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sábado, 22 de dezembro de 2018

Os últimos 6 filmes que vi #2


THE ROCKY HORROR PICTURE SHOW
Sou uma fã incondicional de musicais e, finalmente, chegou a hora de riscar mais um filme da minha watchlist musical. Este filme conta a história de Brad e Janet, o inocente e muito apaixonado casal recém-casado que se vê com um pneu furado no meio do nada. Com um grande temporal a acontecer, decidem procurar ajuda na única mansão que encontram nas vizinhanças. Aqui, descobrem um grupo excêntrico de pessoas comandadas por Dr. Frank N. Furter e, a partir daqui, são levados numa longa jornada de acontecimentos estranhos e únicos dentro desta casa que em nada é comum. Este filme, para mim, é excelente. Apesar de conseguirmos compreender que é um filme antigo e que a direção do filme não é feita de forma tão natural como seria hoje em dia - a forma como os planos são cortados ou como se dá a transição entre cenas -, a narrativa é cativante, extremamente interessante e as músicas são para lá de incríveis. Esta narrativa traz o pior deste casal ao de cima e mostra que, em qualquer pessoa, existe um lado negro, feio e sujo que muitas vezes está encoberto, mensagem que se aplica aos dias de hoje. A série de acontecimentos que decorrem - a criação de um ser humano do zero, as traições, a persuasão ou o adultério - tornam o filme muito interessante e, apesar bastantes momentos musicais, estes não se tornam saturantes ou pareçam fora de contexto. Se são fãs de musicais, recomendo muito que vejam este clássico porque passará, certamente, para a vossa lista de favoritos.

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THE ROYAL TENENBAUMS
Os filmes do já conhecido Wes Anderson são sempre uma boa opção para um serão aborrecido e, desta vez,  o escolhido foi o The Royal Tenenbaums. Este filme conta a história da família Tenenbaums, uma família disfuncional composta por pessoas completamente diferentes, cada uma com os seus próprios problemas e de como os seus caminhos se cruzam todos na mesma casa de família, depois de longos anos separados. Com uma estética invejável e admirável, como sempre nos habituou este realizador, este filme tem um humor negro inerente muito característico e uma narrativa tão real, incorrecta e chocante - incesto, corrupção ou doença mental são alguns dos temas abordados na mesma - que se torna incrível a forma como o resultado é apresentado ao espectador de uma forma tão leviana. Uma banda sonora incrível, um elenco de peso e a sua narrativa estranhamente impressionante fazem deste mais um sucesso cinematográfico na carreira do realizador.

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THE INCREDIBLES 2
Os Incríveis não são desconhecidos para ninguém e a sequela do primeiro filme, que era aguardada aos anos por muitos, finalmente chegou. Esta conta a história da família Incrível, uma família de super heróis, que, depois de salvarem a cidade das garras do Underminer, são proibidos de utilizar os seus super poderes a qualquer custo e que, pelas mãos do governo e face à destruição causada por eles, perdem todos os direitos que tinham até então. Assim, e sem outra opção, associam-se aos fundadores da DevTech, uma empresa que tem como o principal objetivo mostrar ao mundo que os super heróis são de confiança. Mas será este o principal objetivo desta empresa? Devo admitir que as expectativas para este filme estavam muito altas, mesmo. E não desiludiu! Achei muito inteligente a forma como desenvolveram o roteiro sem que este se tornasse monótono, pegando no primeiro filme como base de tudo. Isto foi o ponto mais imprevisível, para mim. Esperava uma Violet e Flecha mais velhos, maduros e com a sua própria família e não foi isso que aconteceu. Somos deixados no espaço temporal imediatamente a seguir ao culminar do primeiro filme, de forma a que os filmes sejam perfeitamente sequenciais. Se são fãs de filmes de animação, esta saga dos Incríveis é uma dupla que não podem perder.

