Slider

terça-feira, 3 de julho de 2018

Stuttgart & Tubingen

Contei-vos AQUI que fiz uma viagem à Alemanha no início de Fevereiro, para celebrar o final dos exames e visitar a minha madrinha de praxe, que esteve a fazer Erasmus por lá durante o semestre. Fomos sem itinerário marcado, sabendo que a nossa guia se encarregaria de nos levar aos sítios mais bonitos que poderíamos encontrar.

O primeiro dia de viagens propriamente dito, uma vez aterradas e com uma boa noite de sono em cima começou da pior forma - o comboio que tínhamos planeado apanhar foi suprimido e, como todas as informações estavam em alemão, nenhuma de nós se apercebeu da situação. Foi só depois de uma boa hora que, com a ajuda de uma senhora que se apercebeu da nossa inquietação, descobrimos que estávamos à espera de algo que nunca viria. Aí, e já com os planos todos atrasados, rumámos àquele que deveria de ser o segundo destino do dia mas que passou a primeiro lugar rapidamente - Stuttgart.


A primeira impressão que tivemos com a cidade foi mesmo no coração da mesma, em Palace Square ou Schlossplatz. Uma praça bonita e arranjada, constituída por pedaços de relva e flores organizados geometricamente ao longo da praça de forma a evidenciar a estátua central da mesma, em homenagem à deusa Concordia. Aquilo que impressiona mais na praça é mesmo a sua dimensão, sendo das maiores que já vi. É um sítio agradável para descansar um pouco nos seus bancos mas tempo era o que não tínhamos.

Por isso, e por ser muito próximo dessa grande praça, rumámos a Altes Schloss, um antigo castelo que, hoje em dia, alberga o Wuerttember State Museum, onde é possível visitar algumas exposições gratuitas que vão variando de acordo com a época do ano em que o visitam. No nosso caso, visitámos uma exposição sobre a evolução da espécie humana com bastante interacção. No entanto, o facto da maior parte das legendas serem exclusivamente em alemão foi um pouco limitante para a compreensão do mesmo e, apesar de interessante, não foi algo que considere memorável nesta visita.




As igrejas protestantes são uma constante ao longo da nossa viagem, sendo que em cada canto existe uma nova igreja onde podíamos entrar, e na qual aproveitávamos tanto para nos aquecermos como para visitarmos. O que me surpreendeu mais em todas as igrejas em que entrámos foi o facto destas serem muito mais modestas do que as igrejas católicas, apresentando uma simplicidade mas um sentimento de conforto tal que me deixou a questionar até que ponto é necessária tanta luxúria num espaço onde devemos ser o mais puros e sem preconceitos possível. 

O sítio mais bonito de entre aqueles que visitei na cidade chegou pouco tempo antes de nos dirigirmos à estação, onde terminámos a nossa visita. Em frente ao The Staatstheater Stuttgart, um espaço dedicado às três artes performativas de grande impacto - ópera, ballet e teatro -, encontra-se uma espécie de lago artificial muito bonito, chamado Eckensee, assim como algumas esculturas que apelam ao romance e à relação entre o homem e a mulher, formando um bonito jardim que, na minha opinião, supera muito facilmente o famoso Palace Square.

Ficaram por conhecer o Museu da Mercedes-Benz, excelente para os amantes de carros, ou a Stadtbibliothek, uma biblioteca espantosa que promete surpreender pela sua dimensão e pelo seu toque moderno. Ainda assim, acho que vi o suficiente da cidade para dizer que não me impressionou propriamente. É uma cidade bonita, sim, mas, tal como disse anteriormente, pouco memorável, ao contrário da cidade para onde rumámos de seguida.



Tubingen revelou-se a surpresa de toda a viagem. Fomos a esta cidade apenas porque não encontrámos outra cidade que agradasse a todas e que parecesse interessante. No entanto, não esperávamos que fosse nada de outro mundo  - até planeámos dedicar-lhe muito pouco tempo - e, portanto, as nossas expectativas estavam muito em baixo. E excederam-se, por muito.

Esta cidade tem uma atmosfera muito característica, muito própria. Sendo uma cidade universitária, é muito pequena e vê-se por entre as ruas dela muitas pessoas mais novas, principalmente estudantes na sua rotina diária. Dirigimo-nos ao único ponto que conhecíamos e sabíamos que queríamos ver - a ponte sobre o rio Neckar, com as casas tipicamente alemãs com as madeiras expostas, bastante coloridas, perfeitamente alinhadas à beira-rio. Este sítio foi dos mais bonitos que vi ao longo da viagem pela arquitectura das casas, pela luz já fraca com que deparámos e que deu uma atmosfera mais romântica a um sítio já bonito por si só.


Passeámos pelas suas ruas, cheias de casas e casinhas, cada uma mais bonita que a anterior e perdemo-nos pelas mesmas. Com o tempo limitado, não conseguimos desfrutar aquilo que queríamos nesta cidade que nos fez perder de amores e que tinha tanto para ver, mesmo sendo tão pequena. De tudo aquilo que vimos a cidade, destaco o MarktPlatz, um edifício com o qual nos deparámos com um aspecto bastante distinto dos demais - uma arquitectura muito detalhada, com inspirações orientais - que oferecia um contraste muito forte com os edifícios circundantes. Acabámos a nossa visita num ponto alto da cidade, junto a um dos pólos da Universidade, com uma vista sob a mesma incrível. O melhor? Estava a escurecer por isso pudemos ver a luz a descer lentamente, enquanto nos despedíamos desta cidade encantada.


