segunda-feira, 24 de julho de 2017

TRAVELLING // PALÁCIO NACIONAL DA PENA

Neste ano, quando começámos a ponderar o destino das férias de família, decidimos que queríamos, ao contrário de anos anteriores, conhecer um sítio novo. Como, apesar de eu e da minha irmã já conhecermos uma boa parte de Lisboa, decidimos que seria um bom destino para passear um pouco, uma vez que o meu pai não conhecia grande parte da nossa capital. Rumámos então à capital, sem qualquer plano traçado e apenas com uma pequena ideia daquilo que queríamos visitar - que, apesar de não ser a minha forma favorita de viajar, acabou por resultar a cem por cento.


Acho que é mais do que óbvio que sou uma grande apaixonada por Sintra - como já dei a entender nesta publicação exclusivamente dedicada a esta cidade mágica - mas, por uma grande falha minha, nunca tinha visitado aquela que é a principal atração da cidade: o Palácio Nacional da Pena. Depois de muito debate sobre onde deveríamos ir - haverá, por aí, família mais indecisa do que a minha? - decidimos visitar então este Palácio, cheios de expectativas. 

ACERCA DO PALÁCIO

Decidimos começar por aquilo que me chamava mais a atenção neste local: o palácio, no seu exterior e no seu interior. Nos seus tons amarelos, arroxeados e vermelhos, é sem dúvida imponente e esteticamente apelativo.

Com influências arquitectónicas manuelinas, este monumento mostra o romantismo característico da época, enfatizando o nome dado a esta cidade - considerada por muitos a cidade do romance e da magia em Portugal.



No seu interior, podemos ver os aposentos privados do rei D. Carlos I e de D. Amélia, assim como as salas de estar deles, os quartos dos camareiros e senhoras de companhia, as cozinhas e as salas de lazer. Com os tectos bastante ornamentados - seja esculpidos ou com pinturas extravagantes - e as salas decoradas a primor com peças do século XIX e XX, é um deleite passearmos pelos corredores deste Palácio e apercebermo-nos de que o que na altura era luxuoso, para nós é algo absolutamente normal - aliás, existem cortinados lá que são muito idênticos àqueles que tenho em minha casa!




A minha parte favorita de todo o Palácio foram varandas incríveis que apresentavam uma vista tanto sobre o próprio Palácio, permitindo-nos apreciar a arquitectura e o detalhe com que esta obra foi feita, o belo Parque da Pena, com toda a sua verde vegetação que se estende por longas léguas e que nos aumenta o contacto com a Natureza e ainda a bela vila de Sintra. Além disso, como fomos num dia de muito nevoeiro, este dava uma aura misteriosa ao Palácio; como se, a qualquer momento, uma criatura de um universo mágico paralelo fosse aparecer pelo Parque. E isto tornou a experiência ainda mais mágica - o que nos é prometido e cumprido sempre que vamos a Sintra e aqui não poderia ser excepção.

ACERCA DOS JARDINS

Depois de visitarmos o palácio, já estávamos um pouco cansados mas ainda assim corremos pelo menos dois terços dos Jardins da Pena. Começámos pelo local que, segundo a opinião geral, valia mais a pena - a Cruz Alta, o local mais alto da Serra de Sintra. Este local revelou-se uma desilusão porque, como já mencionei, estava nevoeiro, e portanto não conseguimos apreciar a vista que nos era prometida.

Seguimos pela Lagoa das Conchas, uma pequenina lagoa soalheira e rumámos para o Jardim das Camélias, que era o local no jardim que mais me fascinava. Mais uma vez, fiquei um pouco desiludida porque as camélias não estavam nos seus melhores dias - talvez não seja a época destas belas flores. Mas, ligeiramente ao lado, descobri algo que me deixou a suspirar. A Estufa Quente, tal como o nome indica, é uma estufa para plantas que necessitam de temperaturas mais amenas e que, apesar de não podermos visitar o seu interior, me deixou apaixonada pelo seu aspecto.


Por fim, e como já estava a ficar um pouco escuro e extremamente frio, decidimos acabar no Vale dos Lagos, constituído por cinco lagos que confluem uns nos outros e que são ligeiramente diferentes. Dois deles tinham peixes gigantes - juro, peixes de tamanho anormalmente grande - e os restantes tinham uns passos bastante engraçados.

