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quinta-feira, 19 de abril de 2018

POR TRÁS DE UMA PUBLICAÇÃO

Vi recentemente uma entrevista da Catarina, do Dias de uma Princesa para a SIC em que a mesma falava do retorno de ser blogger e de como não é assim tão simples esta ser a nossa profissão. Com uma duração de 20 minutos, achei a entrevista super completa e bastante informativa para aqueles que se encontram fora do mundo digital. Portanto, e já após visualizar toda a entrevista, qual foi o meu espanto quando me deparo com comentários com teor pejorativo relativamente àquilo que ela tinha dito. "Se fosses trabalhar é que era", "Queria ver-te a receber o salário mínimo" e "Mas isso é uma profissão?" foram alguns dos muitos comentários que se podiam ler, todos com este tom depreciativo e a desvalorizar completamente o trabalho de uma blogger.

Acho que está mais do que na altura de falar desta realidade que me é muito próxima e que a maior parte das pessoas não entende - o esforço e o trabalho que está por trás de uma publicação. Ao contrário do que a maioria da população tende a fazer parecer, as publicações não surgem do ar. É preciso pensar na ideia - e acreditem, só este pequeno passo é muito exigente porque os bloqueios criativos são constantes -, executá-la da melhor forma possível, reler para ver se não nos enganámos em nenhuma informação ou se queremos acrescentar algo e voltar a escrever, caso tal aconteça. Depois do processo de escrita, temos que escolher as imagens certas para o conteúdo certo, pesquisar bastante e, por vezes, preparar cenário, roupa e câmara para tirar algumas fotografias - quando queremos utilizar fotografias da nossa autoria. No meu caso, escrever uma publicação que fale de um conjunto que utilizei no meu dia-a-dia implica implorar durante duas horas aos meus familiares para me tirarem fotografias e, se tiver num dia de muita sorte, conseguir uma sessão de 10 minutos impacientes no sítio mais próximo de casa possível, sem qualquer hipótese de repetição das mesmas. Ou ficam bem, ou não tenho publicação.


A criação da publicação em si é a parte mais demorada mas aquela que dá mais gozo a qualquer blogger. Arrisco-me a dizer que, se não gostarmos desta parte, podemos abandonar o barco, porque é a parte principal do nosso dia-a-dia enquanto criadora de conteúdo. Mas nem todo o trabalho se resume a isto - quem nos dera que fosse apenas isto! Crescer uma comunidade de seguidores fiel que goste do nosso conteúdo é bastante complicado. Num mundo em que aquilo que interessa é o número de seguidores que temos, o follow for follow é uma constante e o jogo de seguir e deixar de seguir também o é. Pessoas que necessitam de aprovação, que não se conformam com o facto de nem sempre retribuirmos o follow delas, que fazem comentários sem qualquer fundamento apenas para terem um comentário de volta são uma constante e existem tantos outros problemas que, se fossem numerados, dariam uma publicação por si só - e das compridas.

É necessário trabalhar diariamente na interação com outras bloggers e com a comunidade em geral. É preciso estar sempre em cima do acontecimento, procurar saber aquilo que agrada mais aos nossos leitores e ir de acordo com aquilo que eles pretendem de nós. Partilhar as nossas publicações em todas as redes sociais que temos como o Facebook ou o Instagram na tentativa de captarmos novos leitores e de relembrar os velhos leitores que não saímos do jogo e transmitirmos a um número maior de pessoas aquilo que escrevemos. Além disso, é necessário criar conteúdo exclusivo para estas redes sociais de forma a que elas subsistam por si só, para que as pessoas não percam o interesse nas mesmas - até porque a atenção de um cybernauta é equivalente à atenção de uma criança bebé e, portanto, é necessária conteúdo bastante interativo, assim como constante inovação no mesmo.

E no meio disto tudo, de todo este trabalho, é preciso sermos fiéis a nós próprios. Escrevermos sobre o que nos apaixona, sobre o que gostamos e sobre aquilo que faz o nosso coração saltar um batimento  - mas só um batimento, não mais - de tão contente que está, até porque não faz sentido de outra forma. Temos que garantir que abordamos o assunto da melhor maneira que conseguimos e de forma a que as outras pessoas se consigam relacionar com aquilo que escrevemos - ou seja, temos que pensar simultaneamente em nós próprios e naqueles que nos estarão a ler. Temos que ter o dom da palavra - ou que, pelo menos, esforçarmo-nos para o ter. Ser únicos naquilo que escrevemos e fazemos, naquilo que pensamos e digitamos, mesmo que a publicação seja sobre algo que já foi falado umas 30 vezes apenas no último mês. Saber quando a lançar, na hora perfeita e no momento perfeito.

