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quarta-feira, 18 de julho de 2018

Recapitulando Maio, Junho & Julho

Os últimos meses têm sido meses de aprendizagem, reconciliação comigo mesma e pouca inspiração. Tudo começou em Maio, um mês que começa com a Queima das Fitas que, todos os anos, me consome imensa energia positiva. É sempre complicado mantermo-nos produtivos nesta semana de festa e passamos a seguinte a tentar recuperar toda a energia que perdemos. O problema foi que toda essa energia que outrora tinha ficou um pouco perdida nessa semana. Seguiram-se semanas de frequências, exames e trabalhos e uma reta final muito pouco promissora.

Por isso, estes três meses, o blog tem estado a meio gás porque também eu tenho estado a meio gás. Sem energia, sem vontade e sem motivação. E isto, meus amigos, é uma coisa que é muito complicada de trazer de volta aos níveis normais. É preciso uma grande batalha interna e um grande esforço para me convencer de que tenho que fazer alguma coisa e de que tenho que ser produtiva. Até porque o bichinho da procrastinação, de quem já vos falei por cá, está a atacar mais do que nunca antes atacou. Aliado à falta de energia faz muitos dados, acreditem.


Mas espero escrever isto para vos dizer que estou de volta, de vez. Aos poucos, com vontade de crescer e de partilhar convosco um pouco mais de como vejo o mundo e tudo o que me inspira. Mas antes, um recapitular de tudo aquilo que aconteceu de bom nos últimos meses - porque uma vida não se rege só de dramatismos - e que ficou registado no meu diário de bordo, o Instagram.

A Queima das Fitas foi um dos pontos altos destes três meses como uma celebração daquilo que é ser estudante, das amizades que fui criando no meio académico e a festa merecida após um semestre stressante. Trouxe com ela visitas de familiares, o meu primeiro jogo da Académica, momentos de convívio e quilos de massa com atum. Depois da mesma, as visitas diárias às várias bibliotecas da universidade deixaram pouco espaço para passeios, sobrando pouco tempo para aproveitar aquilo que Coimbra tem para nos dar. Ainda assim, a Baixa, o Jardim Botânico e a Praça da República foram fiéis companheiras nesta altura complicada, para espairecer e apanhar um bocadinho de ar.


A nível gastronómico, estes três meses foram marcados pela minha estreia no mundo do sushi. O Kyoto House abriu as portas à minha curiosidade, ao meu apetite e à vontade de experimentar tudo aquilo a que tinha direito. Tanto que acabei por passar 3 horas no restaurante entre conversa, comida e amizades. Também experimentei, pela primeira vez, o Talho Burger que me providenciou uma refeição agradável mas não memorável. Voltei a ir comer Ramen e apaixonei-me, de novo, pela comida oriental.

Recordo como momentos muito felizes o casamento de uma prima a quem tenho uma estima muito grande - mostrei-vos o meu conjunto por aqui - e da festa que foi reunir a família toda para um dia muito bem passado com aqueles que me querem sempre bem, independentemente de tudo o que possa acontecer na minha vida. Ver O Despertar da Primavera, interpretado pelos alunos do curso de Teatro e Educação da ESEC também foi algo que me marcou, uma vez que um grande amigo fazia parte de um elenco muito promissor e que terminava, da melhor forma, a sua licenciatura. Uma peça chocante para a época em que foi escrita e com temas muito actuais como a violação, o aborto e o suicídio entre adolescentes.


O regresso a casa dos meus pais, neste mês de Julho, foi uma decisão simples de tomar, uma vez que recebi a confirmação de uma das coisas que tanto ansiava para este ano - a minha candidatura a Erasmus foi aceite. Em breve, podem contar com diários sobre a experiência assim como sobre a cidade que me vai acolher nos seus braços - buongiorno Milano! A abertura dos bailaricos de Verão das aldeias perto da minha vila, as horas passadas na minha varanda entre estudos e pensamentos e as festinhas à minha cadela têm ocupado este mês que vai a meio gás, ainda, mas que tem potencial para aumentar a velocidade.