Existem bancos espalhados por todos os cantos do jardim para podermos fazer uma pausa, comer qualquer merenda que tenhamos levado connosco na sombra de todas aquelas árvores, tal e qual os príncipes de outros tempos e aproveitar o contacto com a Natureza. Apesar de ter achado jardins muito bonitos, confesso que os da Quinta da Regaleira me encheram mais as medidas e, se não fosse o Palácio em si, não recomendava a visita.


Acabámos a tarde a comer uma queijada e um travesseiro na Piriquita, a icónica pastelaria da área, que acabou por ser o final ideal para esta tarde bem passada.

Se recomendo a visita ao Palácio? Recomendo, nem que seja uma vez na vida. Os preços não são convidativos - 14 euros um bilhete de adulto -, e, já que estamos a ser sinceros, são sobrevalorizados; ainda assim, não deixa de ser uma visita bonita e confere uma vista sobre a cidade ímpar. Passa-se lá facilmente uma tarde bastante agradável e sentimos o tempo a voar, sem sombra de dúvida. Aconselho-vos a evitarem dias muito nublados - aprendi com o erro - para poderem apreciar as paisagens que o Palácio e os seus Jardins têm para oferecer.

[As fotografias desta publicação foram tiradas com o meu telemóvel porque, apesar de ter tirado imensas fotografias com a minha máquina e a maior parte delas, modéstia à parte, estarem incríveis, parti o cartão de memória ao meio e perdi todas as fotografias que lá tinha - o pesadelo de uma blogger aconteceu - e, portanto, fiquei sem fotografias para as próximas 4 publicações que já tinha planeadas. Peço, em antemão, desculpa pelas fotografias das publicações das férias terem uma qualidade inferior ao habitual.]

Já visitaram o Palácio da Pena? O que acharam?

segunda-feira, 17 de julho de 2017

HEY BABY, I THINK I WANNA MARRY YOU

No início do mês, falei-vos aqui de um casamento ao qual ia em meados de Julho e para o qual tinha sido o cabo dos trabalhos encontrar algo que gostasse. Porquê, perguntam vocês? Tal como disse na publicação, procurava algo fora da minha zona de conforto e que fosse simultaneamente confortável, usável noutras ocasiões e que fosse giro. Neste tipo de cerimónia - sejam bailes de finalistas, batizados ou festas mais especiais -, acabo sempre por optar pelos macacões porque é algo que sei que me favorece. 

Por isso, desta vez, quis fugir completamente aos mesmos e optar por este vestido. Com um corte muito justo ao corpo e um comprimento até ao joelho com uma racha atrás, não era, de todo, a peça que associaria a mim mesma facilmente. Mas, assim que o experimentei, soube que era aquilo que queria usar - é super feminino, com um padrão floral amoroso e discreto qb. Além disso, o preço era bastante convidativo - por menos de 30€, não há como enganar - e facilmente adaptável para qualquer situação. Combinei-o com estes sapatos com um toque acetinado que encontrei na Zara e com umas pérolas gigantes e apostei um pouco na maquilhagem - que, para quem não costuma maquilhar-se de todo, não ficou nada mal. 






Vestido de Loja Local // Sapatos da Zara // Brincos da Parfois

O que acharam do meu conjunto? Usariam?

sábado, 15 de julho de 2017

SÉRIES // NEW GIRL

Eu não sei quanto a vocês mas, quando me deparo com uma situação de stress e que exige bastante do meu intelecto como uma época de exames não tenho qualquer vontade de fazer coisas que sejam muito complexas ou que sejam exageradamente dramáticas - vamos ser sinceros, para dramatismos basta a minha época de exames. Por isso, tentei procurar uma série de comédia inteligente - sim, porque eu sou das pessoas mais exigentes quando falamos de comédia - e cruzei-me com New Girl.

Esta série conta a história de Jess, uma rapariga super extrovertida que, ao surpreender o namorado com uma visita surpresa, descobre que ele a anda a trair. Confrontada com esta situação delicada, vê que tem que alterar a sua vida completamente, a começar pela sua residência. Assim, muda-se para uma casa partilhada com 3 rapazes muito diferentes entre si - Schmidt, o rapaz perfeito que tem aptidão para tudo, Coach, o rapaz com uma personalidade forte e ligeiramente agressiva e Nick, o desmazelado do grupo, sem quaisquer objetivos traçados. Juntos, começam a sua jornada partilhada cheia de momentos felizes, casos amorosos e muita palhaçada.