Se, depois desta descrição exaustiva daquilo que é o trabalho de um blogger, ainda existe alguém desse lado do ecrã a franzir o sobrolho e a dizer Ah, não parece nada de especial! lanço o desafio - tornem-se bloggers, publiquem com regularidade e aí falaremos. Aposto que aquilo que acham fácil se tornaria difícil à velocidade da luz. Até porque nem tudo são eventos bonitos ou roupas glamorosas e, para chegar a esse patamar, até chegar esse reconhecimento, temos que suar muito e trabalhar durante o dia e durante algumas noites nos nossos tempos livres, sem nunca deixar os nossos estudos, trabalhos e a nossa vida pessoal e social para trás. Até tal acontecer, temos que ouvir muitas propostas ridículas de lojas que procuram trabalho de escravo em troca de publicidade, que nos desvalorizam e que nos ridicularizam. Até tal acontecer, temos que recusar muito poucas vezes e ser recusadas uma centena de vezes porque o nosso trabalho não é suficiente.

É muito difícil para mim expressar tudo aquilo que sinto de cada vez que vejo este tipo de comentário atirado para o ar de qualquer maneira, sem qualquer conhecimento de todo o trabalho que isto dá - uma mistura de raiva com angústia e um sentimento de incompreensão enorme. É o meu trabalho que está a ser desacreditado, é o meu trabalho ao qual estão a tirar valor e isso eu não consigo aceitar.  Recuso-me a viver num país em que o trabalho do outro é desprezado porque não existe informação suficiente sobre aquilo que ele faz. Só porque a aparência desse trabalho parece muito simples. Se todos os trabalhos são merecedores de respeito, porque é que este não o deverá merecer também?Aquilo que espero é que, com o surgimento desta nova geração de bloggers e digital influencers, que exista um maior respeito pelo trabalho desenvolvido tanto pelas maiores do ramo como por aquelas que estão apenas a começar e que ter um blog seja algo que possamos dizer com orgulho, sem medo de acusações ou de ter dedos apontados a nós.

Numa escala de 1 a 10, como definiriam o trabalho que vos dá cada publicação que escrevem?

sábado, 7 de abril de 2018

COMO ORGANIZAR UM ARMÁRIO PEQUENO

O pequeno pesadelo de qualquer pessoa passa por um armário pequeno onde não caiba toda a roupa que têm. Se isto parece um problema fútil à primeira vista, quando nos vemos confrontados com uma situação semelhante a coisa não parece tão simples assim. Nem todos podemos ter um walking closet e, quando estamos limitados àquilo que a casa tem, a coisa torna-se mais complicada.

Não considero que tenha imensa roupa. Acho que tenho a quantidade normal para me vestir de forma diferente pelo menos durante uma semana ou duas  - claro que isto nem sempre acontece, porque temos peças que gostamos mais do que outras. Mas, quando mudei para a minha primeira casa de faculdade, deparei-me com um armário pequeno. Se, na altura em que decidi mudar-me para o quarto isso não parecia um problema, rapidamente virou algo dramático. Não sabia onde enfiar a minha roupa toda e, só depois de muita pesquisa e de muitas tentativas desesperadas de organizar a roupa sem que esta parecesse um monte é que consegui ter um armário minimamente organizado e com espaço - ainda que limitado.


1. Faz uma limpeza de 3 em 3 meses
Podes estar a questionar-te se realmente valerá a pena limpar tão regularmente - e eu digo-vos que sim, sem pensar duas vezes. Existe sempre uma peça ou outra à qual voltam a dar uma oportunidade e que acaba por não ser utilizada. O facto de limparem o armário regularmente e livrarem-se daquilo que não utilizam faz com que, para além de ganharem espaço adicional, consigam coordenar as vossas peças bastante melhor e que não estejam sempre com a sensação de não terem nada para vestir.

2. Arranja divisórias para pores no fundo do armário
As divisórias permitem que consigas organizar a tua roupa muito melhor e que os vários montes de roupa não se misturem. Além disso, cria uma estrutura mais sólida para que consigas enrolar as camisolas ou calças de forma a que economizes bastante espaço. Idealmente, estas divisórias deverão ser transparentes, para que consigas ver aquilo que tens dentro das mesmas.

3. Utiliza cabides finos
Isto é um truque que parece absurdo mas que realmente resulta bastante bem. Eu costumava utilizar aqueles cabides de madeira que têm um volume gigante. Mas, como precisei de novos cabides fui comprar à Primark uns quantos anti-derrapantes. Isto fez com que me apercebesse que estes são os cabides ideais para um armário mais pequeno, uma vez que fazem com que a roupa ocupe muito menos espaço pendurada porque não tem a largura extra do cabide.

4. Compra uma arara
Se o vosso armário for pequeno mas o vosso quarto não for assim tão pequeno, a vossa melhor opção é simples - comprarem uma arara, que funciona como uma espécie de armário apenas com uma fila para colocarem as vossas coisas. Aqui, aquilo que aconselho a porem será aquelas peças que utilizam mais no vosso dia-a-dia - de forma a que não ganhem pó e que não se sujem tão facilmente. Colocar os casacos aqui também é uma boa opção, uma vez que são peças que ocupam um grande volume e, ao tirá-las do armário, teremos muito mais espaço livre no mesmo.