Aconteceu alguma coisa boa nestes três meses na vossa vida?

terça-feira, 3 de julho de 2018

Stuttgart & Tubingen

Contei-vos AQUI que fiz uma viagem à Alemanha no início de Fevereiro, para celebrar o final dos exames e visitar a minha madrinha de praxe, que esteve a fazer Erasmus por lá durante o semestre. Fomos sem itinerário marcado, sabendo que a nossa guia se encarregaria de nos levar aos sítios mais bonitos que poderíamos encontrar.

O primeiro dia de viagens propriamente dito, uma vez aterradas e com uma boa noite de sono em cima começou da pior forma - o comboio que tínhamos planeado apanhar foi suprimido e, como todas as informações estavam em alemão, nenhuma de nós se apercebeu da situação. Foi só depois de uma boa hora que, com a ajuda de uma senhora que se apercebeu da nossa inquietação, descobrimos que estávamos à espera de algo que nunca viria. Aí, e já com os planos todos atrasados, rumámos àquele que deveria de ser o segundo destino do dia mas que passou a primeiro lugar rapidamente - Stuttgart.


A primeira impressão que tivemos com a cidade foi mesmo no coração da mesma, em Palace Square ou Schlossplatz. Uma praça bonita e arranjada, constituída por pedaços de relva e flores organizados geometricamente ao longo da praça de forma a evidenciar a estátua central da mesma, em homenagem à deusa Concordia. Aquilo que impressiona mais na praça é mesmo a sua dimensão, sendo das maiores que já vi. É um sítio agradável para descansar um pouco nos seus bancos mas tempo era o que não tínhamos.

Por isso, e por ser muito próximo dessa grande praça, rumámos a Altes Schloss, um antigo castelo que, hoje em dia, alberga o Wuerttember State Museum, onde é possível visitar algumas exposições gratuitas que vão variando de acordo com a época do ano em que o visitam. No nosso caso, visitámos uma exposição sobre a evolução da espécie humana com bastante interacção. No entanto, o facto da maior parte das legendas serem exclusivamente em alemão foi um pouco limitante para a compreensão do mesmo e, apesar de interessante, não foi algo que considere memorável nesta visita.




As igrejas protestantes são uma constante ao longo da nossa viagem, sendo que em cada canto existe uma nova igreja onde podíamos entrar, e na qual aproveitávamos tanto para nos aquecermos como para visitarmos. O que me surpreendeu mais em todas as igrejas em que entrámos foi o facto destas serem muito mais modestas do que as igrejas católicas, apresentando uma simplicidade mas um sentimento de conforto tal que me deixou a questionar até que ponto é necessária tanta luxúria num espaço onde devemos ser o mais puros e sem preconceitos possível. 

O sítio mais bonito de entre aqueles que visitei na cidade chegou pouco tempo antes de nos dirigirmos à estação, onde terminámos a nossa visita. Em frente ao The Staatstheater Stuttgart, um espaço dedicado às três artes performativas de grande impacto - ópera, ballet e teatro -, encontra-se uma espécie de lago artificial muito bonito, chamado Eckensee, assim como algumas esculturas que apelam ao romance e à relação entre o homem e a mulher, formando um bonito jardim que, na minha opinião, supera muito facilmente o famoso Palace Square.

Ficaram por conhecer o Museu da Mercedes-Benz, excelente para os amantes de carros, ou a Stadtbibliothek, uma biblioteca espantosa que promete surpreender pela sua dimensão e pelo seu toque moderno. Ainda assim, acho que vi o suficiente da cidade para dizer que não me impressionou propriamente. É uma cidade bonita, sim, mas, tal como disse anteriormente, pouco memorável, ao contrário da cidade para onde rumámos de seguida.



Tubingen revelou-se a surpresa de toda a viagem. Fomos a esta cidade apenas porque não encontrámos outra cidade que agradasse a todas e que parecesse interessante. No entanto, não esperávamos que fosse nada de outro mundo  - até planeámos dedicar-lhe muito pouco tempo - e, portanto, as nossas expectativas estavam muito em baixo. E excederam-se, por muito.