Há cerca de 4 anos atrás, quando a série tinha apenas 1 temporada - conta, neste momento, com 6 temporadas completas - comecei a ver esta série e na altura estava a adorar. Mas, na mudança de temporada, acabei por me esquecer da sua existência e, agora, numa época de exames que se revelou stressante, decidi começar de novo a minha jornada com estas 4 personagens.

Para mim, esta série é super cómica. Com uma dose equilibrada de momentos cómicos e momentos mais sérios, com uma certa leveza e com personagens bastante peculiares - desde a Jess, com o seu ar desastrado, as suas indumentárias femininas e a sua tendência para cantar as suas respostas a perguntas até ao Schmidt, com o seu sentido estético impecável, o seu lado super carinhoso com todos os seus colegas de casa e a obsessão pela sua aparência - mas com as quais nos conseguimos relacionar. Se há coisa que não suporto é comédia exagerada, sem qualquer sentido e com personagens que sejam demasiado irreais. Apesar de ligeiramente exagerados determinados traços da personalidade das personagens, estas podiam fazer parte do nosso círculo de amigos facilmente.

Tem algumas referências a outras séries e filmes, o que contribui para o realismo da série e ajuda-nos a compreender as dificuldades de ser adulto quando a nossa mentalidade ainda é de adolescente, de viver em conjunto com outras pessoas cujas personalidades são bastante diferentes da nossa, do quão difícil é encontrar o amor da nossa vida - mas não impossível - e de viver na cidade dos nossos sonhos. Uma filmagem pouco exuberante, um elenco modesto e um guião simples, mas eficaz. São tudo características que não seriam principais para uma série de sucesso mas que, no caso, funcionam da forma perfeita. Uma série que recomendo, em especial nas temporadas iniciais.

"I feel like I'm just passing through life. But then, there's this voice in my head telling me to do something, to create something, to make something, and I want to listen to it, but I don't know how."

Já conheciam esta série? Quais são as vossas séries de comédia favoritas?

terça-feira, 11 de julho de 2017

WHERE YOU INVEST YOUR LOVE, YOU INVEST YOUR LIFE

Existem modelos que nós sabemos que nos favorecem e outros que nunca arriscamos experimentar, porque não são adequados ao nosso tipo de corpo segundo um padrão de regras ditado pela sociedade. Mas, muitas vezes, essas regras são só uma guia para um mundo de opções que nos favorecem imenso e das quais não tínhamos qualquer noção.

Quando encomendei este vestido da Zaful, sabia que estava a arriscar imenso. Apesar do padrão ser a minha cara e das cores serem muito aquilo que costumo utilizar, o corte era tudo menos algo que eu habitualmente escolheria. A cintura descida não é conhecida por favorecer as meninas com as ancas mais largas mas eu, teimosa em contrariar as regras, encomendei-o. Infelizmente, esta regra é sagrada e, por mais que utilize o vestido - já o utilizei algumas vezes nos dias mais frios -, não consigo gostar de me ver com o modelo. A qualidade dele é excelente, tem um comprimento decente, é quentinho e tem um forro extra para não se ver nada - digno de qualquer loja física. Esta é, sem dúvida, uma das grandes desvantagens das lojas online: não podermos experimentar as coisas antes delas chegarem à nossa porta.





Vestido c/o Zaful // Sapatos c/o Lovely Shoes // Brincos da Parfois

Alguma vez arriscaram numa compra online e se arrependeram? Gostaram do conjunto?

segunda-feira, 3 de julho de 2017

VOU A UM CASAMENTO E NÃO SEI O QUE LEVAR

Há alguns meses atrás, a minha família foi convidada para um casamento e, como não costumamos ter cerimónias do género regularmente, tudo aquilo que temos nos nossos guarda-fatos - peças descontraídas para o dia-a-dia e um ou outro vestido para uma ocasião mais especial como jantares ou aniversários - acaba por não se adequar ao tipo de celebração.