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CAM
O final do meu dia de anos foi passado entre pizza, amigos e este filme do qual nunca tinha ouvido falar. Esta produção original da Netflix conta a história de Alice, uma rapariga que trabalha como cam girl e que ambiciona chegar ao topo do ranking do website onde exibe os seus espetáculos - sempre com grandes produções e diferentes todas as noites. Apesar da rivalidade, tudo corria bem na sua vida até que, certa noite, se apercebe que a sua conta estava em direto quando ela não estava online e, a partir deste momento, tudo aquilo que ela conquistou começa a desmoronar-se diante dos seus olhos. A temática deste filme tinha tudo para cativar o público e para se tornar um filme interessante e cheio de conteúdo, uma vez que o trabalho enquanto cam girl é ainda tabu. No entanto, a narrativa deste filme é tudo menos interessante, tornando-se num dos piores filmes que vi nos últimos tempos. Não sei se alguma vez sentiram, quando acabam de ver um filme, que não se passou nada no mesmo, e foi isso que eu senti neste. Apesar de acontecerem algumas coisas durante o filme, não senti que fossem significativas e acabamos o filme com uma sensação de perda de tempo. Reconheço, no entanto, que a culpa não é da atriz principal, Madeline Brewer, que interpreta uma personagem incrível em The Handmaid's Tale - podem ver a minha opinião sobre a série AQUI -, mas sim da narrativa muito simples e aborrecida.

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SMALLFOOT
A louca dos filmes de animação volta a atacar com mais um filme de animação do qual nunca tinha ouvido falar, mas que apareceu na minha lista de reprodução. Com grandes nomes como personagens principais, este filme conta a história de Migo, um yeti que vive num mundo regido por certas regras inquestionáveis que defendem que não existe criatura para além de yetis e que cada yeti nasce com um determinado propósito. Migo sempre foi um ávido defensor das regras até ao dia em que vê a sua fé abalada pela presença inesperada de um smallfoot na sua montanha - ou, em linguagem de leigos, um humano. Este filme é um daqueles que aquece o coração e que nos faz apaixonar pelas personagens do mesmo. Fala de crenças e de estereótipos e de como nem todos somos iguais, seja entre yetis, entre humanos, ou na relação entre as duas espécies. É bonito ver a amizade de Migo e de Percy, o smallfoot, florescer e, apesar de falarem línguas distintas, se entenderem tão bem desde o primeiro momento - vá, um pouco depois dos primeiros momentos. Tem momentos para rir, momentos para chorar e momentos para refletir como qualquer bom filme de animação e uma das boas surpresas que tive a nível cinematográfico nos últimos tempos.

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THE PRINCESS SWITCH
E, para abrir a quadra natalícia, decidi começar com um dos novos lançamentos da Netflix que tem como protagonista a por muitos adorada Vanessa Hudgens. Este filme conta a história de Stacy De Novo, uma pasteleira ambiciosa de Chicago, obcecada por organização e regras que, incentivada pelo seu colega de trabalho, decide participar no maior concurso de pastelaria do reino de Belgravia. Aqui, Stacy conhece a futura princesa do reino que, por coincidência, é a sua cara e que faz uma proposta irrecusável - e assim começa a aventura. Não tinha grandes expectativas quanto a este filme, por ser um daqueles clichês mais do que vistos e essas expectativas foram igualadas. Não tem uma história diferente do costume, não tem nenhum plot twist que não seja previsível e não demonstra grande talento seja na representação, na direção, figurinos ou até na banda sonora. No entanto, é um daqueles filmes perfeitos para um domingo preguiçoso, em que não queremos pensar muito e em que queremos passar um bom bocado enrolados numa mantinha com a nossa família ou amigos.

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Já viram algum destes filmes? Ficaram com curiosidade de ver algum deles?

domingo, 16 de dezembro de 2018

Guia de presentes para todas as carteiras

Os presentes de Natal podem ser um quebra cabeças na hora de os escolher. Apesar de, na maior parte das vezes, conhecermos bem a pessoa a quem estamos a oferecer determinado presente, é sempre complicado acertar na mouche ou nem sempre nos sentimos inspirados na hora de comprar os presentes. Seja pelo orçamento ser limitado ou por ser demasiado abrangente, por a pessoa ser esquisita ou por não saberem aquilo que será útil para o seu dia-a-dia, há sempre alguma prenda que nos deixa bloqueados e sem sabermos bem aquilo que oferecer - acreditem, passo por isso muitas vezes.

Por isso, este ano, decidi criar um guia de presentes para todos os orçamentos - desde os 5 euros até aos 75 euros -, de forma a facilitar as vossas escolhas ou, pelo menos, mostrar algumas ideias chave daquilo que podem oferecer aos vossos amigos e familiares de forma a fugirem dos gift cards - que, apesar de úteis, são pouco pessoais.