Esta cidade tem uma atmosfera muito característica, muito própria. Sendo uma cidade universitária, é muito pequena e vê-se por entre as ruas dela muitas pessoas mais novas, principalmente estudantes na sua rotina diária. Dirigimo-nos ao único ponto que conhecíamos e sabíamos que queríamos ver - a ponte sobre o rio Neckar, com as casas tipicamente alemãs com as madeiras expostas, bastante coloridas, perfeitamente alinhadas à beira-rio. Este sítio foi dos mais bonitos que vi ao longo da viagem pela arquitectura das casas, pela luz já fraca com que deparámos e que deu uma atmosfera mais romântica a um sítio já bonito por si só.


Passeámos pelas suas ruas, cheias de casas e casinhas, cada uma mais bonita que a anterior e perdemo-nos pelas mesmas. Com o tempo limitado, não conseguimos desfrutar aquilo que queríamos nesta cidade que nos fez perder de amores e que tinha tanto para ver, mesmo sendo tão pequena. De tudo aquilo que vimos a cidade, destaco o MarktPlatz, um edifício com o qual nos deparámos com um aspecto bastante distinto dos demais - uma arquitectura muito detalhada, com inspirações orientais - que oferecia um contraste muito forte com os edifícios circundantes. Acabámos a nossa visita num ponto alto da cidade, junto a um dos pólos da Universidade, com uma vista sob a mesma incrível. O melhor? Estava a escurecer por isso pudemos ver a luz a descer lentamente, enquanto nos despedíamos desta cidade encantada.


Para todas as viagens de comboio comprámos um passe diário de comboio que nos dava acesso à região de Baden-Wurttemberg e que, para além de muito em conta comparativamente com o que gastaríamos em qualquer outro meio de transporte, também é bastante cómodo. Acho que são uma boa dupla para visitarem num dia apenas, sendo que, se não tivéssemos estado  tanto tempo dentro do museu acabaríamos por ter aproveitado melhor tanto Stuttgart como Tubingen, porque teríamos apanhado um comboio mais cedo para lá. Portanto não percam tempo com aquilo que não vos desperta tanto interesse e aproveitem para explorar as cidades a pé, pelas suas ruas. Só assim conseguem perceber a magia da cidade e a envolvência da mesma.

Gostaram das fotografias? Das entre as duas, qual é a vossa cidade preferida?

sexta-feira, 29 de junho de 2018

I don't wanna be you anymore

Gosto de casamentos, galas e cerimónias em que tenhamos que nos vestir de uma forma mais composta. É engraçado ver a forma como as pessoas se alteram de um dia-a-dia descontraído para uma figura formal e mais arranjada, principalmente aquelas pessoas que nos são mais próximas. Além disso, qualquer desculpa para comprar uma nova peça de roupa é bem vinda, uma vez que, naturalmente, não compro peças mais vistosas para o dia-a-dia por não se encaixarem com a rotina que levo nem se adequarem ao meu estilo pessoal.

Neste tipo de cerimónia não costumo fugir do mesmo estilo de peça - os macacões. Práticos, super elegantes e vistosos, são a minha peça de eleição para um dia mais formal. No entanto, as escolhas começam a ser apertadas porque os modelos pouco variam entre si e, portanto, parecer que me esforcei para mudar de silhueta é uma tarefa complicada. Este macacão da ASOS, que me deixou a suspirar por ele, fala por si só. É muito diferente daquilo que se vê normalmente, com uma cor bem berrante e um formato único mas bastante favorecedor. Juntei-lhe uns sapatos também com uma cor chamativa e uns brincos simples da Zaful e estava pronta para um dia feliz, muito feliz. 

Vestido da ASOS // Sapatos da Stradivarius // Brincos c/o Zaful

Gostaram do meu macacão? Também acham engraçado ver os vossos amigos ou parentes arranjados?
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