Mas, surpreendentemente, a caça àquilo que podemos vestir no casamento não é, de todo, muito simples. Apesar do convite já ter sido feito há largos meses, só há poucos dias atrás é que encontrei a peça ideal para vestir - chamem-me esquisita, mas sou a única que sente que, quando não preciso, há imensas coisas nas lojas mas quando preciso nunca há nada? -, um vestido às flores com um fundo azul feminino, prático e que pode ser adaptado para outras ocasiões menos formais apenas mudando o tipo de acessórios utilizados - uma qualidade que procurava.

A verdade é que, quando chega a altura de procurar as peças para utilizarmos - seja vestido, macacão, conjunto calça/blusa ou conjunto saia/blusa - existem duas restrições principais com as quais temos que ter cuidado. Apesar de acreditar que aos poucos estas tradições estão a ser deixadas, vale mais não arriscar e não ferir susceptibilidades e deixar de parte o branco (que está reservado para a noiva) ou o preto (dizem que dá azar ao casamento porque representa momentos menos alegres). E, por mais que tentemos ignorá-lo no nosso dia-a-dia, a escolha torna-se difícil quando eliminamos estas duas tonalidades da lista de possibilidades, uma vez que são as cores para as quais facilmente nos viramos em situações SOS.

Quando fui contactada pela Novers, uma loja chinesa especializada em vestidos de casamento e de cerimónias, para conhecer um pouco melhor a sua loja online e partilhá-la com o meu público achei que seria o local ideal para procurar algumas opções de vestuário para utilizarem neste tipo de cerimónia e falar um pouco daquilo que se deve utilizar nas mesmas.


Começando pelo comprimento do vosso vestido: não queremos nada demasiado curto - mais uma vez porque pode não ser adequado a uma cerimónia na igreja - nem demasiado comprido - normalmente os vestidos compridos estão reservados para a noiva, mas existem excepções à regra que funcionam muito bem. Para jogar pelo seguro, optem pelos midi-dresses, uma opção muito na moda e que confere uma elegância ímpar.

A nível de cores a utilizar, como já mencionei, o preto e o branco estão fora da mesa de opções. Assim sendo, fica a valer tudo a nível de padrões coloridos ou cores mais berrantes,desde que sejam combinados de uma forma sóbria e que não vos dê um ar vulgar - por exemplo, é pouco provável que um vestido néon ou com padrão leopardo seja adequado para este tipo de ocasião. O truque para quem não quer arriscar é ir pelos tons mais neutros como o burgundy, o rosa claro ou o azul escuro. São cores fáceis de conjugar e que se encontram em qualquer loja.



Para aqueles que não são muito dados aos vestidos ou às saias, as opções são imensas. Os macacões são uma peça elegante, feminina e extremamente adequada para qualquer ocasião e, felizmente, cada vez mais estão presentes nas lojas opções baratas e muito bonitas. Existe ainda a opção de utilizar calça com blusa, que vos aumenta bastante a versatilidade das peças quando puderem utilizá-las novamente. Afinal de contas, um par de calças com um corte mais formal pode ser utilizado com uma t-shirt num conjunto mais descontraído, assim como uma blusa mais formal pode ser utilizada com um par de calças de ganga. Se procuram uma peça que seja muito versátil, esta opção é a ideal para vocês.

Quanto à maquilhagem, podemos por novamente todas as cartas na mesa e jogar com tudo. Claro que, mais uma vez, há que ter em atenção o tipo de casamento que estão a atender. Se for um casamento de dia, talvez devam optar por uma maquilhagem mais neutra, mais natural, talvez com alguma cor mais forte nos lábios para sobressaírem mas nada muito extravagante. Mas um casamento noturno já é diferente, e portanto um esfumado nos olhos combinado com uns lábios nude fica sempre elegante e bonito. Claro que se sentem confortáveis em apostar em maquilhagens mais elaboradas para o dia-a-dia, you go for it girl!



Resumindo, acho que o mais importante é, como em tudo, sentirem-se bem com aquilo que estão a usar e que seja confortável ao ponto de conseguirem divertir-se num dia em que é suposto fazerem-no, sem qualquer receio de revelar demasiado porque o vestido é muito decotado ou muito curto ou de cair dos saltos por serem demasiado altos. Sejam vocês mesmas e vistam-se de acordo com aquilo que vocês são, mesmo que isso vá contra as regras.

O que costumam levar a casamentos?

Esta publicação foi patrocinada pela Novers.
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