PRENDAS ATÉ 5 EUROS

Estas sugestões são ideais para as trocas de presentes entre colegas de trabalho, os amigos secretos que não conheces assim tão bem ou aquela pessoa com quem não tens uma afinidade muito grande mais ainda assim te sentes na obrigação - não que eu acredite que se deva oferecer por obrigação - de lhe oferecer alguma coisa. Nestes casos, devem pensar em termos práticos, acima de tudo. Produtos de cuidado de pele, cadernos e canetas ou até meias nunca são de mais, e são sempre uma prenda gira de se receber. Coisas diferentes, fora da caixa, que façam a pessoa perceber que se lembraram dela mesmo com um orçamento limitado.

PRENDAS ATÉ 10 EUROS


Costumo ser a mestre das prendas até 10 euros porque este é o meu orçamento habitual. E, ao contrário do que seria de esperar, este valor não é tão limitativo como se pensa. Existem imensas opções para todo o tipo de pessoa, dentro dos bens mais materiais. Para os mais preocupados com a aparência, existem inúmeras marcas mais em conta - como a própria marca da Sephora, a The Body Shop, a Catrice, a Essence ou as marcas de supermercado como a L'Oréal ou a Maybelline - que oferecem produtos bons e dentro do budget. Prendas mais práticas como garrafas de água reutilizáveis, conjuntos de cadernos ou um conjunto de chás são muito apreciadas, também, porque acabam por poupar a pessoa de ter que comprá-las. Uma coisa que me chamou imenso a atenção, enquanto pesquisava para esta publicação, foram os jogos de tabuleiro. Existem opções para todos os bolsos e, por exemplo, o Sushi Go! custa menos de 10 euros e divertido para passarem vários serões em conjunto.

PRENDAS ATÉ 25 EUROS

Um orçamento até 25 euros já vos dá uma liberdade quase ilimitada, para comprarem prendas aos membros mais próximos da vossa família. Para além de algumas experiências que se podem oferecer dentro destes valores como um dia no spa ou um bilhete para uma peça de teatro ou para um espetáculo de standup comedy, este orçamento abre um novo mundo de possibilidades - o entretenimento cultural. Aqui entram os livros, um presente muito subvalorizado mas que quase toda a gente gosta de receber, de acordo com os seus gostos pessoais e os CDs que, apesar de não estarem tanto em voga, quando são do artista favorito ninguém recusa. As agendas para um novo ano que se aproxima e que são muito úteis são uma excelente ideia, também, para os mais organizados ou até um coffret com alguns produtos de cuidados pessoais, para os mais vaidosos.

PRENDAS ATÉ 75 EUROS
LINK PARA COMPRAREM AS ALL STAR NA ESCAPE SHOES, UMA LOJA DE CALÇADO PARCEIRA DO BLOG

As prendas para um orçamento mais elevado nem sempre são as mais simples, porque as opções são mais variadas. No entanto, assume-se que conhecem bem esta pessoa. Portanto, pensem em todas as conversas que tiveram, aquilo que a pessoa realmente precisa ou gostava mesmo de ter. Neste caso, apoio sempre oferecerem experiências e não bens materiais. Seja um bilhete para um espetáculo, um festival ou uma peça de teatro ou até um vale para uma viajem, as escolhas são ilimitadas e farão, certamente, a pessoa a quem as oferecem muito feliz. Se optarem pelos presentes materiais, apostem em peças com mais qualidade, como, por exemplo, este colar e brincos da Cinco Store que, apesar de serem caros, duram uma vida. Os acessórios tecnológicos também são algo muito prático e funcional para se oferecer dentro destes valores, porque são coisas realmente necessárias e que a pessoa certamente irá apreciar.

Acima de tudo, divirtam-se a escolher as prendas de Natal e não se limitem apenas ao óbvio. Tentem recordar conversas que tiveram com as pessoas, pensar no que elas gostam - se for necessário, façam alguma pesquisa nas suas redes sociais - e oferecerem presentes que realmente façam sentido para a pessoa. Se não conhecem a pessoa, acham mesmo que precisam de lhe oferecer alguma coisa? Não ofereçam só por oferecer, para ficar bonito na fotografia. O Natal celebra o amor, e é por isso que se oferecem presentes àqueles que mais amamos.

Já fizeram as vossas compras de Natal? Têm dificuldade a escolher presentes de Natal?

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Séries // Shameless

Já vos falei diversas vezes da dificuldade que tenho em riscar séries da minha lista de séries a ver porque, de cada vez que procuro algo novo e com qualidade, acabo sempre por me deixar levar pelas séries mais leves, mais simples ou que sejam recentes. O constante surgimento de novas séries faz com que bons clássicos fiquem para trás e acabem por cair no esquecimento, mesmo que não seja intencionalmente. No entanto, desta vez não me deixei sucumbir pela vontade de ver algo irrelevante e decidi riscar Shameless da minha watchlist - e bendito o dia em que o fiz.

