra de talento em diversas áreas - dança, costura, música, teatro, comédia e modelar -, inspiração e um tanto ou quanto de dramatismo, este é o programa para vocês. Aconselho-vos, no entanto, a começarem por ver uma das temporadas mais recentes uma vez que as primeiras, como tinham um orçamento mais baixo, acabam por não ter uma qualidade tão boa como as mais recentes.

If you can't love yourself, how the hell you're gonna love somebody else?

Já conheciam este talent show? O que acharam?

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Os melhores casacos para usar na Primavera

As temperaturas ainda não estabilizaram e, se numa hora do dia está um frio de rachar, noutra está um calorzinho digno de esplanada com um fino e um pires de tremoços ao pé de nós. Para combater o frio que se faz sentir a determinadas horas do dia, nada melhor do que vestir algo mais fresco e colocar por cima um casaco mais quente. Seja ele mais ou menos fino, não existe regra desde que estejamos confortáveis com o que estamos a usar.

Existem, no entanto, modelos de casaco mais adequados para as temperaturas amenas e que são essenciais em qualquer armário de Primavera e até de Verão. Entre os casacos de ganga, ideias para utilizar com tons mais claros como tons terra e branco, os impermeáveis, ideais para os dias mais chuvosos que se sentem nestes dias indecisos, ou os trench coats que são sofisticados e muito elegantes, as escolhas são muitas mas existem 6 modelos de casaco aos quais dou especial destaque.

CASACO DE GANGA

O primeiro lugar desta lista tinha que ir para os casacos de ganga por serem uma das peças mais fáceis de conjugar da história. Apesar de não ser grande fã do denim on denim - pelo menos por enquanto -, acho estes casacos perfeitos para utilizar com qualquer roupa que queiramos porque são bastante versáteis. Os meus favoritos são aqueles com um corte mais largo e baggy, que tornam qualquer conjunto mais casual. Costumo utilizá-los com calças com um corte mais clássico ou saias para criar um contraste entre o formal e o casual.

BOMBERS
O bomber é o tipo de casaco mais descontraído e mais indicado para utilizar no nosso dia-a-dia de entre os da lista. Com o seu formato tipicamente mais largo, é ideal para utilizar com peças que sejam mais justas na parte de baixo, de forma a criar um contraste de entre o justo e o largo que seja visualmente apelativo. Pessoalmente, gosto mais de ver este tipo de casaco com calças descontraídas como de ganga, mom jeans ou cullotes porque conjuga na perfeição com a onda mais casual que estas partes de baixo dão aos nossos conjuntos.

BLAZERS

Ai, os blazers! A minha perdição de adolescência e das peças que considero mais elegantes no meio dos imensos formatos de casaco existentes. São de uma sofisticação ímpar e sem dúvida que compõem um conjunto casual num conjunto muito mais chique e formal. Pessoalmente, gosto dos formatos mais largos de blazer, que não cintam tanto a cintura porque se adaptam mais facilmente à nossa rotina casual e são mais confortáveis. Mas, dependendo da ocasião, este tipo de casaco é pau para todas as colheres. É daquelas peças que deve existir no armário de toda a gente!

CASACO DE CABEDAL
Os casacos de cabedal devem ser das peças mais utilizadas pela população em geral. Não existe nada mais versátil - em par com os casacos de ganga - que um bom casaco de cabedal preto, seja qual for o estilo com que te identificas mais. Deixo a confissão de que ainda não tenho nenhum casaco de cabedal no meu armário, em parte porque ainda não encontrei o ideal. Mas, quando encontrar, sei que o utilizarei com tudo - saias, vestidos, calças de ganga ou calças mais formais -, de forma a deixar o meu conjunto com edgyness.

IMPERMEÁVEIS

Abril, águas mil! Apesar de estarmos no fim deste mês que foi bastante chuvoso, avizinham-se alguns dias de chuva e nunca é de mais estar prevenido. Por isso, acho que um dos essenciais para esta estação são os impermeáveis que, apesar de não aquecerem propriamente muito, são perfeitos para não apanharmos uma molha das grandes. Existem modelos bastante bonitos destes casacos e  um tanto ou quanto originais. É aquela peça em que podem arriscar numa cor mais forte para dar um bocadinho de vida aos tons neutros que temos tendência a utilizar no dia-a-dia em dias mais chuvosos.

TRENCH COATS
Se existe alguma peça mais elegante e parisiense, ainda ninguém me avisou qual é. O último lugar da lista vai para os trench coats que, para mim, gritam sofisticação, classe e estilo. Fazem qualquer conjunto parecer mais arranjado do que ele realmente está. Além disso, como não são de um material muito grosso, são ideais para as temperaturas que se fazem sentir nesta altura do ano. Com saias ou até com umas calças de ganga, estes casacos são ideais para aqueles que gostam de andar com um ar mais formal no seu dia-a-dia sem se esforçar para tal.

A verdade é que estes casacos podem ser encontrados em qualquer loja online ou até de fast fashion, porque são modelos realmente muito comuns, versáteis e utilizados pela maioria das pessoas, independentemente da sua idade. No entanto, hoje sugiro-vos a Dresslily, uma loja chinesa online com bastantes opções acessíveis e com uma qualidade que é proporcional aos preços praticados. Aqui encontram-se, por vezes, réplicas dos casacos mais in das lojas físicas a preços bem mais convidativos. Além destas, encontram também peças bastante diferentes do comum e que tornam os vossos conjuntos únicos. Estes quatro que vos apresento em baixo são as minhas sugestões para um conjunto bonito, arranjado e com um toque de cor.

FOR MORE, CLICK HERE

Esta publicação foi patrocinada pela Dresslily. No entanto, todas as opiniões são pessoais.

Qual é o vosso tipo de casaco favorito para usar nesta estação? Acrescentariam algum à lista?
Com tecnologia do Blogger.
My Own Anatomy © . Design by FCD.