Para todas as viagens de comboio comprámos um passe diário de comboio que nos dava acesso à região de Baden-Wurttemberg e que, para além de muito em conta comparativamente com o que gastaríamos em qualquer outro meio de transporte, também é bastante cómodo. Acho que são uma boa dupla para visitarem num dia apenas, sendo que, se não tivéssemos estado  tanto tempo dentro do museu acabaríamos por ter aproveitado melhor tanto Stuttgart como Tubingen, porque teríamos apanhado um comboio mais cedo para lá. Portanto não percam tempo com aquilo que não vos desperta tanto interesse e aproveitem para explorar as cidades a pé, pelas suas ruas. Só assim conseguem perceber a magia da cidade e a envolvência da mesma.

Gostaram das fotografias? Das entre as duas, qual é a vossa cidade preferida?

sexta-feira, 29 de junho de 2018

I don't wanna be you anymore

Gosto de casamentos, galas e cerimónias em que tenhamos que nos vestir de uma forma mais composta. É engraçado ver a forma como as pessoas se alteram de um dia-a-dia descontraído para uma figura formal e mais arranjada, principalmente aquelas pessoas que nos são mais próximas. Além disso, qualquer desculpa para comprar uma nova peça de roupa é bem vinda, uma vez que, naturalmente, não compro peças mais vistosas para o dia-a-dia por não se encaixarem com a rotina que levo nem se adequarem ao meu estilo pessoal.

Neste tipo de cerimónia não costumo fugir do mesmo estilo de peça - os macacões. Práticos, super elegantes e vistosos, são a minha peça de eleição para um dia mais formal. No entanto, as escolhas começam a ser apertadas porque os modelos pouco variam entre si e, portanto, parecer que me esforcei para mudar de silhueta é uma tarefa complicada. Este macacão da ASOS, que me deixou a suspirar por ele, fala por si só. É muito diferente daquilo que se vê normalmente, com uma cor bem berrante e um formato único mas bastante favorecedor. Juntei-lhe uns sapatos também com uma cor chamativa e uns brincos simples da Zaful e estava pronta para um dia feliz, muito feliz. 

Vestido da ASOS // Sapatos da Stradivarius // Brincos c/o Zaful

Gostaram do meu macacão? Também acham engraçado ver os vossos amigos ou parentes arranjados?

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Literatura // One Day

Não costumo de gostar de ler livros depois de ver o filme que lhe dá forma. Não gosto de saber aquilo que vai acontecer e não gosto, definitivamente, de comprovar que o filme está muito aquém daquilo que o livro é - fico triste por não se conseguir reproduzir visualmente aquilo que é tão belo por palavras. No entanto, o One Day do David Nicholls foi excepção. Quando vi o filme, que passou diretamente para a minha lista de favoritos, sabia que tinha que ler o livro que tinha dado origem àquela maravilha para, mais uma vez, comprovar essa regra e apaixonar-me pela escrita deste autor.

No entanto, deixei na prateleira este livro durante longos anos após mo oferecerem. Por saber o que ia acontecer no decorrer da história, por saber que me ia apertar o coração novamente e por saber que me iria apaixonar novamente pelas personagens principais, resolvi esperar que fosse o momento certo para o ler... e esse momento finalmente chegou.

Fotografia por: @themreadsbooks

One Day conta a história de Emma e Dexter, duas pessoas que se conhecem no dia da sua formatura e, após passarem uma longa noite juntos de conversa sobre os mais variados temas, se tornam grandes amigos. Durante o livro acompanhamos a evolução destas personagens com o decorrer do tempo e a forma como a sua amizade prevalece sempre, independentemente das circunstâncias diferentes em que os dois estão inseridos.

Tal como é de prever logo no início do livro, existirá uma relação próxima entre os dois. No entanto, não se deixem enganar quando pensam que isto irá tornar-se uma relação amorosa num ápice, sem quaisquer dificuldades e atribulações pelo meio. Este livro é do mais real possível. Fala de amores não correspondidos, do problema que a possibilidade de arruinar uma amizade em prol de um romance fugaz, os dissabores da vida, a morte de parentes, uma amizade que, apesar de forte, toma rumos diferentes, entre outros temas. Não pinta o mundo de cor-de-rosa mas mostra-o de uma forma simples, real e bastante crua.

As personagens principais são capazes de nos levar a um extremo de sensações. Se nos apaixonamos intuitivamente pela inteligência e humor da Emma, odiamos a faceta de pinga-amor do Dexter e desejamos que ele abra os olhos para a realidade. Simultaneamente a isso, sentimos empatia por aquilo que ele passou ao longo da sua vida e desejamos que a Emma abra os olhos e não pense tanto em si mesma. Conseguimos ver tanto defeitos como qualidades em ambas as personagens, sendo por isso fácil compreendermos a sua maneira de pensar e saber aquilo que os levou a tomar determinada ação. No entanto, e apesar de ter gostado das duas personagens, o Dexter por vezes me levou a momentos de raiva perante as suas atitude e só me deixou apaixonar-me por ele nas últimas páginas do livro, confesso.

Tenho também que confessar que gostei tanto do filme como gostei do livro. Está bastante fiel à obra original, sendo que, claramente, é mais detalhada a história das duas personagens na versão literária. O facto de acompanharmos o crescimento e amadurecimento destas duas personagens torna a leitura interessante e faz com que tenhamos curiosidade de ver como se desenvolvem as mesmas. É uma leitura simples e relativamente rápida para uma espécie de romance bastante realista. Preparem-se para ficarem com os corações bem apertados pelas escolhas do Dexter e da Emma e por verem esta amizade sofrer alterações ao longo dos anos que não esperavam.

Já tinham ouvido falar deste livro? Já viram o filme ou leram o livro?
Com tecnologia do Blogger.
My Own Anatomy © . Design by FCD.