5. Mantém apenas a roupa da presente estação no armário
Esta dica parece elementar mas muita gente acaba por acumular a roupa dentro do armário por ter preguiça de trocar, de 6 em 6 meses, a roupa do armário. Se querem ganhar espaço e diminuir o tempo no processo da escolha da roupa, tirem a roupa de Inverno quando for Verão e vice-versa. Estará, assim, muito mais visível a roupa que querem encontrar.

6. Utiliza prateleiras de pano
Se não sabem o que são aquelas divisórias de pano, então não estão a viver a vida de organizadora compulsiva - ou, pelo menos, a esforçar-se por organizar o vosso armário. Estas pequenas divisórias permitem que organizem as vossas camisolas ou calças de uma forma mais bonita e eficaz dentro do vosso armário. Além disso, acabam por vos poupar espaço no fundo do armário para outro tipo de coisas. Isto é algo que eu não deixo que falte no meu armário exactamente por ser muito mais simples encontrar aquilo que preciso com um organizador deste género.

7. Utiliza mais do que uma peça em cada um dos cabides
Por fim, a dica que menos gosto. Apesar de aumentar o espaço no nosso armário colocarmos as peças no mesmo cabide, diminui a visibilidade e faz com que percamos a noção daquilo que temos disponível para utilizar. O melhor será aplicar esta técnica a saias ou calças que precisem de estar penduradas, porque neste tipo de peça, como não ficam sobrepostas mas sim lado a lado conseguimos ter uma percepção de que lá estão enquanto poupamos espaço.

Consideram o vosso armário grande ou pequeno? Seguem estas dicas? O que acrescentariam?

terça-feira, 3 de abril de 2018

SÉRIES // BLACK MIRROR

Existem séries às quais é impossível escapar. Ou porque o hype em torno das mesmas é gigante, ou porque nos são recomendadas por todos os seres humanos deste planeta que já as viram ou porque simplesmente, seja ou não destino, passam a vida a cruzar as nossas pesquisas - este é o caso de Black Mirror. Esteve uma eternidade na minha watchlist e, finalmente, depois de longos meses, decidi envergar por este mundo tecnológico criado na série.

Esta série não tem uma linha de história fixa, pelo que se torna difícil de explicar a sua storyline. Cada episódio funciona de forma isolada e tem as suas próprias personagens e a sua própria trama - ou pelo menos somos levados a acreditar nisso, uma vez que existem ligações subtis entre todos os episódios. Cada história é bastante diferente, variando até no género, sendo algumas mais drama/ação e outras mais romance dramático mas têm todas um elemento comum - o avanço tecnológica, a tecnologia e os seus perigos inerentes.


Esta série saltou do patamar de série nova para o meu top de séries de eleição num ápice - bastou-me ver o primeiro episódio para ficar encantada pela mesma. A produção desta série é elaborada, o elenco para cada episódio de uma excelência incrível - apesar de não serem, na sua maioria, atores muito conhecidos - e uma narrativa de uma originalidade e qualidade que não consigo descrever. Cada episódio faz-nos sentir que estamos a ver filmes de curta duração com acontecimentos rápidos, chocantes e mais atuais do que aquilo que queremos acreditar. 

É uma daquelas séries que nos deixa a pensar imenso, depois de cada episódio. A tecnologia apresentada nesta série é realmente assustadora, na sua maioria, e deixa-me com vontade de recusar qualquer tecnologia e ir viver para o meio do monte - ou, pelo menos, com vontade de utilizar menos dispositivos tecnológicos. A verdade é que esta série é um espelho daquilo para que caminhamos e os perigos da tecnologia são maiores do que aquilo que nos apercebemos.  É uma série que nos deixa a refletir naquilo que o ser humano se está a tornar. Estamos demasiado conectados ao virtual e existe uma constante necessidade de aprovação por parte de desconhecidos, como se aquilo que estamos a fazer apenas fosse validado pela exposição na internet.

Acho mais do que óbvio que recomendo esta série. É muito mais do que uma série de ficção científica, tecnológica. Mostra, entre tantos outros assuntos, a emoção humana, mostra o lado negro do ser humano, trata assuntos como a solidão, a morte, a necessidade de atenção, a homossexualidade. Já me ri com esta série, já chorei com esta série e já me assustei com esta série - sendo este último uma constante. Uma vez que não segue uma linha histórica, podem ver qualquer episódio que vos pareça mais interessante, mas eu aconselho a que vejam tudo seguido para poderem acompanhar as várias conexões entre episódios e os pequenos detalhes que se repetem ao longo da narrativa de cada episódio. 

"I don't want to like anyone. So you've been just... totally fucking incovinient."

Também se assustam com os avanços tecnológicos? Já viram Black Mirror?
Com tecnologia do Blogger.
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