Esta série conta a história da disfuncional família Gallagher, composta por Frank, o pai alcoólatra, lunático e sempre metido nalgum tipo de problema e os seus 6 filhos - Fiona, Lip, Ian, Debbie, Carl e Liam - e de como estes sobrevivem ao seu dia-a-dia sem qualquer supervisão parental, com a falta de dinheiro ao longo do mês para pagar as contas da casa e com todo o drama inerente ao facto de viverem no South Side - a pior zona de Chicago.


As personagens desta série são das mais ricas que já vi, por terem mil camadas, mil facetas e uma bagagem emocional incontestável. A vida dos Gallagher nunca foi fácil, e nunca o será, apesar das personagens batalharem nesse sentido e muitas vezes ao longo da trama sermos enganados a acreditar que sim. Esta é uma série que pega em todo o tipo de tragédia e a trabalha de uma forma humorística - atenção que não é um humor saudável mas sim daqueles que nos corrói o coração ao longo do tempo. Trata a realidade da classe trabalhadora baixa, uma realidade de pobreza, de abandono parental e de negligência e temáticas importantes como a homossexualidade, a gravidez na adolescência, o mundo das drogas, o alcoolismo, a mudança de género ou a adopção com uma leveza e uma simplicidade que nunca antes tinha visto. Sim, as situações são exageradas. Sim, é tudo levado a um extremo. Mas mostra uma realidade pela qual muita gente passa e que, por vezes, nem temos noção.

Se tivesse que escolher uma personagem favorita, escolheria o Frank. Partilhando o holofote como personagem principal com os demais, é o progenitor desta família, um alcoólico, vigarista nato e inteligente como ninguém. É daquelas personagens tão odiáveis que acabamos por gostar, porque começamos a imaginar o que terá tornado aquela pessoa tão má assim. A sua capacidade de se meter nos mais loucos esquemas, a sua perspicácia para angariar dinheiro e o seu desejo por aventura constante conquistam qualquer um, seja pela positiva ou pela negativa. Para além dele, a docura camuflada do Carl e o romance inesperado e bruto entre o Ian e o Mickey derrete o meu coração de cada vez que aparecem no ecrã. São realmente personagens bem conseguidas, com uma narrativa inteligente e muito trabalhada, que nos fazem viver a sua história, sentir as suas frustrações e gritar com o ecrã quando fazem algo errado - o que, acreditem, acontece demasiadas vezes. O guião está escrito de uma forma excelente, fazendo a classificação da série saltitar entre o drama e a comédia de uma forma subtil. Além disso, e uma vez que a série tem um total de 9 temporadas, podemos ver as personagens crescerdesenvolverem as suas personalidades e serem protagonistas das suas próprias intrigas. Isto torna a série muito mais dinâmica e cativante, porque existe sempre algo de novo a acontecer, sempre surpreendente e ainda mais dramático que no episódio anterior - como uma boa série assim exige. 

É impossível não mencionar a qualidade do elenco desta série. A personagem de destaque, Frank,  é interpretada de uma forma absolutamente soberba pelo William H. Macy - se não acreditam, saibam que ganhou 4 prémios e inúmeras nomeações pelo papel - e que demonstra uma qualidade ímpar como actor que se destaca dos demais. A intensidade com que a personagem é guiada através da expressão de homem trabalhador do actor é de louvar e mostra uma escolha inteligente de elenco por parte da produção. Para além dele, posso ainda parabenizar a actriz que interpreta a personagem de Fiona, Emmy Rossum que, apesar de, para mim, não se encontrar ao mesmo nível, não deixa de tornar a série naquilo que ela é e demonstrar grande capacidade performativa ao longo dos mais de 10 anos de gravações. Esta não é uma produção que exija grande figurino ou efeitos especiais, mas os cenários utilizados são muito adequados à realidade da narrativa e as escolhas sonoras inteligentes e adequadas a cada vivência da trama. Uma série que eu sabia que não me iria desiludir e que passou imediatamente para a minha lista de séries a recomendar para qualquer pessoa. Uma comédia pesada, real e bastante diferente daquilo que se encontra no grande ecrã!

"I trust you. That's bigger to me than I love you"

Já viram Shameless? Gostam desta série?
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